TRANSPORTES DE LISBOA, OS PRIVADOS É QUE GANHAM

Conforme é do conhecimento público tem diminuído o número de passageiros pagantes, tanto no Metropolitano como na Carris, mas as receitas aumentaram MUITO significativamente, neste ano da crise de 2012.

Pouco importa, estamos no bom caminho dos interesses dos, putativos, privados que anseiam receber de mão beijada, da parte deste governo, a gestão dessas empresas.

Ainda no passado mês de Novembro, o secretário de Estado dos Transportes, afirmou que a concessão da Carris e do Metro de Lisboa avançará quando estiver concluído o processo de fusão operacional das duas empresas públicas, prevendo que o processo decorra durante 2013.

À margem do 140.º aniversário da Carris, Sérgio Monteiro, afirmou "Estamos a fazer a integração operacional. Nesta fase, estamos a verificar das equipas o que é possível integrar operacionalmente".

Convém relembrar que o dito processo de fusão operacional (só da parte operacional e o resto?) está, com suas delicadas maneiras, a ser preparado por Silva Rodrigues, que ainda não há muitos meses afirmava que "A fusão entre a Carris e o Metro é uma coisa sinistra". A memória é curta e a vergonha desapareceu, faz tempo.

Ninguém tem condições ou coragem, ao nível dos consumidores, e o Ministério Publico já não responde (com resultados minimamente positivos) às solicitações que lhe são feitas, de exigir responsabilizados a quem teve responsabilidades políticas, nas últimas décadas e, que se serviram dessas empresas para “saque” de dinheiros públicos, através dos desvios nas obras e delas se usaram em campanhas eleitorais. Estranho não é?

Ao que parece está previsto para breve o primeiro despedimento colectivo no Metropolitano. A sangria continua, dentro de momentos!

Os políticos usaram e abusaram, os privados é que ganham e nós, contribuintes, pagamos e calamos!?



Publicado por DC às 12:26 de 03.12.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Pague mas bufe, isto é, Reclame

Com o próximo aumento e entrar em vigor no dia 1 de Fevereiro os transportes públicos de Portugal passam a ser dos mais caros da Europa.

15 factos sobre transportes públicos 


(Carris, Metro de Lisboa e do Porto, Transtejo/Soflusa, CP, Refer e STCP)

Sabias que…
- 76% dos prejuízos das empresas de transportes públicos deve-se ao pagamento de juros aos bancos?
- Os preços aumentaram 4,5% em Janeiro/2011, 15% em Agosto/2011 e vão aumentar novamente em Fevereiro?
- Dois terços dos passageiros da Carris têm mais de 65 anos?
- O total de juros pagos pelas empresas é 153% o valor dos salários?
- A CP e o Metro pagam mais em juros do que em salários, incluindo encargos com a Segurança Social?
- Despediram-se 37% dos trabalhadores entre 2001 e 2011?
- O Metro Sul do Tejo (privado) recebe 4 vezes mais indemnizações por cada passageiro do que o Metro de Lisboa?
- A Fertagus (comboios privados) recebe 1,5 vezes mais indemnizações do que a CP?
- Que não há nenhuma empresa de transportes públicos na Europa que dê lucro?
- Até nos EUA a empresas de transporte ferroviário são públicas?
- Foram eliminados 900 km de linhas ferroviárias desde 1988 e estão em curso planos para acabar com mais 430 km?
- Em 1988 realizaram-se 231 milhões de viagens de comboio em Portugal e em 2011 apenas 128 milhões?
- Portugal vais gastar 42.395.604.000 euros (42,4 mil milhões de euros) em 16 PPP de estradas até 2050, 2,5 vezes o total da dívida das empresas de transportes públicos acumulada ao longo de décadas?
- O transporte público tem efeitos positivos no ambiente, na saúde, na mobilidade, na poluição sonora e no trânsito?
- O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações foi assessor da Mota-Engil no polémico caso do Terminal de Contentores de Alcântara, contra o Estado?
Os dados aqui apresentados foram retirados de documentos oficiais das empresas.
Não te deixes enganar!

http://attacportugal.webnode.com/news/a15-factos-sobre-transportes-publicos-attac-portugal/ <http://attacportugal.webnode.com/news/a15-factos-sobre-transportes-publicos-attac-portugal/>



Publicado por DC às 17:01 de 24.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Um plano alvar
por FERNANDA CÂNCIO11 Novembro 2011

 

O Plano Estratégico dos Transportes foi ontem publicado no Diário da República. São 26 páginas que repetem os mesmos parágrafos três e quatro vezes e nas quais é notória a vocação propagandista que, em detrimento de concretização e de fundamentação estruturada das propostas, anima as intervenções do ministro da Economia. Aliás, a menção frequente a "opções erradas" e "investimentos duvidosos", à "situação económico-financeira a que o País foi conduzido" e "descontrolo e desgoverno das finanças públicas" faz crer que, em vez de uma estratégia para os transportes, é de um manifesto eleitoral que se trata - como se a prioridade deste Governo fosse diabolizar o anterior e não governar.

E isso é tanto mais preocupante quando 26 páginas não é muito para explanar a situação das várias empresas estatais que se pretende "sanear" e para apresentar as soluções que se preconizam para um sector que se admite estratégico e fundamental. Citam-se os passivos actuais e a dívida de cada empresa, assim como a estimativa da oferta, contabilizada em passageiros, e da procura efectiva. Atentando ao facto de a oferta ser muito superior à procura, parte-se para a ideia de "racionalização", que, nas propostas tornadas públicas do grupo nomeado para a operacionalizar, aponta para um corte brutal de serviços. Notória é a ausência de menção ao mercado potencial de cada transporte e à possibilidade de captação de mais clientes. Ou aos motivos que poderão levar as pessoas a não optar pelos transportes públicos, e cuja análise deveria ser primordial num plano que afirma caber ao Estado "uma correcta articulação entre as políticas de transporte e as políticas económicas, de ordenamento do território, energéticas, ambientais e sociais". Não: parece que o discurso da competitividade, tão caro ao ministro Álvaro Santos Pereira (que aliás insiste em articular "competividade", como articula "precaridade" e "empreendorismo"), só serve para justificar a entrega dos transportes públicos aos privados - porque, dogma intocável para este Governo, a gestão privada é sempre boa e a pública sempre má.

Há, é claro, nas empresas de transportes um problema grave de passivo e de dívida que é preciso encarar, e decerto existem, como aliás o Tribunal de Contas apontou em 2010, vários aspectos na respectiva gestão, da política de títulos e preços às chamadas "regalias" dos trabalhadores, que é preciso rectificar. Mas um plano que visa sobretudo ou mesmo só "despachar" as empresas para privados, sem sequer explicar em que condições (convindo citar exemplos de sucesso noutros países - a existirem, claro) e como isso se articulará com a necessidade de investimento em infra-estruturas, enverga a ineficiência congénita da gestão pública que é fetiche da sua visão liberalóide. Seria cómico se não fosse dramático - se não tivéssemos como ministro da Economia alguém que, na melhor tradição ditatorial, diz "é assim ou acabam-se os transportes públicos".



Publicado por Zurc às 14:51 de 13.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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