Porque ressuscita Santana com tanta facilidade?

1. Depois da dimensão da vitória de António Costa e do PS, a novidade em Lisboa foi a facilidade com que Santana Lopes ressuscitou da morte política que lhe tinha sido vaticinada. Facilidade que precisa de ser explicada.

2. Em minha opinião, essa explicação é simples: Santana não deixou de ser primeiro-ministro sobretudo por razões politicamente relevantes. A crítica política, repito, política, do Governo de Santana foi sistematicamente subalternizada enquanto se insistia, em troca, na crítica das suas “trapalhadas” na prática da governação.

3. A insistência na crítica das “trapalhadas” teve, e tem, três consequências: em primeiro lugar, empobrece o debate político; em segundo, desloca a avaliação do exercício do poder político para os média, reforçando o poder de facto destes e a transformação da política em espectáculo mediático; e, por fim, tem efeitos intensos no curto prazo mas efémeros a médio/longo prazo.

4. A ressurreição de Santana é, em resumo, consequência da desvalorização da política.

[Canhoto, Rui Pena Pires]


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Publicado por JL às 00:02 de 23.10.09 | link do post | comentar |

Mentirosos

 

Não será possível afirmar que não haja mentirosos a serem eleitos. É certo que qualquer pessoa poderá reconhecer já alguma vez ter sido enganada por um qualquer político mentiroso., mas daí a admitir-se que uma cidade como Lisboa iria eleger um mentiroso compulsivo seria exagero.

Efectivamente não foi o homem que afirmou ir andar por aí (e vai continuar a andar) que promoveu a requalificação das quintas das Conchas e Lilases (foi o então Presidente, Dr. João Soares) nem quem inaugurou a conclusão das obras (foi o Eng.º Carmona Rodrigues).

Não há duvida que, a natureza é como as pessoas, quando bem tratadas florescem.

Aqui fica um exemplo do afirmado.

 



Publicado por Otsirave às 01:35 de 12.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Santana, o devedor de promessas

O homem dos ziguezagues, que continua a andar por aí e outra vez a fazer promessas, que pensa não pagar, como já anteriormente fez na Figueira da Foz e em Lisboa.

O menino rebelde, sem rumo nem juízo julga que tudo é um paraíso, continua a pensar que é só mandar fazer que alguém há-de pagar.

Uma pessoa que assim procede e que não é de boas contas não pode ter a confiança do eleitorado que já mais que uma vez foi enganado.

Lisboa já mudou de rumo, não quer gente louca ao leme, escolhe gente séria e capaz de pagar as contas de tudo o que mandar fazer e faz bem sem olhar a quem, seja da esquerda ou da direita porque quer uma Lisboa perfeita.

É preciso, por isso, uma Lisboa unida para que possa aos lisboetas melhorar a vida.

Aqui, no Luminária, a maioria (não todos já sabemos) vota no homem que prometeu e pagou as dívidas próprias e as que outros deixaram por pagar. O António Costa.



Publicado por Zé Pessoa às 00:06 de 08.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Sem-vergonha II



Publicado por JL às 00:05 de 08.10.09 | link do post | comentar |

The Entertainer



Publicado por JL às 00:06 de 07.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Candidato sem vergonha



Publicado por JL às 00:06 de 06.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

António Costa: As pessoas são o coração de Lisboa

As próximas eleições são uma escolha entre competência e incompetência, entre rigor e irresponsabilidade, mas também entre uma política que considera que as pessoas são o coração de Lisboa e a que continua a privilegiar a realização de obras que apenas encham o olho, em suma entre António Costa e a Coligação de Direita.

António Costa procurou assegurar a mais alargada colaboração que foi possível e as listas do Partido Socialista para a Câmara e para a Assembleia Municipal integram independentes e cidadãos identificados com os movimentos Cidadãos por Lisboa que podem conhecer melhor aqui e Lisboa é Muita Gente, que podem conhecer melhor aqui. Três listas do Partido Socialista para as Freguesias englobam também cidadãos identificados com o movimento Cidadãos por Lisboa, como por exemplo, a de Benfica aqui.

É uma iniciativa política inédita, portadora de um futuro melhor, que tem um grande denominador comum considerar que as pessoas são o coração de Lisboa.

A gestão de António Costa tem privilegiando a resolução de questões que contribuem de forma decisiva para melhorar a qualidade de vida dos Lisboetas, desde a recuperação de pavimentos e calçadas e da prioridade dada ao saneamento, à reabilitação urbana e às questões ambientais.

È muito significativo que na apresentação dos candidatos aos diferentes órgãos do Município; António Costa, considerando que as pessoas são o coração de Lisboa, tenha sublinhado compromissos para o próximo mandato, particularmente direccionados paras os seniores e para as crianças, como podem ver aqui.

Constatando a falta em Lisboa de 1100 camas para cuidados continuados, a Câmara já assegurou a criação de condições para a disponibilização de 80 camas e compromete-se a instalar mais 750 camas através da celebração de mais 15 parcerias com IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social).

A criação de condições para que as famílias jovens possam assegurar a educação dos seus filhos e ter ao seu dispor creches, jardins de infância e escolas, com qualidade, o que não acontecia há muito, tem sido uma das suas preocupações centrais. Na sequência do que foi realizado ou iniciado neste mandato: pequenas obras de beneficiação em 63 escolas; obras de grande beneficiação em três escolas: início de construção da nova escola no bairro do Armador; adjudicação de mais 5 novas escolas e de 2 jardins-de-infância; 16 grandes obras de beneficiação em curso; intervenção em 67 escolas até final de 2011; realização do projecto 5 escolas/5 Designers, assegurar que 6.000 alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico tivessem acesso a aulas gratuitas de natação; conclusão do estudo para a implementação do transporte escolar, que se reveste de importância crucial para as crianças, as famílias e a fluidez do trânsito de Lisboa.

António Costa assumiu como compromissos para o próximo mandato, designadamente: a instalação de 76 novas creches para mais 2712 crianças; a abertura de no ano lectivo de 2009/2010 de mais 250 novas vagas em jardins-de-infância, e no ano lectivo 2010/2011 de mais 250 novas vagas, para que até 2011 se criem 36 novas salas para mil crianças.

São apenas algumas das medidas do programa para o próximo mandato, que exemplificam um estilo de governação marcado pela preocupação de que os Lisboetas, que têm um custo de vida mais elevado do que os habitantes dos concelhos limítrofes, possam, em contrapartida, beneficiar de serviços públicos que lhes permitam viver com qualidade.

O nosso voto nas próximas eleições determina escolhas radicais, como escrevemos aqui.

António Costa é, como referiu Boaventura Sousa Santos aquium dos mais brilhantes políticos da nova geração de políticos de esquerda (…) Se ele sair derrotado nas próximas eleições, obviamente a esquerda é burra. Espero vivamente que não seja o caso.”

Lisboa não pode ser encarada como um negócio, económico ou político.

As pessoas são o coração de Lisboa. Não podemos ficar à margem da escolha decisiva entre António Costa e Pedro Santana Lopes. Pela nossa parte, escolhemos reeleger António Costa como Presidente da Câmara de Lisboa. [Inclusão e Cidadania, José Leitão]



Publicado por JL às 00:05 de 02.09.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Promessas enganadoras e demagogias baratas

Santana Lopes, o politico que continua a “andar por aí”

Em entrevista ao Público, Santana Lopes deixa uma certeza: «...Quero tirar dali os ministérios da Agricultura, da Justiça e da Administração Interna e criar um pólo do Museu da Cidade».

O ex-primeiro ministro diz que está preparado para a luta. O candidato reuniu toda a direita à sua volta para tentar reconquistar a câmara de Lisboa. Tem ideias fixas, projectos e sabe que pode vencer.

Políticos que confundem as atribuições próprias e exclusivas do poder central com as que são do âmbito do poder local não podem ser políticos em quem se confie.

Qualquer político que afirme decidir em matéria da competência do governo central não faz outra coisa que estar a fazer demagogia e a tentar enganar os eleitores com promessas de deliberações que só ao poder politico emanado da Assembleia da Republica compete tomar a iniciativa.

Santana Lopes, das duas, uma, ou não conhece a forma de organização do Estado e as competências atribuídas a cada nível organizativo (poder central e poder autárquico) ou mais não faz que mentir aos leitores.

Como diz o povo: há primeira cai qualquer um, há segunda só cai quem quer, há terceira só caiem os tolos. Não credível que haja assim tantos.



Publicado por Zurc às 11:55 de 24.08.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Os corvos de Lisboa



Publicado por JL às 00:08 de 18.08.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

SIC, debate sem ideologia nem conteúdo

Quem assistiu ao debate SIC, entre António Costa e Santana Lopes, deve ter sentido algum mau cheiro nas narinas e muitos mais amargos (e embargos) de boca tendo em conta o murchar das rosas e a secura das laranjas que ali ficaram ilustradas.

Debateram-se em demasia os números sem que tivesse ficado claro à custa de que medidas foram pagas as dívidas aos fornecedores (sejam eles merceeiros ou o talho) deixadas por saldar pela “má governação” santanista ou quais foram as reais razões da paralisação das obras e quantas casas e prédios foram recuperados pelas sociedades criadas para o efeito e quanto custaram elas ao erário camarário.

Tanto um como o outro, meteram-se por atalhos de muita confusão e nenhum esclarecimento, sobre o que pretendem para a cidade e quanto ao que efectivamente interessa aos munícipes, enfim, o que estes esperavam ouvir.

Do que falaram, em termos de propostas; rede de eléctricos, gestão de transportes e da mobilidade na área metropolitana, como foi o caso de António Costa ou da entrega da coordenação dos transportes para as respectivas autoridades, como apontou Santana Lopes, são matérias, sobretudo, do âmbito da intervenção do poder central do que local, por isso fora da capacidade de decisão da autarquia.

Tanto um como outro, demonstraram um idêntico vicio e mau hábito, salvo a diferença no rigor da gestão que António Costa parece demonstrar em relação a Santana Lopes, ambos tentam recorrer às benesses alheias (Estado Central e empresas publicas) para encher os seus respectivos programas eleitorais, para fazer os seus cadernos de encargos.

Esperava-se melhor, muito melhor prestação. Nesta altura e no caso de Lisboa esperava-se que a “paralisia” que parece afectar os partidos não atingisse estas candidaturas, fica a duvida.

Se assim é ao nível municipal como será a “riqueza de debate” no âmbito das freguesias?

Será que a “pobreza” do debate na SIC é mais uma manifestação reveladora de que os partidos, só por si, já não dão as respostas necessárias à democracia e tornou-se urgente rever as leis eleitorais para que sejam dadas iguais condições aos movimentos de cidadãos que são reconhecidas aos partidos, como vêem defendendo M. Alegre e não só?

Por mim acredito que com essa revisão e abertura legislativa sairia reforçada a democracia, aumentava o dinamismo nos partidos, comprometeria os cidadãos nos respectivos governos dos bens públicos locais.



Publicado por Zé Pessoa às 09:56 de 29.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

A putrefacção santanista, outra vez não

Quando nas eleições autárquicas de Dezembro de 2001 se candidatou à Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes não tinha a mínima perspectiva de vir a ganha-las.

Também é certo que quando os eleitores lisboetas lhe acabaram por dar a vitoria (ainda hoje está por confirmar se verdadeira, é que as duvidas nunca foram, cabalmente esclarecidas) ignoravam completamente no que se iria tornar a cidade de Lisboa sob a irresponsável governação, do ora entra ora sai, entre Carmona Rodrigues e Santana Lopes. A capital ficou num completo caos de obras paradas, Lisboa perdeu, totalmente, a credibilidade junto de fornecedores e credores. O município entrou em num desalinho colapso completo, assim como um total desgoverno nos serviços e departamentos.

Entre o desgoverno da cidade, onde regressou à presidência da Câmara Municipal por mais seis meses, na sequência da queda do seu (des)governo do País e da derrota do PSD nas eleições legislativas de Fevereiro de 2005, Santana Lopes foi tendo mais alguns devaneios nocturnos próprios de um “jovem” irrequieto que passa a vida a “andar por aí”. Há quem, à boca pequena, lhe chame o “Berlusconi Lisboeta” e se a população da cidade se distrai-se a dar-lhe, outra vez, o comando da capital corríamos o risco de ver o Salão Nobre dos Paços do Concelho transformado numa sala de striptease.

Quem não se lembra do exemplo foi o esbanjamento dos dinheiros públicos, inclusivamente em viaturas de que o famigerado AUDI de 120.000€ vendido em hasta pública ao fim de seis meses por menos de metade do preço?

Seria mau, seria aberrante que depois de tudo o que sucedeu à cidade e a muitas empresas que, por falta de pagamentos por parte do município, entraram em falência arrastando com isso algumas centenas de trabalhadores no desemprego, os lisboetas recaírem no mesmo logro.

Por mais curta que pudesse ser a memória, ela não será tão fraca que permita aos eleitores esquecerem a grave situação de total perda de credibilidade, local, nacional e mesmo no plano internacional em que a Capital do país foi colocada pela coligação santanista, a mesma que agora é reeditada.

Apesar dos enormes esforços realizados pela actual vereação conduzida pelo agora Presidente António Costa e, também, da recuperação da credibilidade, da retoma da execução das obras anteriormente paradas, do pagamento quase total das dívidas de curto prazo e renegociação das de médio e longo prazo, ainda cheira a putrefacção santanista. Estão por resolver entre outras as obras do Parque Mayer, de vários parques e jardins, a feira popular, sem esquecer que os amantes desse icon da cidade continuam sem outro espaço característico de Lisboa como era aquele.

Os eleitores sabem avaliar e saberão optar pela solução mais segura, mais séria e mais credível para o governo da cidade votando, maioritariamente, em António Costa e na equipa por si liderada. Este já deu provas de que merece essa confiança.



Publicado por Zé Pessoa às 00:05 de 20.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Lisboa, o nosso fado e o Tejo

António Costa, disse e assumiu que, nas circunstancias que eram conhecidas (convém não esquece-las) de verdadeiro descalabro e desnorte, que incluíam acusações mutuas entre Carmona Rodrigues e Santana Lopes de desgovernação da cidade, nestes dois anos de mandato não faria, porque não podia, qualquer obra de relevo que não fosse o de recuperar a credibilidade da câmara, o arrumar da casa, o saldar as dividas e fazer o saneamento financeiro, alem de disciplinar os serviços. Fez tudo isso e ainda consegue, quando quase toda a gente acha um erro político, fazer o saneamento básico de despoluição do Tejo, para onde continuam a ser despejados os esgotos de mais de 100 mil lisboetas. Se isto não é obra então o que será?

Não foi, nem será, por acaso que um icon da nossa “canção nacional”, o fado, como é Carlos do Carmo aceita representar o candidato como seu mandatário. O fadista que, segundo ele próprio, representa a quinta geração de lisboetas não deixa os seus créditos por mãos alheias, é exigente e assume-se como um “provedor” de Lisboa e de quem aqui vive e trabalha junto de António Costa e respectiva equipa para que não resvalem nos seus compromissos com as pessoas e com a cidade.

Ontem na apresentação da recandidatura “Unir Lisboa” Carlos do Carmo não deixou de referir alguns dos desígnios desta cidade metrópole e de recomendar algumas preocupações a incluir na “Carta de Intenções” ou “Programa Eleitoral” a ser sufragado pelos eleitores e que António Costa já deu provas de cumprir.

Tal como no caso das legislativas, torna-se necessário votar no PS por falta de alternativa credível, (não se pode votar em quem afirma querer rasgar tudo ou pretender suspender a democracia por seis meses) também em Lisboa a solução é votar em António Costa que deu provas de arrumação municipal, credibilização do município, honra nos compromissos, engrandecimento da Capital e respeito pelas freguesias e fregueses.

O Dr. PSL do PSD constitui uma putrefacção que continua a “andar por aí”, que nem gripe suína, a tentar apanhar os incautos, os distraídos e falhos de memória que se tenham esquecido dos malefícios e pragas deixadas na Figueira da Foz, em Lisboa e pelos lados de São Bento onde foram feitas algumas, faustosas, diabruras.



Publicado por Zurc às 16:48 de 14.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Problema com a realidade

…O Dr. Santana Lopes tem um dificílimo problema com a realidade. Acha que fez obras que não fez e acha que não fez dívidas que fez. Não é uma questão de opinião: basta ir ler os relatórios que o Tribunal de Contas produziu sobre as contas da gestão de Santana Lopes. Está lá dito com toda a clareza. O endividamento galopante a fornecedores iniciou-se com o Dr. Santana Lopes e desenvolveu-se com o Dr. Santana Lopes. Entre 2001 e 2004 quadruplicou a dívida a fornecedores e duplicou o passivo da câmara. E, ao contrário do que diz, não é por incorporação de dívidas anteriores, designadamente da Parque Expo. O Dr. Santana Lopes também gosta muito de falar de obras que não foram feitas. Dos 92 prédios entregues à EPUL para reabilitação quantos foram reabilitados? Cinco! Nas mega empreitadas em Alfama, Mouraria, Castelo, foi 80% da verba gasta e nem 40% recuperado. Sabe porquê? Porque foi tudo feito sem projectos, sem orçamentação e muitas das obras estão paralisadas desde 2004 por falta de condições financeiras para serem prosseguidas. A câmara deslocou os moradores para fora dos bairros e estamos a pagar um milhão de euros por ano de realojamentos sem que as obras estejam a ser feitas nas casas! A última coisa que pode passar pela cabeça de alguém é querer voltar à irresponsabilidade que caracterizou a câmara entre 2001 e 2004. É muito fácil estragar, é muito difícil voltar a arranjar…

[António Costa, i.]



Publicado por JL às 23:19 de 12.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Irresponsável

Vai votar em António Costa?

Sim. Prefiro o António Costa ao Santana Lopes, embora o Santana Lopes me divirta muito mais. Mas ele só me diverte quando está fora do poder, no poder é um irresponsável.

[Maria Filomena Mónica, i]



Publicado por JL às 00:02 de 08.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Lisboa

E, entretanto, não obstante termos um bom presidente, ainda por cima de ascendência goesa, facto que não é despiciendo, corremos o risco de ver na Câmara de Lisboa um basbaque que já lá esteve e tratou o município como o seu reino de brincar ao faz de conta.

O Pedro Santana Lopes, com as devidas distâncias, que são muitas, é o nosso Sílvio Berlusconi.

Apesar da mediocridade já demonstrada, há sempre quem lhes admire a beleza alvar dos traços, a virilidade própria dos fodilhões serôdios, a oratória brilhante, a demagogia dos discursos, a megalomania dos projectos, o amor aos pobrezinhos e às velhinhas, a saudade pelos tempos de antanho onde tudo era decente e genuíno.

Não havia cá pretos, castanhos e chineses e os teatros de revista estavam cheios de coristas anafadinhas e obedientes. Outros tempos. Comia-se um bom bife na Portugália e podia passear-se na Baixa sem preocupações.

A verdade é que o nosso menino guerreiro segue, com sucesso, as pegadas do il cavalieri, imitando-lhe o charme e o populismo.

São tantas as qualidades e os atributos, que os eleitores, cansados de políticos cinzentos e sisudos, votam neles.

A democracia tem destas coisas.

Há um certo apreço pelo que é grotesco e imundo.

A falta de vergonha compensa quase sempre.

[Ana Cássia Rebelo, Ana de Amsterdam]



Publicado por JL às 00:43 de 07.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (19) |

Santana Lopes: Vale a pena construir mais um túnel no centro de Lisboa?

Juntar numa mesma frase Santana e túnel só pode dar um resultado: polémica. Bastaram poucas horas sobre a formalização da candidatura do cabeça-de-lista do PSD à câmara de Lisboa para que a contestação tenha rebentado. "O dr. Santana Lopes está a propor a criação de uma via rápida subterrânea a passar pelo centro da cidade. É uma espécie de Eixo Norte-Sul no coração de Lisboa. Qualquer engenheiro de transportes independente sabe que isto é um perfeito disparate. É tudo o que não se deve fazer." É assim que reage Fernando Nunes da Silva, professor de urbanismo e transportes no Instituto Superior Técnico.

Ainda o dossier do túnel do Marquês não está encerrado - há uma auditoria do Tribunal de Contas em curso e 23 milhões de euros por saldar de diferendo entre a Câmara e o construtor - e já Santana segue em frente e anuncia que, se for eleito para Lisboa, vai fazer uma ligação subterrânea entre o Saldanha, a Fontes Pereira de Melo, o Campo Grande e o Campo Pequeno.

Para Fernando Nunes da Silva, há um mérito: "Pelo menos tem uma vantagem. Está igual a si próprio. Primeiro anuncia, só depois estuda". O especialista considera que o túnel do Marquês foi um disparate, o próximo é "a continuação do erro". "Em vez de desviar o trânsito para as vias circulares de Lisboa - o Eixo Norte-Sul e a Segunda Circular - atrai o tráfego para o centro", critica.

O técnico em transportes diz que o túnel do Marquês de Pombal trouxe uma grande melhoria, mas apenas para os habitantes de Cascais. Em Lisboa não resolveu nada, em particular os dois pontos críticos: a Fontes Pereira de Melo e a Braamcamp.

"Como a avenida da Liberdade é a única opção entre o rio e o outro lado da cidade", os automóveis chegam ao fim da artéria e permanecem "porque não há capacidade de escoamento. "Não é o fluxo de carros, é o constante pára e arranca a subir que torna a avenida da Liberdade a mais poluída do país". Um segundo túnel no Saldanha está longe de ser a solução. "É um desperdício de dinheiro para resolver problema nenhum."

Nos anos 80, o projecto da câmara de Lisboa para o Saldanha visava tornar "o local num espaço de fruição, com passeios largos e arborizados, locais de estar e apreciar uma das mais desafogadas vistas da cidade", lembra Manuel João Ramos, presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M). Vinte anos depois, é uma zona essencialmente rodoviária e, com as obras do metro, de difícil movimentação dos peões. Um novo túnel significaria ainda mais trânsito. "Não vejo outro nome para isto a não ser irresponsabilidade", diz.

José Manuel Viegas, do Instituto Superior Técnico, lembra que este túnel já estava previsto no plano de 2005 sobre a mobilidade em Lisboa. "Considerámos que era uma opção que merecia ser estudada", refere, acrescentando que ainda hoje "vale a pena olhar para isto". Porém, para o especialista, caso Santana ganhe, a primeira fase do mandato deve ser aproveitada para estudar. E só depois decidir uma eventual construção.

"À partida, a vantagem seria tornar aquele eixo central mais fluido", defende. A avenida de Berna era, na altura, a artéria mais congestionada de Lisboa. Uma passagem subterrânea permitiria resolver cruzamentos complicados da Av. da República, como o da João Crisóstomo. "Era bom ter sido feita ao mesmo tempo que as obras do metro; permitiria poupar muito dinheiro. Agora o buraco para o metro já está fechado". Sobre o excesso de automóveis que um novo túnel poderá trazer, responde que essa questão só se resolve com menos estacionamentos.

O cruzamento com o metropolitano pode ser um problema. As obras do túnel do Marquês estiveram paradas durante sete meses devido à providência cautelar interposta por Sá Fernandes - por ausência de um estudo de impacte ambiental e porque poderia prejudicar estruturas do metro e do Aqueduto das Águas Livres. Agora, o túnel do Saldanha que Santana projecta poderá ter "problemas grandes por causa das estruturas do metro. Ainda por cima, agora com a extensão da linha. Santana vai bater outra vez com a cabeça no metro", defende Manuel João Ramos.

"O tráfego na Fontes Pereira de Melo e na Avenida da Liberdade nunca esteve tão mal. Se o túnel do Marquês tivesse vindo resolver o problema do trânsito não era preciso outro". Para o presidente da ACA-M, a construção de um túnel tem um "efeito bola-de-neve" porque há uma "duplicação de via, logo uma duplicação de oferta. É o que se chama tráfego induzido - a oferta traz procura." E quanto mais procura, mais trânsito, mais túneis. Manuel João Ramos afirma que ao túnel do Saldanha seguir-se-ão outros e que a hipótese já é falada no Técnico: "Fala-se de outro túnel no Campo Grande, com a Alameda das Linhas de Torres." O tal efeito bola- de-neve, segundo Manuel João Ramos, resultaria noutra passagem subterrânea no Campo Grande e com a saída da António Augusto Aguiar ainda outro que desembocaria no El Corte Inglés. [i]



Publicado por JL às 11:17 de 05.07.09 | link do post | comentar |

Santana Lopes desvenda os seus méritos



Publicado por JL às 11:41 de 02.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Lisboa sem sentido



Publicado por JL às 18:00 de 01.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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