Nem mais um Inverno, a viver neste inferno

 

Em Lisboa, na freguesia do Lumiar, na dita zona da Alta, há quem viva, infelizmente, em Baixa.

Ainda há famílias a residir em autênticas barracas, paredes meias com a Escola D. José I, à entrada do Bairro da Cruz Vermelha, sem as condições mínimas de segurança e de salubridade.

A A.M.B.C.V. (Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha – Lumiar) efectuou uma visita ao domicílio da D. Maria de Lurdes Fialho, utente do espaço sénior e deparou-se com um drama humano, que não passa pela cabeça de ninguém, tal o estado de degradação em que se encontra a sua “habitação”.

O “edificado” situa-se na Estrada da Torre nº 134. No interior encontram-se várias portas, a que correspondem “habitações”.

A D. Maria de Lurdes habita, há 50 anos na porta nº 8, na companhia do filho e nora, ambos a viver no sótão da casa.

Ao entrar, depara-se com um espaço bastante exíguo. A cozinha sem as mínimas condições de segurança, armários e tecto suportados por barrotes. A casa de banho e quarto de dormir, sem palavras para descrever estas divisões, as fotografias falam por si.

São elevados os níveis de infiltração provenientes da cobertura, o que pode originar uma derrocada, assim como de um incêndio devido à precária instalação eléctrica, antiga e exposta às águas infiltradas.

 Mas este não é o único caso a registar, existem outros agregados familiares a viver nas mesmas condições. Verifica-se a existência de mais três famílias a viver na porta n.º 1, D. Virgínia Mora, na porta n.º 5 D. Adelina e na porta n.º 6 D. Maria do Sameiro.

A autarquia de Lisboa, desde 2004, tem conhecimento deste flagelo humano. Em Janeiro do corrente ano estiveram no local equipas da Protecção Civil e do Regimento Sapadores de Bombeiros que constataram a gravidade da situação sócio habitacional.

Por certo que a Câmara Municipal de Lisboa, através da Divisão de Gestão Social do Parque Habitacional, tem habitações devolutas para receber estes agregados familiares.

Estão as entidades competentes à espera que ocorra um grave acidente, com vítimas mortais, para depois realojar os sobreviventes, se os houver?

Há que agir rapidamente. A vereadora da Habitação Social da CML, não deve permitir que estas famílias, que são cidadãos de Lisboa, passem mais um Natal naquelas condições.



Publicado por Gonçalo às 19:34 de 15.11.09 | link do post | comentar |

Votação escandalosa do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa

Foi um autêntico escândalo a votação do PSD na Assembleia Municipal que decorreu no passado dia 7 de Julho.

Efectivamente, o PSD chumbou com a sua maioria na AM o programa de reabilitação das escolas do Primeiro Ciclo de Lisboa. Para o efeito, a CML tinha negociado com os “Fundos de Investimento Europeus” 200 milhões de euros que, assim, deixam de ser utilizados por Portugal num programa de alto mérito e susceptível de garantir uns tantos postos de trabalho nas reparações como nos fabricantes de diversos materiais de construção, mobiliário escolar, etc.

O actual presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Dr. Nuno Roque do PSD, tem criticado a ausência do referido programa e exigiu e conseguiu que a escola 91 do Bairro da Cruz vermelha fosse reabilitada. De resto, todas as escolas de Lisboa estavam incluídas, excepto algumas como a antiga EB 1-2-3 de Telheiras que está a ser construída para substituir as instalações de pavilhões pré-fabricados no âmbito de um programa governamental que não depende da “criminosa” maioria parlamentar do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa. Contudo, o mesmo Nuno Roque votou contra o referido Programa, portanto, contra a reabilitação das escolas da Freguesia do Lumiar, mostrando que serve mais os baixos interesses do seu partido do que as crianças do Lumiar. Nuno Roque não merece ser eleito de novo presidente da Junta de Freguesia do Lumiar.

Curiosamente, o PSD de Manuela Ferreira Leite tem duas políticas altamente contraditórias. Em Lisboa, com Santana Lopes, quer obras faraónicas como o alargamento do túnel do Marquês e não quer pequenas obras como a reabilitação das escolas.

A nível nacional, MFL, não quer auto-estradas, aeroporto, TGV, mas quer pequenas obras, excepto as escolas do primeiro ciclo que são da competência dos Municípios.

Chama-se a isto uma Política de Verdade. Será?

Enfim, já vimos de tudo como alunos a protestarem na escola de artes António Arroios por estar a ser reparada uma parte do edifício. Incitados por professores, os alunos gritaram que Sócrates é fascista por o Ministério da Educação mandar fazer reparações.



Publicado por DD às 12:02 de 08.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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