Economia "da partilha" e manipulação de dados/ informação/ opinião

A roupa suja da economia da partilha   (-por Tom Slee, na Jacobin, tradução de L. Branco para o esquerda.net , 27/3/2016. Tom Slee é autor do livro “What’s Yours is Mine: Against the Sharing Economy)

Empresas como a Uber e Airbnb não estão a ajudar as economias locais – estão só a ajudar-se a si próprias.

    Mas para além de angariar dinheiro, as duas empresas estiveram ocupadas com outras coisas. Em 2015 reforçaram o seu lóbi, relações públicas e mobilização de clientes para criar um quadro regulatório (legislação) que vá ao encontro das necessidades do seu negócio. Uma das setas mais potentes na aljava do seu lóbi é que os legisladores e o público podem ser influenciados pela aparente inevitabilidade de um futuro guiado pela tecnologia: "Não se deixem ficar para trás!" é um apelo a que poucos podem resistir.

Apenas dois exemplos: em julho passado, quando a Uber esmagou o plano do mayor Bill de Blasio para limitar o número de carros nas ruas de Nova Iorque, e em outubro, quando a Airbnb combateu a Proposta F (uma iniciativa para restringir o arrendamento de casas de curta duração) em São Francisco, ultrapassando o número de anúncios televisivos num rácio de 100 para 1.

    Mobilizar dinheiro e mobilizar votos andam de mão dada: os investidores só lucram se o quadro regulatório for alterado, não apenas para ser "tech-friendly", mas para apoiar os modelos de negócio específicos que empresas como a Uber e a Airbnb apresentam.

    Mas a economia da partilha também mostra outra tática: tanto a Uber como a Airbnb continuam a ser empresas privadas, e nenhuma tem pressa em abrir o capital ao público. Ao adiarem as suas ofertas públicas iniciais (IPO), as empresas dão a si próprias flexibilidade máxima: não têm de agradar aos acionistas ou apresentar lucros a curto-prazo. Não publicam nenhum prospeto, não há auditorias independentes e não podemos verificar as suas contas.

    A tática não é nova, mas na atual economia financiarizada ela cria uma tempestade perfeita de maus estímulos. Os investidores estão à procura de uma "saída" (uma IPO bem sucedida) para que possam fazer o encaixe; fortunas serão feitas ou perdidas dependendo da forma como serão reescritas leis em todo o mundo; e ao mesmo tempo, as empresas funcionam, nas palavras de Frank Pasquale, como "caixas negras”, por não terem de apresentar relatórios de atividade públicos e auditáveis.

     Manter-se privado (fora da bolsa) é apelativo em particular nos setores tecnológicos onde a competição é intensa e as expetativas altas. Olhemos para uma empresa como a Theranos, do setor privado de saúde. Angariou investimentos devido à sua tecnologia inovadora de análises ao sangue, mas foi logo posta sob pressão para provar que seria uma inovação decisiva.  Quando a sua tecnologia enfrentou problemas, simplesmente ocultaram-nos, recorrendo aos métodos tradicionais de análise de sangue para manter a imagem de sucesso. O site Ashley Madison é outro exemplo: criou milhares de contas falsas para parecer que homens estavam a conhecer mulheres através da sua plataforma. E vemos a posteriori que empresas como a WorldCom ou a Enron foram exemplos precoces desta prática comum.

     Para resumir, há enormes recompensas para empresas que consigam fingir (falsear) até alcançar os seus objetivos, e bancarrota para os que mostram honestamente a sua roupa suja. E as startups tecnológicas são as maiores fingidoras de todas.

           Guerra de dados

    As plataformas da economia da partilha são construídas através de uma combinação de algoritmos e grandes volumes de dados. Todas as viagens, todos os arrendamentos, todos os cliques são gravados; tal como as avaliações, pagamentos e outros dados. Quem põe a sua casa a arrendar no Airbnb é avaliado pelo tempo que demora a responder a pedidos, os condutores do Uber pelos trajetos que escolhem.

    Mas os algoritmos e grandes volumes de dados não são apenas uma parte central do funcionamento das empresas, tornando-se também armas de relações públicas nas batalhas por mudanças nas leis. Já não precisamos das vossas regras velhas, dizem as empresas: a nossa informação fornece novos patamares de eficiência, conveniência e segurança.   A Uber e a Airbnb têm partilhado técnicas, aprendendo uma com a outra como usar os seus dados enquanto ferramenta de relações públicas (e de pressão, manipulação de opinião, alteração de regras de concorrência, esmagamento de concorrentes tradicionais e de trabalhadores/fornecedores, atropelos, ... e mudança legislativa/ desregulação).

     A técnica mais simples é a divulgação seletiva de dados, escolhidos para destacar o lado positivo do seu negócio. Em 2014 a Uber causou impacto ao afirmar que os seus condutores em Nova Iorque estavam a ganhar a considerável soma de 90 mil dólares por ano. A notícia correu na imprensa de todos os EUA. A jornalista Alison Griswold fez uma busca infrutífera por este mítico “unicórnio Uber” e esse anúncio salarial já foi dissecado ao longo do tempo. Ainda assim, no ano seguinte esses 90 mil dólares anuais ainda eram apresentados pela empresa como sendo um facto.

     Não era uma mentira direita, mas era concerteza altamente enganadora. A Uber escolheu a cidade: os condutores em Nova Iorque ganham bem mais que em qualquer outra cidade. Escolheu os condutores: os 90 mil dólares era uma média apenas daqueles motoristas que trabalhavam mais de 40 horas por semana (ou seja, alguns conduziam muito mais). E a Uber apresentou um número bruto: as despesas do motorista, como o seguro, combustível e manutenção foram completamente omitidas.

     A Airbnb adotou a mesma técnica: quando confrontada com uma polémica num dos seus mercados, começaram a divulgar “relatórios de cidade”, como aquele que dizia dar “provas quantitativas de que os hospedeiros em Nova Iorque têm impacto positivo na comunidade”. O relatório tem apenas 300 palavras e nenhuma metodologia que suporte as suas conclusões, está cheio de factoides com ar credível como “A Airbnb apoiou 950 empregos nas zonas periféricas” ou “82% das casas Airbnb situam-se fora do centro de Manhattan”.  Os números são praticamente desprovidos de sentido – não se percebe o que significa “apoiou”, e quando o Procurador Geral de Nova Iorque conseguiu olhar para os dados da empresa, viu que afinal 97% do seu rendimento em toda a cidade vinha apenas de duas das suas cinco zonas (Manhattan e Brooklyn).

      Mas apesar da falta de solidez das afirmações destas empresas, a sua utilização dos dados tem tido um grande sucesso. Gestores de alta potência tecnológica a debitarem números num tom confiante e credível, em cuidada linguagem de marketing, podem ir longe para criar aquela imagem de um irresistível futuro radiante. Quando a verdade vier ao de cima, o mal já estará feito. (e os lucros no bolso, em offshore)

     Outra técnica é encomendar trabalhos a académicos (sem arbitragem, claro), cativando-os com a oferta de um acesso exclusivo aos dados internos da empresa. Elas são cuidadosas ao não influenciarem abertamente o investigador, mas o simples facto da colaboração e do acesso privilegiado aos dados sugere algo menos que neutralidade.       A Airbnb já usou muitas vezes esta tática para rebater os argumentos dos seus adversários sobre o impacto da empresa nos custos de habitação em algumas das cidades onde é mais contestada, como Los Angeles, e contrata nomes importantes como o antigo conselheiro económico da Casa Branca, Gene Sperling.   A Uber encomendou ao economista de Princeton Alan Krueger um relatório sobre as condições de trabalho dos seus motoristas, em coautoria com o  responsável da empresa pela política de investigação, Jonathan Hall. Tal como noutros relatórios da empresa sobre rendimento dos motoristas, o relatório Krueger-Hall não contém qualquer dado sobre as despesas dos condutores, alegando que esses dados não estão disponíveis.

Por vezes, estes relatórios são publicados na íntegra (mas sem os conjuntos de dados a acompanhá-los); noutras ocasiões o relatório é mantido em segredo e apenas é divulgado o comunicado à imprensa; por exemplo, um relatório de 2015 pelo professor da UBC Thomas Davidoff sobre o impacto da Airbnb nos preços das casas foi referido pelo Wall Street Journal e outros órgãos, mas nunca chegou a ser divulgado, e a empresa não respondeu aos meus pedidos de uma cópia. É difícil argumentar contra um relatório que não se pode ler.

    Empresas como a Uber e Airbnb também dão impulso à sua imagem pública ao prometerem partilhar dados com as cidades. No início de 2015, a Uber juntou-se a Boston para partilhar alguns dados sobre as viagens “para resolver problemas”, e no fim do ano a Airbnb anunciou um “Pacto com a Comunidade”, comprometendo-se a fornecer relatórios sobre a sua atividade nas cidades onde tem presença significativa.

    Mas as empresas da economia da partilha são seletivas em relação aos dados que partilham. A Airbnb pode oferecer-se para pagar impostos em vez dos seus hospedeiros em cidades onde o turismo é controverso, mas recusa-se a dizer onde estão as casas que anuncia. Isso torna impossível aos destinos turísticos mais populares limitar o arrendamento a turistas e equilibrar o impacto do turismo com outras preocupações em zonas sensíveis das suas cidades. Em janeiro a Uber foi multada por não entregar dados requeridos pela Comissão de Serviços Públicos da Califórnia.

     Os dados a partilhar são cuidadosamente escolhidos. Em dezembro, a Airbnb tornou público um conjunto de dados sobre Nova Iorque, alguns dos quais descreviam o estado do negócio em 17/11/2015. Uma investigação feita por mim e Murray Cox mostrou que a Airbnb tinha selecionado bem os dados; a empresa retirou mais de mil anúncios do site nas vésperas desta data para ter a certeza de que pintava um quadro mais favorável. Ao início, a Airbnb negou ter feito tal coisa, sugerindo que as flutuações se deviam ao Halloween ou à maratona de Nova Iorque, mas mais recentemente admitiram a manobra.

Quando chega a altura de assumir a reponsabilidade, a Airbnb e a Uber escondem-se frequentemente atrás dos seus algoritmos. Por exemplo, a Uber tem conseguido criar a impressão que as suas políticas de aumento súbito de tarifas [“surge pricing”] são “apenas o bê-á-bá da Economia”, mas os investigadores Alex Rosenblat e Luke Stark mostraram como os seus algoritmos não refletem apenas o aumento da procura, fazendo também parte da "gestão ativa do sistema" por parte da Uber, apresentando uma “miragem de mercado. O aumento súbito de tarifas faz parte do jogo do gato e do rato da Uber com os motoristas que querem maximizar o seu rendimento; estes recebem informação sobre as tarifas mas não sobre o número de clientes, a duração esperada desse aumento ou o número de outros carros a dirigirem-se para a zona onde esse aumento está a ocorrer.    Muitos chegaram à conclusão que “correr atrás do aumento” é perder pela certa. Será que os carros que os motoristas veem na sua app são mesmo carros da Uber e estarão mesmo livres? Rosenblat e Stark sugerem que não: que poderá ser (para citar um funcionário da Uber) “mais um efeito visual para informar que os colegas estão à procura de serviço”. Quanto dinheiro faz a Uber por estes aumentos súbitos de tarifas? Não há forma de saber.

    Ambas as empresas escondem também os seus algoritmos de reputação baseados na avaliação dos utilizadores. A Uber diz sempre que os seus motoristas apenas são retirados em caso de más avaliações, mas há muitas notícias de executivos da Uber que despedem motoristas por razões pessoais e arbitrárias. E enquanto a Airbnb insiste que o sistema de avaliações mantêm a confiança da plataforma, muitos estudos demonstraram que as pessoas tendem a agradar dando notas altas nessas avaliações, assim servindo para encobrir a insatisfação dos clientes e criar uma falsa impressão de qualidade.

     À medida que aumenta a pressão para uma IPO bem sucedida ao nível das atuais estimativas estratosféricas, tanto a Uber como a Airbnb sentirão a pressão para economizarem ainda mais na verdade (i.e. falsearem) nas suas apresentações públicas. Para contrariar o feitiço que a tecnologia sofisticada e a apresentação cuidada de dados parece lançar sobre os governos locais,  precisamos perscrutar as caixas negras destas empresas.   Houve quem o conseguisse, e não é bonito.   Amir Efrati, do Information, relatou que a Uber perdeu 1000 milhões no primeiro semestre de 2015 (a notícia é de leitura paga mas está aqui um resumo), e que o negócio atual depende não só de empurrar todo o risco para cada um dos ('colaboradores/fornecedores') motoristas, mas também de evitar impostos (nos países fora dos EUA) através de um dispositivo de subsidiárias na Holanda(esquema offshore).

    Boa parte do futuro da Uber depende do sucesso na China, onde está numa batalha desesperada (e até agora perdedora) com o concorrente chinês Didi Kuaidi para se tornar líder de mercado. O site de informação tecnológica Pando já revelou diversas vezes as frágeis bases em que assenta o discurso da Uber sobre o seu sucesso na China, onde a aldrabice generalizada por parte dos motoristas que inflacionam o número de viagens é um grave problema.  

     Outros, incluindo críticos e académicos, fizeram a sua própria recolha de dados para terem uma visão alternativa da economia da partilha. Para além das minhas tentativas, o Inside Airbnb de Murray Cox é uma fonte de dados valiosa e usada em muitas notícias sobre o tema. Cada vez mais os académicos estão a usar estas fontes de dados (para além das suas) para a sua investigação sobre o impacto da economia da partilha em cidades de todo o mundo.

      Estudos académicos levam tempo a concluir, mas trazem novas e valiosas perspetivas. Por exemplo, um relatório da Harvard Business School argumenta que a plataforma Airbnb promove discriminação racial quotidiana; outro da Universidade de Boston mostra que as avaliações no Airbnb não têm correlação com outros padrões de qualidade; outros ainda defendem que o aumento súbito de tarifas da Uber não é tão transparente como parece. Os especialistas em Direito estarão mais à vontade para destrinçar o complexo conjunto de temáticas à volta da economia da partilha: Vanessa Katz tem um resumo formidavelmente claro acerca de muitos dos assuntos legais inerentes.     Estes investigadores e muitos outros estão a apontar as enormes lacunas nas histórias das empresas da economia da partilha, e há todos os motivos para acreditar que vem aí mais roupa suja.

     As críticas com base em dados são parte do esforço de organização mais alargada por parte das comunidades afetadas pelas práticas de negócio de empresas como a Airbnb e a Uber. Os defensores de casas a preços comportáveis estão na linha da frente dos que questionam o impacto do Airbnb nas cidades; alianças como a Share Better em São Francisco e Nova Iorque têm feito lóbi e ação comunitária. Os próprios motoristas da Uber tentam melhorar as suas condições de trabalho (com algum sucesso, como a decisão de Seattle de autorizar a sua sindicalização), há fóruns online ativos no uberpeople.net e no Reddit, e tanto as greves de um dia como outros protestos estão a tornar-se mais comuns.

      Os governos municipais também tomaram a iniciativa de enfrentar a Airbnb em cidades de turismo intensivo como Barcelona, onde a explosão da oferta de casas Airbnb levou ao medo da Disneyficação – uma cidade com muitas atrações mas sem habitantes. A nova edil de Barcelona, Ada Colau, é uma antiga ativista de esquerda pelo direito à habitação que endureceu a sua posição sobre arrendamento de curta duração, ameaçando multar a Airbnb se anunciar apartamentos não registados na autarquia.

As IPOs da Airbnb e Uber continuam a ser adiadas, permitindo às empresas funcionar com pouca transparência e muita impunidade. Mas elas vão acontecer, e nessa altura os debates sobre o papel da economia da partilha nas cidades irá intensificar-se. As empresas continuarão a usar os seus próprios dados para criar histórias de sucesso brilhantes, mas também estão a surgir novas narrativas – as que desafiam a visão de um inevitável futuro guiado pela (lucro+tecnologia+manipulação de dados e opiniões) Airbnb e a Uber.



Publicado por Xa2 às 07:50 de 02.05.16 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Cavaco, o turista conservador

Cavaco Silva é um turista psicocêntrico que desvaloriza a necessidade de conhecer o mundo.

A imagem de Aníbal Cavaco Silva sedento de aventura a subir a um coqueiro numa praia de São Tomé, há quase 20 anos, já não cola. Não haja dúvidas que hoje, Cavaco Silva é um viajante psicocêntrico. Isso explica o seu apelo aos portugueses esta semana, para irem para fora cá dentro, porque “férias passadas no estrangeiro são importações e aumentam a dívida externa portuguesa”. Cavaco é, de facto, um turista com um perfil definido: é um professor de Finanças Públicas obrigado a viajar mais do que gostaria pelas funções que ocupa, e que deseja que todo o País se divirta, como ele, com férias sossegadinhas à beira mar dentro de fronteiras, porque lá fora há perigos e o maior perigo do viajante hoje é o da balança comercial.

O investigador Stanley Plog passou a ser uma referência para a indústria turística quando, em 1974, dividiu os turistas em psicocêntricos e alocêntricos. Cavaco enquadra-se na primeira categoria: são pessoas tímidas, como o Presidente da República, pouco curiosas, sem atracção pela aventura, que preferem de viajar de carro, com a família, e raramente vão para o estrangeiro. Quando o fazem, adquirem pacotes turísticos e vão para destinos sossegados. Segundo Plog, os viajantes alocêntricos são curiosos, querem explorar o mundo, viver aventuras ou experimentar coisas novas. Não é o caso de Cavaco, que gosta de contar as suas incursões alocêntricas nos parques naturais moçambicanos como expoente da aventura de viagem, mas são recordações com 40 anos, quando lá fez o serviço militar.

As últimas férias de Cavaco Silva fora de Portugal – antes de se candidatar à Presidência da República – foram no Brasil, em 2005, com filhos e netos, num resort tranquilo, perto da praia. De resto, há décadas que a família Cavaco passa os Verões no Algarve, na célebre vivenda Marani e agora na Gaivota Azul, em Albufeira, entre um mergulho nas águas mornas da Praia da Coelha e umas braçadas na piscina de casa. Se quiser ir tomar um cafezinho a Ayamonte, tem de pedir autorização ao Parlamento para sair do território nacional.

Mário Soares acusava Cavaco Silva de não ter mundo. E um político que seja um turista psicocêntrico terá facilmente tendência em desvalorizar que os outros precisem de mundo. Os países também se desenvolvem quando as pessoas abrem os horizontes, mesmo que a dívida aumente um bocadinho.

Vítor Matos [Elevador da Bica]



Publicado por JL às 00:09 de 13.06.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Por Lisboa II

É verdade que Lisboa nem sempre acolhe como deveria quem a visita, veja-se a falta de casas de banho públicas em muitos locais sensíveis ao turismo, conforme já aqui no LUMINÁRIA referenciado e como seja, também, a falta de parqueamentos adequados a auto-caravanistas ou camping-car como se diz por essa Europa, e, igualmente, já aqui alertado o município.

Na verdade é que nem todos os seres vivos, que visitam esta nossa capital, se queixam ou sequer pedem o livro de reclamações. Alguns até constroem, paulatinamente, as suas “clandestinas” e temporárias habitações que, mesmo assim, nos deixam enternecidos.

Ora digam lá se não há coisas positivas nos tempos que correm?


MARCADORES: ,

Publicado por Zé Pessoa às 00:06 de 24.05.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Por Lisboa

 

Verifiquei, com os meus próprios olhos, que a nobre Praça do Comercio está mais ampla e mais bonita, sem sombra de dúvida.

Mas, há sempre um mas…, continuamos, eu e muita gente que vive ou visita esta cidade, sem compreender porque, mórbidas, razões a Câmara Municipal teima em não providenciar o burgo com sanitários.

Há pontos nevrálgicos da cidade como sejam o já referido Terreiro do Paço, a Praça do Rossio, a Praça do antigo Império em Belém. Não compete ao Martinho da Arcada, aos Pasteis de Belém e outros estabelecimentos suprir as falhas do Município.

A não existência de WCs, em todas estas zonas e muitas mais, constitui uma grave falha no conceito de bem receber quem nos visita e que os municípios congeneres por essa Europa já resolveu, nomeadamente com a introdução de mecanismos de acesso controlo.

Por outro lado o Município poderia, muito bem, criar alguns postos de trabalho por forma a complementar remunerações a quem receba o rendimento de inserção social.

Não compete, tambem, às autarquias combater o desemprego e a subsídio-dependência?

Será difícil aos políticos autarcas entender isto?

Até agora tudo indica que tem sido!

Por nós, acreditamos que só não mudam as estatuas e sabemos bem, por via disso, o que as pombas lhe fazem.


MARCADORES: ,

Publicado por Zé Pessoa às 00:08 de 19.05.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Já navega

A crise não é geral a todas as bolsas.

O “Oasis of the Seas”, custou 900 milhões de euros, é, actualmente, o maior navio de cruzeiros do mundo, e acaba de iniciar a sua viagem pré-inaugural com destino às Caraíbas.

Este “monstro” dos mares inaugura, também uma nova concepção revolucionária na indústria de cruzeiros pelo seu conceito, de distribuição por bairros o interior do navio.

Preços? São muito variados é melhor consultar na net e rechear a carteira para todos os extras cujos preços se adaptam à conformidade do “bairro” que cada um escolha para a viagem.


MARCADORES: , ,

Publicado por Zurc às 11:56 de 27.11.09 | link do post | comentar |

Gripes, saúde e fronteiras

Ira a banhos e voltar, saudável, é o que se deseja. Só nas praias da Costa da Caparica já foram salvas de naufrágio mais de uma dúzia de pessoas neste ano balnear.

Nos tempos que correm mais grave que a crise económica, para ir ao outro lado do Atlântico a bronzear-se, são as gripes e “péstinhas” o que mais dá que preocupar.

Gripe apanha-se em qualquer lugar, independentemente da estirpe ou virologia da dita. Agora até dentro de portas e sem ultrapassar as fronteiras existe risco de contágio. É uma realidade que devemos encarar com naturalidade. Parece que as fronteiras já só existem para rotular as pessoas de (e)imigrantes e nada mais.

O alarido, há quem diga, tanto pode provir de fundamentos de verdade como provocado por uma qualquer agitação, premeditada, promovida a partir de um qualquer laboratório da indústria farmacêutica. Vá-se lá saber!

Seja como for e como sempre e em tudo na vida, o que provoca prejuízos a uns traz, fabulosos, lucros a outros. No caso, são alguns laboratórios que beneficiam e vêm os seus cofres mais recheados.

É assim nas economias ditas de mercado aberto, com ou sem (sobretudo sem) reguladores competentes que assegurem algum equilíbrio, ainda que mínimo.

No contexto dos perdedores encontra-se a economia mexicana, em especial as áreas turísticas onde actualmente são praticados preços tão irrisórios nunca antes observados.

Num esforço de relançamento deste mercado turístico os operadores e agências vendem agora pacotes de ferias com destino às, paradisíacas, praias mexicanas, Riviera, Cancún e outras, a pouco mais de 460€uros, pouco acima de metade do custo observado no ano transacto.

Há agências a oferecer pacotes com tudo incluído, em hotel de quatro estrelas com estadia de sete noites por menos de 600€uros.

As férias estão aí, aproveite, caro/a leitor/a, e vá até ao México, aquilo é grande e por cá também já se começa a correr o risco de “agarrar” o vírus e não goza tanto.

A gripe A (H1N1), erradamente conhecida por gripe suína ou mexicana apresenta-se com os sintomas seguintes e mais ou menos em simultâneo ou progressivamente:

·         Febre elevada de inicio súbito

·         Arrepios

·         Dores de cabeça

·         Dores musculares

·         Garganta inflamada

·         Nariz entupido

·         Tosse seca e intensa

·         Dores articulares

·         Mal-estar geral

Quem for “atacado” por estes sintomas, deve consultar, imediatamente, um médico, esteja onde estiver, no país ou estrangeiro.

Entretanto os cuidados a ter é evitar o contacto com pessoas que apresentem estes sintomas e ainda:

·         Lavar frequentemente as mãos com água e sabão

·         Tapar a boca e o nariz quando espirrar

Sem alarmismos nem exageros, cuide da saúde, da sua e de quem está por perto, precaveja-se, sempre e esteja onde estiver.


MARCADORES: , ,

Publicado por Zé Pessoa às 00:15 de 27.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Turismo: as queixas mais ridículas

“Há areia a mais na praia!". Os turistas britânicos são peritos em reclamar. Chegam a queixar-se de haver muitos espanhóis nas praias de Espanha ou de a comida indiana ser picante. O jornal The Daily Telegraph reuniu as reclamações mais caricatas.

Um turista britânico escreveu à Associação Britânica de Agentes de Viagem para acusar um elefante de lhe ter arruinado a lua-de-mel. O homem diz que durante um passeio numa reserva de caça africana avistou um elefante excitado e que os 35 centímetros de diâmetro e quase metro e meio de comprimento do pénis do animal o fizeram sentir-se "inadequado". Incrível? Esta é uma das 22 mil reclamações recebidas em 2008 pela Associação Britânica de Agentes de Viagem, que surge num ranking das queixas mais absurdas publicado recentemente pelo jornal The Daily Telegraph.

Mais insólita ainda é esta queixa de um jovem casal: "O meu noivo e eu reservámos um quarto com duas camas, mas fomos colocados num quarto com cama de casal. Agora estou grávida e considero-vos responsáveis. Isto não teria acontecido se nos tivessem dado o quarto que reservámos."

Os destinos de praia também não são pacíficos. "A praia tinha demasiada areia!", queixou-se um turista. Outro reclamou por achar que a areia não era igual à que se via na brochura. "A vossa areia era amarela, a verdadeira era branca."

Pelo menos um casal com filhos ficou surpreendido com a existência de vida marinha: "Ninguém nos disse que havia peixes no mar. As crianças ficaram assustadas." O à-vontade dos restantes veraneantes também incomodou: "O topless devia ser banido. O meu marido passou o tempo a olhar para outras mulheres."

Há diferenças culturais que os britânicos parecem não tolerar. "Havia demasiados espanhóis no local. A recepcionista fala espanhol e a comida é espanhola", escreveu um turista após duas semanas em praias de Espanha. Ainda sobre aquele país: "Os lojistas são preguiçosos por fecharem à tarde. Eu preciso muitas vezes de comprar coisas durante o período da siesta – isso devia ser banido."

Na Índia, houve quem se surpreendesse com a típica gastronomia condimentada: "Nas minhas férias em Goa fiquei enojado porque todos os restaurantes serviam caril. Detesto comida apimentada." [Sábado]


MARCADORES: ,

Publicado por JL às 15:22 de 29.06.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Auto caravanismo: Um segmento turístico em crescendo

Sendo Portugal um país eminentemente turístico, onde quem nos visita considera que aqui existem condições para a promoção do lazer ao longo dos 12 meses do ano, é confrangedor constatar-se não haver legislação nem tão pouco estarem criadas o mínimo de estruturas de apoio aos auto caravanistas.

O auto caravanismo, enquanto produto turístico, constitui um nicho de mercado que urge acarinhar e potenciar. Em Portugal são cerca de cinco mil, crescendo de ano para ano, já que na Europa ultrapassa os dois milhões.
É lamentável que, mesmo com a legislação que existe, os autarcas portugueses ainda não tenham tido a sensibilidade para o interesse económico que teria nas suas autarquias e região, o criar algumas condições infra-estruturais de apoio a este segmento de mercado turístico que não necessitando de estruturas tão completas como sejam os parques de campismo, também, não são turistas de pé descalço. Têm, significativo, poder económico.
Para o efeito bastaria criar um espaço plano, mais ou menos próximo dos núcleos citadinos, provido de abastecimento de água, WC e alguns serviços de apoio como minimercado e pequeno restaurante.
Naturalmente que o comercio e ambiente não deixariam de beneficiar de tal acolhimento.
Aqui está uma boa ideia para um qualquer concorrente às próximas eleições autárquicas, poder aproveitar, nomeadamente em Lisboa. Também, tendo em conta os milhares que nos visitam e aparcam onde podem, sem o mínimo de apoio, uma iniciativa destas seria indiciadora de uma Lisboa/capital europeísta, metropolitana.
Se eu fosse autarca, algures entre a Charneca e a Ameixoeira, proporia a construção de um espaço destes, que já abundam pela Europa, sobretudo ao longo do litoral.

MARCADORES: ,

Publicado por Otsirave às 09:30 de 20.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO