RTP | O HOMEM DO ANO

 



Publicado por [FV] às 17:25 de 07.03.15 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Desgoverno direita neoliberal contra concorrência pública e RTP

 O "Tribunal Constitucional" da RTP     (-por josé simões, derTerrorist)

     Descontando aquela parte do Conselho Geral Independente da RTP ser de nomeação governamental [do Governo que acha que os juízes do Tribunal Constitucional devem corresponder aos anseios da maioria que os nomeou], em alternativa à nomeação por dois terços da Assembleia da República, "o que não garantia pessoas genuinamente independentes mas antes pessoas de nomeação multipartidária" [não, não estou a gozar], não percebo como é que no affair Liga dos Campeões aparece sempre, mas sempre, em letras gordas os 18 milhões de euros pagos pela RTP e nunca, mas nunca, o quanto a empresa vai ganhar em audiências, as previsões das receitas com a publicidade e com os direitos de retransmissão e resumos, como se Alberto da Ponte, que era o melhor gestor do mundo e arredores, apesar de ter passado a vida a vender Heineken e Schweppes, passasse, em menos de um fósforo, a gestor incompetente e irresponsável.
     A ideia não é ter um serviço público de televisão, com qualidade, uma empresa sustentável e competitiva, a ideia é destruir e desmantelar a RTP para dar margem e receita às televisões privadas.

 -----  A incompetência e o fanatismo ideológico que nos (des)governa

O Conselho Geral Independente [lol], nomeado pelo Governo para a RTP, tem carta branca, do Governo que o nomeou, para demitir Alberto da Ponte, presidente nomeado pelo Governo para a RTP, por cumprir um despacho do Governo para a RTP, assinado pelo ministro Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional do Governo e com a tutela da Comunicação Social.  O Conselho Geral Independente [lol], nomeado pelo Governo para a RTP, tem carta branca, do Governo que o nomeou, para demitir Alberto da Ponte, presidente nomeado pelo Governo para a RTP, por cumprir um despacho do Governo para a RTP, assinado pelo ministro Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional do Governo e com a tutela da Comunicação Social.

 -------------   Tudo resumido

E se dúvidas ainda houvesse, a RTP não é para ser financeiramente equilibrada e sustentável, o serviço público de televisão nunca foi uma variável da equação, a RTP  (TV pública) é para desmantelar e destruir, sair da frente e não atrapalhar [por concorrer em pé de igualdade com] as televisões privadas. A verdadeira face do Governo da direita, eleito em eleições livres e democráticas: ao serviço dos interesses privados em prejuízo do interesse público.

«Governo aceita demissão de Alberto da Ponte da RTP»

-------------    A RTP tem razão.    
      (Futebol da) Champions League no Top das generalistas (RTP1, SIC, TVI) e (folhetim/'circo' da Justiça/'jornalismo'-) Sócrates no top das TVs por cabo (canais pagos).
     Agora à justiça o que cabe à justiça: prender um dirigente socialista por semana para não prejudicar muito a recuperação da RTP e dos grupos de media.
     Ao Povo compete ser ordeiro e sereno. E não sair de casa para não estragar as audiências.
Media, Justiça e Povo. A tríade da mediocracia poortuguesa .  - Joe Strummer



Publicado por Xa2 às 12:37 de 06.12.14 | link do post | comentar |

SOCRATES, o não filósofo, o do parlapié

Por: José António Saraiva, em 8 de Abril, 2013 no Semanário Sol

 

Há uns anos, eu deixava habitualmente o carro no parque subterrâneo de um prédio com acesso pela Av. da Liberdade e cujas traseiras davam para a Rua Duque de Palmela.

João Vale e Azevedo, na altura presidente do Benfica, tinha escritório nesse prédio, o que era uma festa: quase todos os dias, à saída dos elevadores, havia uma bateria de jornalistas à sua espera.
Às vezes, eu e ele cruzávamo-nos de manhã ou ao fim da tarde, e fazíamos conversa de circunstância. Um dia apanhou-me à saída e propôs-se acompanhar-me a pé até ao meu emprego. Na véspera tinha havido um debate televisivo entre os candidatos à presidência do Benfica, que ele vencera claramente, e queria falar sobre o assunto. Fomos então pela Rua Duque de Palmela fora, com ele a debitar as suas impressões da noite anterior. A certa altura, procurando ser simpático, eu disse-lhe:
- Tenho de lhe dar os parabéns pelo debate! Você, mesmo quando não tem razão, consegue ser convincente.
Ele olhou para mim espantado, e acabou por dizer:
– Arq.º Saraiva, está enganado! Eu tinha razão em tudo o que disse!
Percebi que não valia a pena contra-argumentar. O homem estava absolutamente convencido da sua verdade e nada o demoveria. Foi esta a ideia que me veio à cabeça no fim da entrevista com Sócrates na quarta-feira da semana passada. 
Sócrates e Vale e Azevedo são almas gémeas. Têm personalidades muito próximas. São ambos megalómanos, perseverantes, combativos e portadores de uma energia inesgotável, acham que não fizeram nada de errado mas levam instituições à falência, têm um enorme desplante, mentem com toda a convicção (porque parecem não saber distinguir entre a verdade e a mentira) e tudo aquilo em que se metem é nebuloso. 
No princípio da entrevista, Sócrates garantiu que não seria candidato a Belém. Lembrei-me de que, dois ou três meses antes de assumir a liderança do PS, ele me disse que ia abandonar a política. Perante a minha insistência, respondeu-me que era uma decisão inabalável, pois Guterres tinha saído muito mal do poder e ele não queria passar pelo mesmo. Isto, repito, passava-se poucos meses antes de ganhar a presidência do PS. Como poderemos saber o que ele fará dentro de três anos? Mas houve quem aceitasse essa garantia como boa…
Depois deste intróito, Sócrates atacou os que criticaram o seu regresso à TV, dizendo que o queriam calar, que pretendiam impedi-lo de se defender, que tal era antidemocrático e mostrava «o carácter dessa gente». Ele seria incapaz de fazer o mesmo a alguém. 
Neste ponto da entrevista, senti um sobressalto: mas, afinal, quem pressionou a TVI para afastar Manuela Moura Guedes? Quem manobrou para pôr José Manuel Fernandes fora do Público? E Mário Crespo fora da SIC? Quem enviou Rui Pedro Soares a Madrid para comprar a TVI, em nome da PT, com vista a mudar-lhe a orientação? Quem deu instruções a Armando Vara, então administrador do BCP, para fechar o SOL? 
Sócrates desencadeou uma ofensiva sem precedentes contra vários órgãos de comunicação social, e agora tem o desplante de se queixar de que não queriam deixá-lo falar? Ainda por cima, ele sabe perfeitamente que, em cima da sua secretária em Paris, há pedidos de entrevista de toda a imprensa portuguesa. Queriam amordaçá-lo? Não brinquemos com coisas sérias.
A entrevista prosseguiu com Sócrates a rebater os «embustes» de que foi vítima e a corrigir a «narrativa» que se escreveu a seu respeito. Garantiu que o Memorando que assinou com a troika não previa cortes do 13.º e 14.º meses, aumento do IVA, reduções dos salários e pensões, etc. Um dos entrevistadores, Paulo Ferreira lembrou que o Memorando não estabelecia medidas concretas «mas apenas metas». Sócrates fingiu, porém, que não ouviu. Continuou na sua. E para condicionar os entrevistadores, usou várias vezes um truque a que Chávez também recorria: acusou-os de repetirem as «mentiras da direita» a seu respeito.
Sócrates levava outro alvo na mira, o Presidente da República. Disse que Cavaco não tinha «autoridade moral» para lhe dar lições, e citou o caso das escutas. Afirmou que foi uma «invenção da Casa Civil do Presidente para derrubar o Governo». Não sei se foi uma invenção nem sei qual era a intenção. O que sei é que o caso foi aproveitado à exaustão pelo Governo de Sócrates e pelo Partido Socialista para atacar Cavaco. Se houve aproveitamento político do caso das escutas, foi do PS para atacar Cavaco e não o inverso. Aliás, ao contrário do que Sócrates também afirmou, a ‘personagem central’ do caso, Fernando Lima, não foi promovido mas sim destituído da chefia do gabinete de imprensa, e afastado do espaço público. 
Mas, no ataque a Cavaco, Sócrates não se ficou por aqui. Adiantou que o Presidente tinha uma atitude em relação ao seu Governo, e tem outra relativamente a este. Mas Sócrates estará bem informado do que se passa em Portugal? Onde estaria quando Cavaco pronunciou o célebre discurso de Ano Novo em que falou da «espiral recessiva»? Ou quando enviou o Orçamento para o TC com observações assassinas para o Governo de Passos Coelho sobre os cortes nas pensões? 
Será a ‘narrativa’ que está errada – ou Sócrates que quer escrever uma História que não existe? 
Porém – hélas! –, depois de negar todas as acusações que lhe têm sido feitas, esgrimindo números que ‘provam’ que ele nem governou nada mal, Sócrates reconheceu ter cometido um erro. Fez-se suspense. Ficámos todos à espera que ele fosse apontar uma medida mal pensada, algo que explicasse o facto de o país estar à beira da bancarrota quando ele saiu. Então, disse: 
– Sim, cometi um erro. Se voltasse atrás, não o tinha feito. O erro foi formar um Governo minoritário. Tive de enfrentar permanentemente um Parlamento hostil.
Afinal, o erro de Sócrates não foi bem um erro – foi um acto de coragem. Do qual ele acabou sendo a vítima. Um herói incompreendido. Quase um mártir.
Este tom perpassou por toda a entrevista. Sócrates nunca foi um carrasco – foi sempre uma vítima. Uma vítima da oposição, que chumbou o PEC IV. Uma vítima do Presidente da República, que conspirou contra ele. Uma vítima dos mercados, que agiram com ganância e foram responsáveis pelo aumento da dívida. Uma vítima ‘dessa gente’ que o queria agora calar. 
A meio da entrevista, tive uma sensação de déjà vu, de cansaço. Aquele era um filme já visto, num estilo conhecido. 
No fim do programa, porém, todos os canais se lançaram com louca excitação para escalpelizar as palavras de Sócrates, mobilizando para o efeito baterias de comentadores que proporcionaram uma verdadeira maratona que durou todo o serão. 
Mesmo assim, houve grandes momentos. Na SIC Notícias, Sousa Tavares começou a esboçar uma defesa de Sócrates, sendo energicamente rebatido por Gomes Ferreira, que explicou que inúmeros prejuízos, como os das empresas públicas, das empresas municipais ou da Madeira tinham sido atirados para baixo do tapete e não contabilizados. Por isso, as contas de Sócrates eram «uma mentira». 
Sousa Tavares ainda proporcionaria um momento hilariante ao dizer que, na era socrática, ninguém se tinha oposto às grandes obras públicas. Ricardo Costa emendou: 
– Miguel, a Manuela Ferreira Leite foi sempre contra! 
Mas Miguel não se lembrava. Não se lembrava de Manuela Ferreira Leite ter sido contra o TGV, contra o Aeroporto, etc., e até ter feito uma campanha eleitoral inteira a falar contra os grandes projectos, que – segundo ela – «iam lançar encargos brutais sobre as gerações futuras». Enfim, os defensores de Sócrates revelam em alguns temas uma memória tão boa como a do seu patrono. 
O momento mais extraordinário daquela noite guardei-o, porém, para o fim. A certa altura da entrevista, José Sócrates disse, mostrando que não tinha nada a esconder: 
– Nunca tive acções, nem dinheiro em offshores. Sempre tive a mesma conta bancária.
– Na Caixa Geral de Depósitos – anotou o jornalista Paulo Ferreira.
– Na Caixa Geral de Depósitos – confirmou Sócrates, humilde.
Ora aí, veio-me uma coisa à cabeça: ‘Mas eu vi uns cheques de Sócrates doutro banco. Estarei a fazer confusão?’. Fui confirmar. Não estava a fazer confusão: os cheques eram mesmo de outro banco, o Totta, tinham escarrapachado o nome completo do cliente – «José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa» – e eram às centenas! Para que precisaria Sócrates de tantos cheques? Não faço a menor ideia. 
A verdade é que há demasiadas interrogações no percurso de José Sócrates. Foi a coincineração da Cova da Beira, os mamarrachos da Câmara da Guarda, o diploma da Universidade Independente, o Freeport, o Face Oculta, o Tagus Parque… A propósito: de nada disto se falou na entrevista.

 

Nota: Apeteceu-me colocar aqui este texto para memória futura. É que os portugueses costumam ser muito esquecidos. Não digo que é de comerem muito queijo, porque vivem tempos de «crise» e queijo é um luxo a que concerteza os «Zés» não se podem dar. E ainda porque também têm por hábito de considerarem que «uma mão lava a outra» e portanto fica «tudo bem». Posso ainda acrescentar que este Saraiva que escreve este artigo, não é dos articulistas que aprecio particularmente e que entendo perfeitamente o porquê do que escreve e de como o escreve. Penso até que este articulista se insere no tal grupo de portugueses que referi anteriormente - os dos «queijos» e das «mãos lavadas». Mas para mim isso não me impede de considerar este artigo do Sol com interesse e muito bem escrito.



Publicado por [FV] às 10:54 de 27.04.13 | link do post | comentar |

Sobre serviço público da RTP (e RDP e LUSA), "a bem da nação"

   

 em vez de porem o doutor joão duque no grupo de reflexão poderiam pô-lo no livrinho da terceira classe. a bem da nação.  (- por Pedro Vieira)

 Um grupo que fez uma redação sobre a RTP  (- por Daniel Oliveira)    ... 

     O serviço público de televisão deve ser, antes de mais, um garante do pluralismo.
    As televisões comerciais dependem exclusivamente do lucro. E é esse o primeiro e único critério que têm. Reparem que eu não escrevi que dependem das audiências. Não é exatamente a mesma coisa. Nem sempre as telenovelas, os concursos mais idiotas ou os enlatados são o que tem mais audiência. Têm é uma relação custo/audiência mais favorável. Porque são, regra geral, dentro dos programas mais populares, os mais baratos de produzir. Assim como um noticiário feito de pequenos crimes locais é mais barato de fazer do que ter jornalistas a fazer uma investigação de meses ao caso BPN ou enviados aos grandes acontecimentos internacionais.
     Ou seja, quando se diz que não há serviço público sem público não se está a criar uma dicotomia irresolúvel. Está a dizer-se que o serviço público está no ponto de equilíbrio entre a ideia de prestar um serviço à comunidade e essa comunidade consumir esse serviço. Um exemplo, para facilitar: o programa "Conta-me como foi", tendo sido resultado de uma adaptação de um modelo espanhol, cumpria plenamente a sua função. Era entretenimento, tinha excelentes audiências e dava a novas e velhas gerações um retrato do que foi a sociedade portuguesa. Só que cada episódio sai mais caro do que os dos "Morangos com Açúcar". O que fazia aquele programa? Concorrência aos privados. Nivelando por cima. E ao fazer isso ajudava a melhorar a oferta geral.
     Ou seja, no panorama geral de estupidificação dos públicos, em que os concorrentes oferecem quase todos o mesmo, abria uma outra possibilidade, permitindo o pluralismo da oferta. Isto não se faz contratando "serviço público" aos privados, que eles atiram para horas mortas.
     A televisão pública também deve garantir o pluralismo político. E ele não se resume, como parece defender a ERC, a medir o tempo dado a cada partido político. Nem a televisão é um guichet burocrático de tempos de antena, nem a política se esgota nos partidos. A obrigação de uma televisão pública é dar aos cidadãos o conjunto de pontos de vista mais significativos sobre um qualquer problema, não permitindo que o debate se estreite e a democracia empobreça. O melhor exemplo é o do tratamento dado à crise económica atual. Com honrosas exceções - de que o"Prós e Contras", com todos os seus defeitos e limitações, até tem sido um bom exemplo e de que o programa "Plano Inclinado" foi, talvez, o pior dos exemplo -, ouvimos/vemos sempre e apenas uma mesma versão dos factos. E nada é mais discutível dos que os factos.
    O problema dos privados não é não darem voz às minorias. É darem voz a quem entendem. Por vezes, apenas às minorias. Esperando que elas se tornem maiorias. Porque respondem apenas aos seus proprietários, sem qualquer obrigação para com a comunidade.
    Por outro lado, a televisão pública deve ser um garante de independência. Não é uma posição fácil, tendo em conta a sua dependência política e financeira perante o governo. Tem, no entanto, a vantagem de, sendo de todos e pago por todos, ter de corresponder às exigências de todos. Repararão que somos quase sempre mais exigentes com a televisão pública, o mais escrutinado de todos os órgãos de comunicação social. E, apesar da sua má fama, o telejornal da RTP tem sido, não apenas o mais plural, como aquele que, cedendo menos (mas ainda demais) à facilidade, consegue, de longe, as melhores audiências. E quando acontece alguma coisa relevante - desastres naturais ou eleições, por exemplo - os seus shares são ainda mais esmagadores.
    Uma das mais extraordinárias tónicas do relatório prende-se exatamente com a suposta falta de independência da RTP. A lógica é esta:com base em pressupostos que nem se preocupa em comprovar, propõe a redução ao mínimo da informação. Antes de mais, seria preciso provar que o "pluralismo é garantido pelo próprio funcionamento do mundo da comunicação social em democracia". Poderia ficar aqui horas a mostrar como isso é, para dizer o mínimo, discutível.
    Houve quem apresentasse propostas para reforçar a independência da RTP. A principal é esta: mudar radicalmente o processo de nomeação da sua administração. Fico por uma proposta que já fiz, com a certeza de que haverá outras melhores: nomeação por dois terços do parlamento do presidente do conselho de administração - que só posteriormente escolheria a sua equipa, para evitar as costumeiras partilhas de poder pelo PS e PSD -, com um mandato único e diferenciado do dos deputados, sem possibilidade de demissão (excluindo casos extremos).
   Essa nomeação deveria estar vinculada a um contrato-programa com objectivos claros e um orçamento plurianual, dado logo à cabeça, para evitar o uso do financiamento público como forma de pressão. Tutela da RTP pelo Ministério da Cultura (que este governo encerrou, mas quando voltar a sanidade política será reativado) e não na alçada do mais partidário dos ministérios - o da Presidência. Não é uma solução perfeita, mas é uma tentativa.
    O grupo nem se deu ao trabalho de tanto. Propõe que o "Estado promova um debate alargado", que "a empresa concessionária seja profundamente remodelada" e que "o Estado deve estudar as virtualidades de subsistir o atual modelo institucional do operador público de capitais públicos para o modelo de uma instituição sem fins lucrativos nem concorrenciais". Generalidades vazias. E quando vão ao pormenor, socorrem-se de expressões como a "sociedade civil", que quer sempre dizer tudo e coisa nenhuma. No caso do relatório, quer dizer "fundações privadas".  Pois !  ...


Publicado por Xa2 às 07:52 de 17.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

ERC reprova mediatização conferida a Carlos Cruz

Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) reprova mediatização conferida a Carlos Cruz, condenado no processo Casa Pia, pelos órgãos de comunicação social, em particular a RTP.

Princípios éticos do jornalismo
Em comunicado, o Conselho Regulador da ERC afirma estar preocupado com a situação, reprovando a mediatização conferida assim como o protagonismo dado pela RTP em pelo menos três dos seus programas de informação.

"Sem colocar em causa os princípios consagrados na Constituição e na Lei sobre a liberdade de imprensa - antes os reafirmando -, o Conselho Regulador recorda as especiais responsabilidades do serviço público de televisão no cumprimento dos princípios éticos e deontológicos do jornalismo e no respeito pelas decisões dos tribunais num Estado de Direito", lê-se no documento.

Isenção e imparcialidade
No entender da ERC, a invocação da liberdade de informar e de livre determinação de critérios editoriais não deve "servir, ainda que de forma involuntária, para transmitir convicções próprias ou para uma procura de audiências a qualquer custo, com prejuízo do equilíbrio, isenção e imparcialidade a que está, de modo reforçado, obrigado o serviço público de televisão".

Segundo o Conselho Regulador da ERC, na sequência da sentença do tribunal de primeira instância sobre o processo "Casa Pia", "têm-se sucedido na imprensa, rádio e televisão, entrevistas a alguns dos acusados, em desrespeito, por vezes grosseiro, pelo princípio do equilíbrio, da equidistância e da igualdade de tratamento de todos os agentes envolvidos no processo".
Semanário Expresso



Publicado por [FV] às 10:41 de 11.09.10 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

HAITI ou AI TIO?

Ontem na RTP1, a abertura do Telejornal das 20h00 foi que o repórter da casa tinha tido um acidente no Haiti.
 

Então como era sumariamente a estória:
- Que no Hotel onde estava instalado, o repórter da casa, perante o susto numa réplica sísmica, se atirou da varanda, tendo caído mal (magoando-se salvo erro, num membro inferior e na cabeça). Que não tinha gravidade, que estava bem (dentro do possível) e até com muito humor). Que tinha sido prontamente assistido, primeiro por um médico americano, que também era hóspede do hotel, e, de seguida por equipa médica portuguesa que o transportou para um hospital de campanha onde estavam. E ainda que hoje iria ser transportado para Miami (que é onde está colocado pela RTP), num avião, acompanhado por uma equipa médica.
 
Em primeiro lugar, quero aqui dizer que nada me move contra o repórter que nem fixei o nome e a quem aproveito para desejar rápidas e boas melhoras.

Em segundo lugar, que uso esta estória a título meramente exemplificativo da época que vivemos e que independentemente da validade da notícia para a abertura de um Telejornal de uma estação nacional e pública e com cerca de vinte minutos de emissão, mostra que:
Há hotéis no Haiti. Nem tudo caiu e nem todos estão acampados.
Afinal a assistência médica no Haiti funciona e existem meios e hospitais.
E disponibilidade de repatriamento rápido e acompanhado.

E ainda bem, porque quem tivesse visto as inúmeras reportagens que as televisões têm dado nestes últimos dias, poderia parecer que não. Que era um caos. E que era uma hecatombe humanitária. Fome, sede, dor, gangrena, amputações, etc., só miséria e desgraça provocada por um país há anos adiado e que o sismo veio agravar.

Mas afinal essa miséria é só para alguns, porque lá como cá, nem todos são iguais.


Publicado por [FV] às 10:07 de 21.01.10 | link do post | comentar |

Porque não houve debate na RTP

Problemas técnicos irresolúveis, com origem na imagem de Paulo Rangel, que provocavam uma emissão sem qualidade, levaram a RTP a não poder concretizar o frente-a-frente entre os cabeça de lista do PS e PSD.

 



Publicado por JL às 22:26 de 04.06.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Momentos que fizeram o nossa televisão

 

RTP – Museu Virtual


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Publicado por JL às 18:39 de 03.06.09 | link do post | comentar |

Sindicalismo e negociação colectiva

Segundo o jornal “I” a greve dos jornalistas da RTP marcada para dia 7 foi adiada.

O Sindicato dos Jornalistas anunciou o cancelamento do pré-aviso de greve apresentado à RTP, que estava agendada para 5 e 7 de Junho mas será adiada porque os jornalistas não chegaram a consenso sobre a data escolhida.

O protesto a ser realizado é para aqueles trabalhadores se manifestarem contra a ruptura das negociações salariais entre o sindicato e a administração do canal de televisão.


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Publicado por Otsirave às 12:46 de 03.06.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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