CGTP-IN, o congresso do silêncio!

Consta-se que o XII congresso da CGTP se realiza no final do corrente mês de janeiro. E digo consta-se porque da pesquisa efetuada, através da net, nada se encontra de registo sobre a matéria embora se saiba, conforme determinado no congresso anterior, realizado em Lisboa entre 15 e 17 de Fevereiro de 2008, que no próximo é substituído o seu Secretário-geral, Manuel Carvalho da Silva, coisa que há não muitos anos seria motivo de profundos debates.

Tudo indicia que a grave crise em que vivemos abate de tal modo os ânimos dos sindicalistas e dos trabalhadores que já ninguém disputa, com fervor, tão ambicionados lugares, como ainda há poucos congressos atras sucedia, ou será que o PCP já manietou, tão profundamente, as várias correntes de opinião dentro e fora das estruturas sindicais?

Se é verdade que, quanto ao aprofundamento de estratégias sindicais com vista a melhor defenderem os interesses dos trabalhadores e do povo, os congressos foram sempre muito parcos, a corrente maioritária tinha, tem e continuará a ter, a sua própria escola para o efeito, não é mesmos verdade que sempre foi muito acérrima a disputa de lugares, meteria em que, diga-se em abono da verdade, o coordenador agora de saída sempre usou de bom senso e de apaziguador reconhecimento entre as diferentes correntes de opinião e conseguiu ao longo dos diversos mandatos os necessários equilibrios.

Sendo, conforme tudo indicia, Arménio Carlos, membro do Comité Central (CC) do PCP, quem vai suceder a Carvalho da Silva, na direção da CGTP, obviamente, fica prejudicada uma certa autonomia que se reconhecia, a este, enquanto militante, bastante mais descomprometido com o aparelho partidário.

Gostaríamos mas, em consciência e do que nos é dado ao conhecimento, não auguramos grandes auspiciosos futuros na luta continuada promovida por uma central sindical feita braço armado de uma qualquer estratégia partidária (uma maioria quase ortodoxa) e sem criatividade consiga contrariar a crise e os seus efeitos. Idêntico sentimento se pode ilidir da outra central, demasiadamente calculista, muito avessa a profundas reflecções e muito mais adversa de ações, radicalmente, inovadoras.

Quem contesta, de forma coerente e sustentada, o termos de pagar uma divida cujos contornos estão mal definidos, a falta de clarificação dos conflitos de interesses entre credores e quem a contraiu a divida, em nome do Estado, assim como a clarificação da aplicação e ao serviço de que interesses foram aplicados os viários milhares de milhões de euros?



Publicado por Zé Pessoa às 09:04 de 04.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

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