Que Cavaco agradeça a vitória ao Largo do Rato

Entre culpas e desculpas pelos resultados de domingo passado, ainda não vi ninguém dizer o que para mim é uma evidência: o maior responsável pelo prolongamento da estadia do dr. Cavaco em Belém é o Partido Socialista. E não porque se atrasou no apoio a Alegre, ou por não se ter empenhado suficientemente durante a campanha eleitoral, ainda menos por ter apoiado a mesma pessoa que o Bloco já tinha escolhido. O PS só se pode queixar de si próprio por ter desprezado a questão presidencial nos últimos dez anos: nos primeiros cinco por não ter pensado na substituição de Sampaio durante o seu último mandato, nos segundos por não se preocupar com o que viria a ser esta mais do que facilitada vitória de Cavaco.

Em 2006, inventou uma solução coxa e requentada com Soares – e foi o que se viu… -, este ano acabou por apoiar alguém que manifestamente não queria e está agora a tentar colar os cacos de uma rotunda derrota. É sabido que estratégias a longo prazo não fazem parte da religião praticada no Largo do Rato, mas não parece desculpável que um partido com o peso do PS cometa duas vezes o mesmo erro.

Teria sido certamente possível identificar um português com mais de 35 anos (e menos de 70, se possível…), dentro ou fora do partido, que desde há dois ou três anos fosse «aparecendo» como o candidato incontornável. É o que se faz em todo o mundo e, mesmo que não se vendam presidentes como sabonetes, propõem-se e impõem-se. No caso concreto, até podia ser alguém com um posicionamento ideológico semelhante ao de Manuel Alegre (mas sem um passado partidário tão complicado), e nem teria sido extraordinariamente difícil, julgo, chegar a um consenso que fizesse com que Alegre não insistisse uma segunda vez. E certamente que ninguém tinha inventado Fernando Nobre…

Teria esse hipotético candidato vencido Cavaco, apesar do desgaste actual do PS? Nunca se saberá (é o encanto da História Virtual ou a tal hipótese de a minha avó poder ter sido uma trotinete se tivesse tido rodas…), mas a fraquíssima figura que tinha pela frente, a relativa pouca consideração de que esta goza mesmo à direita e os resultados de domingo passado fazem crer que, pelo menos, passaria certamente à segunda volta onde muito provavelmente venceria.

Last but not the least: no panorama existente, Manuel Alegre fez mal em avançar, o Bloco devia ter ficado na sombra, etc., etc., etc.? Não, de modo algum. «Valeu a pena lutar», como muito bem diz Rui Tavares no Público. Apesar do PS. Não foi desta, mas um dia a esquerda convergirá e não há nenhuma razão que a impeça de sair vencedora.

P.S. – Só para que não se pense que isto é justificação a posteriori de derrota mal digerida. Escrevi há um ano (29/1/2010): «Como se o PS não fosse o único culpado da situação que criou: desde 2006, teve mais do que tempo para preparar o caminho a um outro candidato, se não queria ver-se «obrigado» a apoiar hoje Manuel Alegre. Talvez não o tenha feito porque, até há meia dúzia de meses, se sentisse confortável com Cavaco. Mas agora que a situação parece ter mudado e que Alegre se adiantou – e bem, do seu ponto de vista – decidam-se: ou partem para uma campanha pela positiva, sem "mas" nem "apesares de", ou fazem uma triste figura, provocam provavelmente uma monumental abstenção e dão talvez uma preciosa ajuda ao que dizem querer evitar: que o doutor Cavaco fique mais cinco anos em Belém.»

Joana Lopes – [Entre as brumas da memória]



Publicado por JL às 14:57 de 28.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Quanto vão receber do Estado os candidatos presidenciais

Manuel Alegre vai receber em subvenções estatais menos 514 mil euros do que tinha previsto. Já Cavaco Silva terá mais 351 mil euros do que o antecipado. Ao todo o Estado vai distribuir 3,8 milhões pelos quatro candidatos que conseguiram mais de 5% dos votos.

Manuel Alegre perdeu anteontem as eleições presidenciais e corre também o risco de perder o equilíbrio das contas da campanha. Isto, porque o número de votos que obteve no domingo apenas lhe confere o direito a receber 835 mil euros de subvenção estatal quando, no seu orçamento, tinha antecipado uma verba de 1,35 milhões nesta parcela.

O candidato apoiado pelo PS, BE e MRPP, esperava também obter 500 mil euros em contribuições de partidos e 50 mil euros em donativos para pagar as despesas totais orçamentadas em 1,9 milhões de euros. Todavia, se não se ultrapassarem as receitas oriundas de partidos e donativos, e a comprovar-se o total de despesas, a candidatura de Alegre ficará, assim, com um prejuízo de mais de meio milhão de euros nas mãos.

Já Cavaco Silva, tudo o indica, ficará com um excedente de 351 mil euros, pois apenas tinha antecipado 1,57 milhões de euros em subvenções estatais e, face à sua votação, vai receber 1,92 milhões de euros. Ou seja, apenas precisará de usar menos de 200 mil euros dos 550 mil que esperava obter em donativos para saldar todas as despesas de campanha, estimadas em 2,12 milhões de euros.

Quem também sai a ganhar destas eleições, não só pelo resultado surpreendente, mas também pelo lado financeiro, é Fernando Nobre. O candidato independente esperava obter 511 mil euros em subvenções estatais, mas vai receber um total de 835 mil euros, ficando os custos da campanha, orçada em 842 mil euros, quase cobertos na totalidade.

O candidato Francisco Lopes tinha inscrito nas suas receitas 512 mil euros de subvenções estatais, mas, face à votação alcançada, apenas vai receber 424 mil euros.

Já José Manuel Coelho e Defensor Moura não receberão qualquer subvenção porque não atingiram os 5% de votação. O primeiro, tinha previsto no orçamento de campanha receber 10 mil euros; o segundo, cerca 225 mil euros.

[Jornal de Notícias]



Publicado por JL às 14:57 de 25.01.11 | link do post | comentar |

Um Presidente mísero

Já tínhamos tido o "sisudo", o "bonacheirão" e o "piegas".

Depois dos discursos na noite eleitoral, passamos a ter o "rancoroso".



Publicado por JL às 14:41 de 25.01.11 | link do post | comentar |

Para onde foram mais de 294 mil votos?

Manuel Alegre lutou mas não venceu. O candidato apoiado pelo PS e BE alcançou nestas eleições 19.75% dos votos contra 20.70% em 2006, ou seja menos 294559 votos.

Manuel Alegre, outrora o candidato rebelde e independente que conquistou o voto de mais de um milhão de portugueses, perdeu a luta nestas eleições presidenciais, mesmo contando com o apoio do seu partido de sempre, o PS, do BE e do PCTP/MRPP.

O candidato assumiu todas as responsabilidades pela derrota, isentando os partidos que o apoiaram, mas houve falhas. E esse mesmo apoio, aliado a alguma falta de tacto que Alegre demonstrou ter no contacto com as pessoas, pode ter ajudado à perda de votos.

Depois de mais de um milhão de votos em 2006, o candidato que um dia foi independente não conseguiu alcançar o seu objectivo destas eleições: ir a uma segunda volta. Nem em Águeda, a sua terra natal, conseguiu convencer e perdeu para Cavaco Silva.

Resta agora saber qual será a próxima luta de Manuel Alegre, o candidato que um dia surpreendeu o país.

[Sapo]



Publicado por JL às 00:03 de 25.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

RESULTADOS DAS ELEIÇOES PRESIDENCIAIS

 

Alegre reconhece derrota pessoal e rejeita responsabilidade do PS

O candidato Manuel Alegre assumiu, pessoalmente, a derrota nas presidenciais, garantindo que esta é sua e não “daqueles que o apoiaram”, rejeitando qualquer responsabilidade do PS, recordando que “todos os candidatos”, a começar por Cavaco, tiveram menos votos.

No discurso no hotel Altis – que contou com a presença do secretário-geral do PS, José Sócrates – Manuel Alegre salientou que “não foi o Partido Socialista que perdeu este combate”.

“Assumo pessoalmente esta derrota. Rejeito qualquer comparação com outras eleições. Cada eleição tem a sua dinâmica própria”, disse.

Segundo o candidato derrotado – que afirmou já ter felicitado Cavaco Silva pela vitória nas presidenciais – “em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate e não saber pelo que se luta”.

“A derrota é minha, não é daqueles que me apoiaram. Tenho pena e peço-vos desculpa por não ter conseguido fazer melhor”, reforçou, saudando o PS, Bloco de Esquerda e demais partidos e movimentos cívicos que o apoiaram na corrida a Belém.

Questionado pelos jornalistas sobre o que falhou para não ter conseguido uma segunda volta, o candidato rejeitou que o apoio dos partidos tenha falhado. “O que falhou foi eu não ter conseguido o resultado que pretendia. Aliás, todos os candidatos, a começar pelo vencedor, tiveram também menos votos. Isso em nada diminui a legitimidade da sua eleição”, declarou.

À pergunta se poderia ter sido prejudicado por ter o apoio do partido que está no executivo, Alegre garantiu que “não era candidato do Governo”. “Era um candidato que se apresentou por decisão pessoal e que foi apoiado depois pelo Partido Socialista, Bloco de Esquerda e outros partidos”, relembrou.

O ex-dirigente socialista disse ainda estar “nos combates do PS para o bem e para o mal”. “A riqueza e a força do PS é sermos um partido plural, onde há divergências e liberdade”, defendeu.

[Público]



Publicado por Izanagi às 23:32 de 23.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

Não enfie o barrete


Publicado por JL às 21:47 de 21.01.11 | link do post | comentar |

Entrevista a Boaventura de Sousa Santos

Boaventura de Sousa Santos recebeu o Prémio México de Ciência e Tecnologia2010, que distinguiu pela primeira vez um cientista social. O sociólogo confessa que se sente feliz por este reconhecimento das ciências sociais.

Nesta entrevista conduzida pela jornalista Carolina Ferreira, Boaventura de Sousa Santos fala ainda sobre a situação atual do país, considerando que poderá haver agitação social caso as medidas de austeridade decretadas pelo Governo falhem.

Em relação a uma eventual intervenção em Portugal do Fundo Monetário Internacional (FMI), Boaventura de Sousa Santos afirma que não é necessária e seria negativa para o país. O sociólogo analisa ainda a campanha eleitoral para as eleições presidenciais de domingo e sublinha que há sinais de uma possível crise política.

 

RDP, Antena 1



Publicado por [FV] às 10:15 de 21.01.11 | link do post | comentar |

O voto em Manuel Alegre


Publicado por JL às 08:05 de 21.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

PRESIDENCIAIS 2011

Os que votam no Senhor Silva e os que usam a cabeça

Um amigo meu comprou um frigorífico novo e para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso:

"Grátis e a funcionar. Se quiser, pode levar".

O frigorífico ficou três dias no passeio sem receber um olhar dos passantes.

Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso:

"Frigorífico à venda por 50,00 €. No dia seguinte, tinha sido roubado!

Cuidado! Este tipo de gente vota! No Senhor Silva.

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Ao visitar uma casa para alugar, o meu irmão perguntou à agente imobiliária para que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs. A agente perguntou: "O sol nasce no Norte?"

Quando o meu irmão lhe explicou que o sol nasce a Nascente (aliás, daí o nome e que há muito tempo que isso acontece!) ela disse: "Eu não estou actualizada a respeito destes assuntos".

Ela, também, vota! No Senhor Silva.

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Trabalhei uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores.

Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto.

Eu respondi: "O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana."

Ele então perguntou: "Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?"

Para acabar logo com o assunto, respondi: "Horário do Brasil."

Ele vota! No Senhor Silva.

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Um colega e eu estávamos a almoçar no self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falar a respeito das queimaduras de sol que ela tinha, por ter ido de carro para o litoral.

Estava num descapotável, por isso, "não pensou que ficasse queimada, pois o carro estava em movimento."

Ela, também, vota! No Senhor Silva.

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A minha cunhada tem uma ferramenta, salva-vidas no carro, para cortar o cinto de segurança, se ela ficar presa nele. Ela guarda a ferramenta no porta-bagagem!

A minha cunhada, também, vota! No Senhor Silva.

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Uns amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notámos que as grades tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande, comprámos 2 grades. O caixa multiplicou 10% por 2 e fez-nos um desconto de 20%.

Ele também vota! No Senhor Silva.

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Saí com um amigo e vimos uma mulher com uma argola no nariz, ligada a um brinco, por meio de uma corrente.

 O meu amigo disse: "Será que a corrente não dá um puxão cada vez que ela vira a cabeça?"

Expliquei-lhe que o nariz e a orelha de uma pessoa permanecem à mesma distância, independentemente da pessoa virar a cabeça ou não.

O meu amigo, também, vota! No Senhor Silva.

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Ao chegar de avião, as minhas malas nunca mais apareciam na área de recolha da bagagem.

Fui então ao sector da bagagem extraviada e disse à senhora que as minhas malas não tinham aparecido.

Ela sorriu e disse-me para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos. "Agora diga-me, perguntou ela... o seu avião já chegou?"

Ela também vota! No Senhor Silva.

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À espera de ser atendido numa pizzaria observei um homem a pedir uma pizza para levar. Ele estava sozinho e o empregado perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 pedaços ou em 6.

Ele pensou algum tempo, antes de responder: "Corte em 4 pedaços; acho que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços."

Isso mesmo, ele também vota! No Senhor Silva.

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Mais ninguém vota no Senhor Silva porque há outras escolhas e a maioria das pessoas têm cabeça e fazem uso dela. Não se esqueça de, no próximo Domingo, usar a sua cabeça.


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Publicado por Zé Pessoa às 08:00 de 21.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Domingo...Vote

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Publicado por JL às 22:47 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O homem não está bem…

Cavaco diz que prolongar campanha mais três semanas reduz crédito e aumenta taxa de juro.



Publicado por JL às 22:18 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O mensageiro trocado

Queremos a liberdade de expressão e a autonomia de consciência, dentro do Partido Socialista. Por isso, não podemos recusá-la a quem assuma posições que nos desagradem, especialmente, quando somos nós a estar em consonância com a direcção do partido e não eles, como é costume. Mas uma coisa é reconhecer-lhes o direito a tomarem as posições individuais que entenderem, outra coisa é deixar de os criticar.

Isto vem a propósito de declarações do Correia de Campos, em desfavor de Alegre que, como por milagre, ecoaram na comunicação social, com ecos relevantes na blogosfera. Que fosse quem fosse preferisse outro candidato seria verdadeiramente trivial. Mas é muito diferente que entre os candidatos realmente existentes um ex-ministro, actual deputado europeu pelo PS e membro da sua Comissão Política Nacional acorde da sua tranquila sesta europeia, para vir dar umas bicadas no candidato apoiado pelo PS e para dizer umas vagas untuosidades favoráveis a Cavaco. Tudo isso, está muito longe da decência política.

De facto, nos últimos dias, tem vindo a ficar claro que Cavaco combate Alegre, não só porque ele é o candidato que realmente protagoniza uma alternativa estratégica à sua continuidade, mas também por Cavaco estar desde já determinado a varrer o PS do Governo, para lá instalar o PSD, se possível, ou uma nova AD, se necessário. Cavaco está pois a assumir-se como o verdadeiro chefe de uma ambicionada desforra da direita, que ainda não perdoou o 25 de Abril. Esta eleição é, por isso, uma batalha decisiva que poderá abrir a porta a uma guerra mais funda e mais implacável. Uma batalha em que Alegre é o primeiro protagonista, mas em que o PS não deixaria de ser também atingido e muito prejudicado, se o candidato que apoia fosse derrotado.

Quem não perceber isto, anda a dormir. E se já é triste ver outros candidatos, alegadamente de esquerda, passarem ao lado do essencial e atacarem em conjunto Cavaco e Alegre, fingindo que os consideram idênticos, é deplorável ver alguém como Correia de Campos a procurar contribuir para o enfraquecimento de Alegre e a favorecer, descarada conquanto melifluamente, Cavaco.

É que ele não está apenas, num acto de mesquinhez política, a procurar desforrar-se das críticas que Alegre lhe fez quando ele foi Ministro, está a combater num momento difícil o seu próprio Partido. E deve dizer-se, aliás, como agravante, que não teve sequer a grandeza de o fazer com frontalidade, sem ambiguidade, sem meias palavras, assumindo sem tergiversar uma posição clara. Nada disso. As suas bicadas em Alegre pretenderam-se subtis, o seu apoio a Cavaco foi cuidadosamente embrulhado numa untuosa hipocrisia, bem expressa pelo modo como esse apoio foi negado. Isto é, o modo como foi feita a negação desse apoio foi afinal, em si própria, uma dissimulada manifestação de apoio. Enfim, procurou prejudicar Alegre e beneficiar Cavaco tanto quanto lhe fosse possível, à luz do imperativo de ser discreto, para não tornar demasiado escandalosa a sua quebra de solidariedade para com o seu Partido numa conjuntura tão difícil.

Mas se é certo que alguns membros do Partido Socialista, que andam tontamente a apanhar canas de alguns inacreditáveis foguetes políticos, podem ser olhados com a bonomia com que se costumam encarar os ingénuos e os despassarados, Correia de Campos não pode ser olhado com essa complacência. Ele sabe muito bem o que faz.

Por isso, sendo difícil saber-se se prejudicou muito, pouco ou nada, a candidatura presidencial de Alegre, é certo que fez minguar muito a sua própria estatura como político, demasiado ronronante numa situação em que a direita ruge com tanta energia e despudor contra os valores centrais da democracia e do socialismo.

Rui Namorado [O Grande Zoo]



Publicado por JL às 22:12 de 20.01.11 | link do post | comentar |

Todos


Publicado por JL às 19:57 de 20.01.11 | link do post | comentar |

Campanha perdida

Esta terá sido uma oportunidade perdida para transformar esta eleição não na chave que iria resolver todos os problemas do País mas pelo menos na discussão que poderia lançar alguma luz sobre os desígnios que queremos colar ao futuro de Portugal.

Os poderes presidenciais são limitados, ou mesmo inexistentes, em matéria executiva, mas nada inibiria os candidatos de reflectirem sobre a natureza do regime, a vocação que a economia deve ter, os consensos partidários essenciais para que a vida política não seja uma mera fogueira de reputações e vaidades. Seria essencial fazer destas eleições não um despique sobre projectos escondidos de esquerda e de direita, mas uma pedrada no charco em que estamos metidos.

Era essencial que se discutisse a real eficácia do combate ao desperdício de dinheiros públicos, como reforçar instituições essenciais a um paradigma de Estado de Direito Democrático, como tornar eficaz a Justiça, como eliminar a crescente fractura social entre quem tem e quem não tem dinheiro. Não cabe aos candidatos discutirem um programa de governo, mas poderiam perfeitamente estabelecer balizas para a boa governação do País. E nada disso aconteceu nesta campanha perdida.

Eduardo Dâmaso [Correio da Manhã]


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Publicado por [FV] às 12:35 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A (r)lazão dos chineses


Publicado por JL às 10:57 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Porque não voto Cavaco

O exercício da política é demasiado nobre para que resulte da coincidência da rodagem de um carro, especialmente quando anteriormente se percorre de táxi as distritais e concelhias do partido, promovendo a candidatura.

É demasiado nobre, para que sistematicamente se tenha dúvida nas decisões polémicas, especialmente quando “nunca se engana e raramente tem duvidas”.

É demasiado nobre para que se negue a relação com amigos que sistematicamente aparecem associados a escândalos e verdadeiros roubos do bem público.

Não consigo votar em quem já foi dispensado, corrido apupado e descredibilizado pelo povo.

Não poderia votar num português que não me inspire confiança. Que me revele o pior do estilo egoísta, invejoso, malicioso e sobranceiro do lado negro do estilo tuga. O mais respeitado do bairro, só porque dizem que é boa pessoa, só porque dizem que é sério e sabe-se lá quem é e do que é capaz.

Especialmente, porque quero querer na vida real, no que vejo e no que sinto. Cavaco é um mito, construído sobre o desaparecimento de outros. Aproveitou-se do desaparecimento de Sá Carneiro e especialmente estuda e adapta o que um povo valoriza quando elege Salazar como o melhor português. Cada passo, cada expressão, cada opinião, são de acordo com o interesse do momento.

Acredito no político genuíno e sincero. Cavaco é calculista, sabe que todos os burros comem palha, só é preciso saber dar-lha. Não responde, não considera, não tem opinião.

Trata-se de eleger um português e convém que o meu voto represente identidade, compromisso e cumplicidade. Não é o caso.

Nenhuma consciência é extremista. Logo não poderia votar num extremista. Especialmente quando disfarçado.

Recebido por email, de um leitor anónimo deste Blog



Publicado por JL às 00:14 de 20.01.11 | link do post | comentar |

Um mundo em rede

Cavaco Silva não mudou substancialmente nada desde que apareceu na política portuguesa. As pessoas é que se vão esquecendo dos pormenores. No plano político, Cavaco Silva é, fundamentalmente, o homem que, acabado de chegar à presidência do PSD, tentou travar a assinatura do tratado de adesão de Portugal à CEE, porque queria ser ele a "ficar na fotografia" de uma glória que não lhe cabia; é o primeiro-ministro que presidiu ao esbanjamento dos fundos comunitários após a adesão de Portugal à "Europa"; o político que usou o dinheiro público para comprar maiorias eleitorais concedendo (em momento "oportuno") à função pública regalias insustentadas no estado da nação; o calculista que pensa primeiro em si, depois em si, depois em si, e só em último lugar pensa nos outros se já não se lembrar de nada em que lhe convenha pensar primeiro em si - o que o faz reincidir na traição aos seus companheiros políticos, apesar de se aproveitar bem dos seus amigos de negócios. Em Portugal (e por esse mundo fora), tudo isso dá votos.

No plano pessoal, para não entrar em conversas desagradáveis - são sempre desagradáveis as conversas sobre tipos que se fazem de santos para melhor explorarem a boa vontade dos outros - basta lembrar este episódio (contado no Random Precision) para compreender quem é o verdadeiro Cavaco Silva. E a sua rede.

Porfírio Silva [Machina Speculatrix]



Publicado por JL às 19:14 de 19.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Contra o manhoso, votar, votar!

Tinha dificuldades, desta vez, em ir às urnas. E admitia abster-me. Por não ter candidato…

E isto porque a Alegre não perdoarei o passado recente: a responsabilidade na queda dos dois melhores ministros – e estes sim, consequentemente empenhados da defesa do estado social -as chantagens sobre o governo do seu partido, a ingenuidade na defesa da união das esquerdas, como se fosse do vinagre que se faz o vinho e não o contrário.

Mas os últimos dias da campanha obrigam-me a rever as coisas. Não tanto por mérito de Alegre. Acontece que o manhoso é ainda pior, mais intelectualmente desonesto, que o que já tinha por adquirido. E, com enorme falta de tacto, permite-se mesmo declinar já o que será a sua futura postura presidencial: chefiar, de forma ostensiva, a oposição, a partir de Belém. De facto, o que tem dito do governo, as acusações feitas, boca escancarada, só permitem concluir que assim será.

Sentiu-se alcandorado a divindade com as velinhas com que se viu rodeado na contestação a lei que ele mesmo promulgou. E tomou-lhe o gosto.

Mas, porque manhoso é muito pior que gato assanhado, toca a votar. Contra o manhoso, votar, votar!

A. Moura Pinto [O Azereiro]


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Publicado por JL às 15:16 de 19.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

PRESIDENCIAIS 2011

Uma pergunta e uma resposta

Sabem porque, em Portugal, não se consegue constituir uma “Coligação de Esquerda Unida”?

É porque os políticos andam todos fora da graça de Deus e porque já não acreditam que o CEU existe!

Contudo, se o povo quiser, no próximo Domingo, dia 23, consegue forçar que venha a existir, efectivamente, uma “Coligação de Esquerda Unida”, basta para tanto que cada um


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Publicado por Otsirave às 00:15 de 19.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Nunca mais acaba…

Acredito que Cavaco Silva esteja ansioso pelo fim da campanha, é que não deve ser fácil andar tantos dias a falar verdade ao povo. Tanta verdade também cansa.



Publicado por JL às 00:01 de 18.01.11 | link do post | comentar |

Que Cavaco é este?

Quem segue de perto a campanha para as presidenciais já percebeu que Cavaco Silva endureceu o discurso.

Quase todas as intervenções da última semana incluíram recados ao Governo. Ele foi a admissão de que a eventual vinda do FMI representa um falhanço do Governo; ele foi o reconhecimento de que pode haver crise política grave; ele foram referências a má governação; ele foram críticas aos cortes cegos na Educação e apoios sociais; ele foram críticas ao corte de salários na Função Pública.

O que significa esta mudança? É o Presidente a falar para a sua base tradicional de apoio, que se sente traída por não ter sido mais interventivo no primeiro mandato? É o Presidente a sinalizar que, se reeleito, não vai ser tão tolerante com o Governo? É o Presidente a introduzir outros temas na campanha, tentando sacudir a colagem ao BPN? Talvez seja um pouco de tudo: Cavaco precisa de recuperar a iniciativa e mostrar que tem uma agenda que responde às preocupações de um largo espectro do eleitorado. Até para evitar uma segunda volta… Mas isso é uma coisa; não largar o pé do Governo é outra. Os eleitores não são estúpidos e podem perguntar: mas se não está de acordo porque não falou mais cedo?

Acresce que ao exagerar na crítica Cavaco pode ser acusado de querer dar o poder ao PSD, juntando maioria presidencial e parlamentar. Um tema já glosado por Manuel Alegre, que associou a coincidência entre maioria presidencial e parlamentar a riscos para a Democracia. Uma estupidez (afinal Jorge Sampaio e PS já coincidiram no Poder)? Sem dúvida. Só que sociologicamente mais de 50% do eleitorado português continua a ser de Esquerda.

Camilo Lourenço [Jornal de Negócios]



Publicado por JL às 15:46 de 17.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Presidência da República aumentou despesa do estado

Gastos do PR subiram 31% em cinco anos

As despesas da Presidência da República aumentaram de forma constante ao longo dos cinco anos de mandato de Cavaco Silva. Em 2006, primeiro ano de mandato, a despesa inscrita no OE foi de 14,1 milhões de euros, subindo progressivamente até atingir o valor máximo de 17,4 milhões de euros em 2010.
[Vida Económica]

 

Que bem prega Frei Tomás…


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Publicado por [FV] às 15:02 de 17.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

não se meta onde não é chamado

(clicar na imagem)



Publicado por JL às 00:29 de 17.01.11 | link do post | comentar |

Os Candidatos Que Temos

[...] Que opções temos, então, para sair de casa no domingo e não provocar uma abstenção ao nível das dos referendos?

Cavaco Silva, que insiste em colocar-se num patamar de superioridade moral, que não tem, e a distanciar-se milhares de léguas da política, como se não tivesse sido parte activa dela cerca de 20 anos (de secretário de Estado do Orçamento a ministro das Finanças, de primeiro-ministro a Presidente da República), o que é caricato e ridículo. Que passa da pose de estadista ao lado do Governo pela salvação do País - como a que mostrou na entrevista a Judite de Sousa -, para a de candidato de dedo em riste que alerta contra uma grave crise política num dia importante de colocação da nossa dívida pública nos mercados, o que revela o seu lado mais tortuoso. Que quer fazer crer que é um ingénuo e casto cidadão que, apesar do currículo público na área, não percebeu nada de como foram aplicadas e rentabilizadas em 140% as suas aplicações via BPN, o que mostra uma inadmissível tentativa de atentar contra a inteligência dos portugueses.

Manuel Alegre, cujo distanciamento em relação a problemas concretos e a ignorância em relação aos dados económico-financeiros mais relevantes são a confirmação de um romântico que parece ter parado no tempo, lá pròs idos de 75. Que apresenta uma ideia/proposta para interromper a campanha e até talvez adiar a data das eleições para ir dar uma palavrinha (com a ajuda, talvez, dos seus dons de oratória e poesia) à Sra. Merkel e aos outros grande da Europa para que façam a uma atençãozinha a Portugal e nos ajudem a resolver esta crise, o que podia até ter graça se não fosse completamente absurdo.

Francisco Lopes, de quem tudo se resume ao simples seguidismo de um guião déjà vu determinado pelo partido e que, no limite, o que de mais interessante mostra é o facto de ser já um teste a uma futura liderança do PCP. Um candidato cuja boa preparação cumpre apenas um papel, social e político, do qual conhecemos há muito o objectivo e o resultado final: segurar a percentagem de votos do eleitorado comunista, para que não diminua mais.

Fernando Nobre, que se expira no relato das suas experiências humanitárias pelo Terceiro Mundo - que, contudo, não o impedem de, cidadão da cosmopolita Cascais, vociferar contra ter de fazer campanha debaixo de mau tempo - e na sua absoluta independência partidária. E que nem com o apoio de alguns membros da família Soares - até agora já só com excepção do patriarca - consegue esconder uma confrangedora impreparação para o cargo.

Defensor Moura, que parece ter já cumprido por completo a missão que lhe estava destinada: fazer o maior e mais completo ataque a Cavaco Silva nos debates, sem qualquer medo das consequências ou dos estilhaços.

E há José Manuel Coelho,o nosso Tiririca, que depois de ver o impacto das suas piadas na Madeira, decidiu dar o único toque de graça, picante, desafio e animação à campanha. Um outsider que, pelo absurdo da figura e pela total impunidade, vai ter seguramente uma soma surpresa de votos. [...]

Filomena Martins [Diário de Notícias]


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Publicado por [FV] às 14:49 de 15.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

A aldeia do cavaquistão

Na Aldeia da Coelha, Cavaco Silva tem por vizinhos Oliveira Costa e Fernando Fantasia, homens-fortes da SLN.

Um loteamento que nasceu à sombra de muitas empresas e off-shores.

A escritura do lote do Presidente da República não se encontra no Registo Predial de Albufeira. O próprio não se recorda em que cartório a assinou. Um dos promotores da urbanização, velho amigo e colaborador de Cavaco, diz que a propriedade foi adquirida "através de uma permuta com um construtor civil".

[Visão]

 



Publicado por JL às 15:52 de 13.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Ser feliz ou ter razão?

Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.

Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Eu achei que poderia servir para reflexão entre amigos, agora que se avizinham pequenos grandes desencontros de opinião no candidato presidencial...

"Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: - Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais... E ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!"

"Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam."


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Publicado por [FV] às 16:08 de 11.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

DEFENDER ABRIL, DEFENDER A DEMOCRACIA

 Pela Justiça e Pela Solidariedade

 

Há quem se comprometa com os senhores usurários dos dinheiros, com os especuladores financeiros. Manuel Alegre compromete-se com quem trabalha compromete-se com o país, compromete-se com Portugal.

Foi perante e por tais compromissos que Manuel Alegre assinou um documento com cerca de uma centena de dirigentes sindicais da CGTP-IN e da UGT, no qual promete usar todos os seus poderes para defender os direitos sociais e os serviços públicos. Intitulado “Um compromisso entre Manuel Alegre e os trabalhadores”, o candidato presidencial recebe em contrapartida o apoio destes sindicalistas. “Nós, sindicalistas e activistas sociais, comprometidos com o mundo do trabalho, a defesa do Estado social e dos direitos dos trabalhadores, identificamo-nos com este candidato que tem uma visão humanista de Portugal e não uma visão contabilística. Um homem para quem as pessoas são pessoas e não números”, afirmam os sindicalistas apoiantes de Manuel Alegre.

Quem quiser subscrever o documento pode faze-lo através do mail:

sindicalistasapoiamalegre@gmail.com

O candidato deixou, ainda, uma garantia aos dirigentes sindicais: “Se for eleito Presidente da República ninguém contará comigo para pôr em causa o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública, a segurança social pública ou os direitos sociais”.

Manuel Alegre compromete-se assim “a usar todos os poderes presidenciais para defender a democracia, direitos políticos e direitos sociais, para defender os serviços públicos, para defender os valores do 25 de Abril que estão consagrados na Constituição da República”. O candidato compromete-se ainda a lutar por defender “o direito dos jovens à esperança num futuro que garanta a dignidade humana, só plenamente alcançável com o direito ao emprego”.

Há um candidato que, em tais compromissos, não gosta nem ouvir falar.

No dia 23 a escolha será de cada português.


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Publicado por Zurc às 14:31 de 11.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

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