PORTUGAL | IMPRENSA

Será que mesmo assim houve consenso?


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Publicado por [FV] às 10:04 de 22.07.13 | link do post | comentar |

CORRUPÇÃO
 
Paulo Morais no programa "Olhos nos Olhos" da TVI24

 



Publicado por [FV] às 10:30 de 27.06.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Frei Fernando Ventura sobre a situação do País

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Publicado por [FV] às 10:44 de 11.10.10 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

TVI - A minha leitura

Fui director de programas da RTP e depois seu administrador. E garanto-vos que, se alguma vez algum apresentador ou jornalista desse uma entrevista a chamar-me "estúpido", a primeira coisa que aconteceria seria o cancelamento imediato do seu programa, independentemente de haver ou não eleições em curso.

Por isso me parece incompreensível que, embora rios de tinta já se tenham escrito sobre o cancelamento do jornal nacional que Manuela Moura Guedes (MMG) apresentava na TVI, todos os analistas e comentadores tenham ignorado a explosiva e provocatória entrevista que MMG deu ao Diário de Notícias dias antes de a administração da TVI lhe ter acabado com o programa.

Em meu entender essa entrevista, realizada com antecedência para ser publicada no dia do regresso de MMG com o seu jornal nacional, foi a gota de água que precipitou a decisão da TVI. É que, o seu conteúdo, de tão explosivo e provocatório que era, começou a ser divulgado dias antes. E se chegou ao meu conhecimento, mais cedo terá chegado à administração da TVI.

Nessa entrevista MMG chama "estúpidos" aos seus superiores. Aliás, as palavras "estúpidos" e "estupidez" aparecem várias vezes sempre que MMG se refere à administração.

É um documento que merece ser analisado, não somente do ângulo jornalístico, mas sobretudo do ponto de vista comportamental. É uma entrevista de uma pessoa claramente perturbada, convicta de que é a maior ("Eu sou a Manuela Moura Guedes"!) e que se sente perseguida por toda a gente. (Em psiquiatria esse tipo de fenómenos são conhecidos por "ideias delirantes", de grandeza ou de perseguição).

MMG diz-se perseguida pela administração da TVI; afirma que os accionistas da PRISA são "ignorantes"; considera-se "um alvo a abater"; acusa José Alberto de Carvalho, José Rodrigues dos Santos e Judite de Sousa de fazerem "fretes ao governo" e de serem "cobardes"; acusa o Sindicato dos Jornalistas de pessoas que "nunca fizeram a ponta de um corno na vida"; diz que o programa da RTP 2, Clube de Jornalistas, é uma "porcaria"; provoca a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social); arrasa Miguel Sousa Tavares e Pacheco Pereira, etc.

E quando o entrevistador lhe pergunta se um pivô de telejornal não deve ser "imparcial", "equidistante", "ponderado", ela responde: "Então metam lá uma boneca insuflável"!

Como é que a uma pessoa que assim "pensa" e assim se comporta, pode ser dado tempo de antena em qualquer televisão minimamente responsável?

Ao contrário do que alguns pretendem fazer crer - e como sublinhou Mário Soares - esta questão não tem nada a ver com liberdade de imprensa ou com a falta dela. Trata-se, simplesmente, de um acto e de uma imperativa decisão administrativa, e de bom senso democrático.

Como é que alguém, ou algum programa, a coberto da liberdade de imprensa, pode impunemente acusar, sem provas, pessoas inocentes? É que a liberdade de imprensa não é um valor absoluto, tem os seus limites, implica também responsabilidades. E quando se pisa esse risco, está tudo caldeirado. Há, no entanto, uma coisa que falta: uma explicação totalmente clara e convincente por parte da administração da TVI, que ainda não foi dada.

Vale também a pena considerar os posicionamentos político-partidários de MMG e do seu marido.

J. E. Moniz tem, desde Mário Soares, um ódio visceral ao PS. Sei do que falo. MMG foi deputada do CDS na AR. Até aqui, nada de especialmente especial.

O que já não está bem - e é criminoso - é que ambos se sirvam de um telejornal para impunemente acusarem pessoas inocentes, sem quaisquer provas, instilando insinuações e induzindo suspeições.

Ainda mais reles é o miserável aproveitamento partidário que, a começar no PSD e em M. F. Leite, e a acabar em Louçã e no BE, está a ser feito. Estes líderes políticos, tal como Paulo Portas e Jerónimo de Sousa, sabem muito bem, que nem Sócrates nem o governo tiveram qualquer influência no caso TVI. Eles sabem isto. Mas Salazar dizia: "O que parece, é"!

E eles aprenderam.

- 1984. Eu era, então, administrador da RTP. Um dia a minha secretária disse-me que uma das apresentadoras tinha urgência em falar comigo: - "Venho pedir-lhe se me deixa ir para a informação, quero ser jornalista"! Perguntei-lhe se tinha algum curso de jornalismo. Não tinha. Perguntei-lhe se, ao menos, tinha alguma experiência jornalística, num jornal, numa rádio... Não tinha. "O que eu quero é ser jornalista"! Percebi que estava perante uma pessoa tão determinada quanto ignorante. E disse-lhe: "Vá falar com o director de informação; se ele a aceitar, eu passo-lhe a guia de marcha e deixo-a ir". A magricelas conseguiu. Dias depois, na primeira entrevista que fez - no caso, ao presidente do Sporting, João Rocha - a peixeirada foi tão grande que ficou de castigo e sem microfone uma data de tempo.

P.S. - A jovem apresentadora chamava-se Manuela Moura Guedes.

E se eu soubesse o que sei hoje...

[O Ribatejo, José Nisa]



Publicado por Rutilio às 21:16 de 16.09.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Haja bom senso

É espantoso o que ocorre nos dias que passam. Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, Aguiar Branco, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa e outros, acolitados por uma mão cheia de jornalistas e ‘opinion-makers’, têm vindo a desenvolver uma infame campanha para tentar consolidar uma, mais uma, conspiração segundo a qual está em curso um processo de "asfixia democrática".

Erguem-se estas almas para chorar o fim de um jornal televisivo, que, de forma sistemática, violou leis da República e, ao mesmo tempo, espezinhou os códigos ético e deontológico. Deixam assim o seu nome ligado e comprometido com os abusos praticados por Manuela Moura Guedes, em que o bom--nome das pessoas era aviltado e posto em causa com prepotência e sem hipótese de defesa das vítimas, com uma prática insuportável de sonegação de informação, de adulteração da verdade, de manipulação dos factos.

Se com Paulo Portas isto não surpreende por tudo o que fez de absurdo no ‘Independente’, já custa a acreditar que os outros afinem pelo mesmo diapasão. É inquestionável que a decisão da administração da TVI liderada por Cebrian, um nome de referência do jornalismo internacional, é um acto de gestão. A Administração da TVI, legitimamente, limitou-se a não contemporizar como reinício do regabofe das sextas-feiras. [Correio da Manhã, Emídio Rangel]



Publicado por JL às 00:07 de 08.09.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

A estupidez não tem limites

O Jornal Nacional da TVI não gostava de José Sócrates e o afecto era retribuído. A vantagem é que quem frequentava aquela hora já sabia ao que ia: não era possível ter um olhar neutro, até porque o que era oferecido não era um produto jornalístico, assente em factos e no contraditório. Mas essa é outra história, que tinha, aliás, a vantagem de ser clara. A três semanas de eleições, a decisão de pôr fim ao regresso anunciado de Manuela Moura Guedes aos ecrãs é uma decisão notável, que não se percebe a quem convém. Comercialmente não faz sentido que a Media Capital abdique de um programa líder de audiências e politicamente Sócrates sai prejudicado pela percepção de que afinal há "asfixia democrática". Mas, convenhamos, uma televisão privada é uma empresa, em que também há relações hierárquicas. Ora o que poderá uma administração fazer quando uma funcionária se entretém a conceder declarações à imprensa que colocam manifestamente em causa a autonomia das decisões da administração? Pois foi isso que fez Moura Guedes ao dizer, textualmente, que "só se fosse alguém muito estúpido" é que a tirava do ar. Entre fingir que não ouviram ou agir em conformidade face a uma chantagem, a administração agiu. É, no mínimo, estúpido e inoportuno. [Arquivo, Pedro Adão e Silva]



Publicado por JL às 00:03 de 06.09.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A padeira de Queluz de Baixo

Ou estou muito enganado ou num dos próximos dias o Público terá como notícia de primeira página “Sócrates aliciou assessor de Cavaco”, também aposto que o assessor em causa foi o tal que se lembrou de queixar ao mesmo jornal que os assessores de Belém estavam a ser vigiados pelo governo.

Só mesmo o tal assessor anónimo é que teria imaginação suficiente para se lembrar de aconselhar Sócrates a pedir à Media Capital o fim do jornal da dona Moniz. Se Sócrates tivesse dado tal passo, agora que Manuela Moura Guedes já tinha convencido quem tinha a convencer, teria dado um tiro do pé, em vez de ser criticado por ingerência na linha editorial da TVI, deveria ser demitido compulsivamente de secretário-geral do PS.

Mas o facto é que a Media Capital se livrou de Manuela Moura Guedes e nem teve de lhe pagar os três milhões de euros que o marido embolsou quando saiu da estação de televisão. Mas pelos vistos a indemnização paga a Moniz não previa o fim do controlo da estação pela família Moniz, isso viu-se na despedida, quando Moniz tentou condicionar a linha editorial da informação da estação ao dizer que o fim do jornal da esposa seria uma desgraça. A família estava tão arrogante e convencida que a própria Manuela chamou estúpidos aos patrões.

A verdade é que a indemnização paga a Moniz não incluía a demissão do seu fantasma mais a esposa, ao longo de anos o Eduardo Moniz comportou-se como patrão da estação, cultivando o culto da personalidade, a sua arrogância chegou ao ponto de ter usado a estação para tentar derrubar um governo legítimo do país.

Se a Media Capital pôs fim a um programa que visava objectivos políticos que ultrapassavam o que se espera de um telejornal fez muito bem, só pecou por ter tomado a decisão de forma tardia e num contexto em que acaba por provocar mais prejuízos do que a sua manutenção. Compreende-se que o PS tenha ficado incomodado com a decisão, foi o grande prejudicado. Compreende-se também a reacção incrédula das virgens da oposição pois mesmo sabendo que a informação da dona Moniz era um nojo isso favoreça-os.

Entretanto o país ganhou mais uma heroína da liberdade, uma Manuela Moura Guedes que muito brevemente vai ser promovida a mais uma padeira em luta contra os castelhanos da PRISA (por ironia do destino a sede da estação até fica numa rua de nome Castelhano, mais precisamente na Rua Mário Castelhano), a Padeira de Queluz de Baixo. [O Jumento]



Publicado por JL às 00:03 de 05.09.09 | link do post | comentar |

O primo "Gordo"

Mais uma vez o cobarde e hipócrita anonimato serve para criar factos políticos. A TVI abriu o seu jornal com a peça rasca que a Manuela Guedes queria apresentar. A peça é toda baseada em informações dadas por arguidos anónimos que podem ou não existir. É a teoria dos jogos, ninguém sabe quem foi e ninguém pode desmentir a veracidade dos factos.

Descobriu-se agora, ao fim de mais de cinco anos de investigação, que há um primo gordo. Já foi o tio, o outro primo, o buldogue do tio, a mãe e é agora o primo gordo, alvo de emails sem prova de existência real. Verdade é só a encenação e os bonecos dos emails desenhados na TVI.

Nunca o capital estrangeiro desceu tão baixo em Portugal. E qual o objectivo da Prisa?

Derrubar o Primeiro-Ministro? Para quê? Ou mostrar apenas como era rasca e estúpida a peça da Guedes?

A não ser isso, a única justificação seria a de Manuela Ferreira Leite ter prometido um generoso empréstimo de 2 mil milhões de euros por parte da Caixa Geral de Depósitos se vier a ser primeira-ministra.

Posso dizer que fonte anónima do PSD confirmou essa promessa. Em termos de anonimato qualquer um pode dizer o que lhe apetece, mas jornalismo não é escrever uma péssima ficção literária. Jornalismo é relatar factos reais baseados em fontes credíveis e susceptíveis de serem provadas. A fonte anónima faz do jornalismo uma vergonha e reduziu a TVI a um zero absoluto em termos de credibilidade e seriedade. Contudo, a ficção não deixa de ser curiosa e é interessante ver até que ponto é que a intolerância e o ódio político podem levar as pessoas a fazerem tábua rasa da ética.

Ficção & Realidade

Da longa entrevista que a procuradora Cândida Almeida, directora do DCIAP e responsável pela investigação do Caso Freeport, deu a Judite de Sousa (RTP), retive duas passagens muito esclarecedoras:

1. Grande parte do que passa por fugas de informação são meras invenções. Exemplo: as autoridades inglesas em nenhuma circunstância solicitaram informação sobre as contas de José Sócrates.

2. Cândida Almeida não viu (e não quer ver) o famoso DVD, o qual, aliás, não consta do inquérito. Os outros magistrados que investigam o caso também não.

Gostava de ver os jornais de amanhã a sublinhar estes pontos, por muito que lhes custe dar o braço a torcer. Afinal, foi com base neles que o Caso Freeport virou questão de Estado.

[Da Literatura, Eduardo Pitta]

Canal História

Em 1980, ano de eleições legislativas, era então Francisco Sá Carneiro primeiro-ministro, a Oposição resvalou para a «luta policial» (em vez da luta política). O Diário, jornal do PCP, foi o primeiro a lançar a campanha das alegadas dívidas de Francisco Sá Carneiro à banca (à mistura, envolveram a sua vida pessoal e privada ao barulho) e insistiu no tema até à exaustão. Em meados de Agosto, na RTP – não haviam mais canais e tinha acabado de estrear o colorido – Sá Carneiro defendeu-se do «combate larvar» que lhe moviam. Em Outubro, a AD obteve a segunda maioria absoluta.

[Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos, Tomás Vasques]



Publicado por DD às 22:55 de 04.09.09 | link do post | comentar |

Do passado



Publicado por JL às 22:07 de 04.09.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Liberdade de expressão

O antigo presidente da Media Capital, Miguel Pais do Amaral, disse hoje que caso tivesse continuado na empresa o Jornal de Sexta «nunca teria existido»

Moura Guedes não permitiu que mais nenhuma peça fosse utilizada. A ainda subdirectora de informação recusou também que a apresentação do Jornal Nacional de hoje fosse feita por Júlio Magalhães, o único pivot experiente da TVI que se tinha proposto a fazê-lo.

Miguel Paes do Amaral, antigo dono da TVI, critica a informação da estação de Queluz e defende a decisão da administração de acabar com o jornal apresentado por Moura Guedes. “Era algo que se esperava que acontecesse há algum tempo. Aquele noticiário ultrapassava tudo o que era admissível.

O ex-editor da TVI Paulo Simão acusou hoje José Eduardo Moniz de lhe ter exigido que "alinhasse" o seu Jornal da Tarde pelo jornal de sexta-feira, de Manuela Moura Guedes, ordem que o levou a sair da estação.



Publicado por JL às 22:02 de 04.09.09 | link do post | comentar |

Fizeram o que tinham que fazer

 

«Só se fossem muito estúpidos é que me tiravam do ar!»



Publicado por JL às 00:05 de 04.09.09 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Manuela Moura Guedes faz "jornalismo reprovável"

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considera reprovável o desempenho da jornalista Manuela Moura Guedes na condução do "Jornal Nacional - 6ª", na sequência da discussão que a apresentadora teve em directo com o bastonário da Ordem dos Advogados.

"Consideramos esta forma de estar no jornalismo e de fazer jornalismo reprovável", afirmou o presidente do Conselho Deontológico (CD), Orlando César.
"O Conselho Deontológico não pode deixar de reprovar o desempenho de Manuela Moura Guedes na condução do 'Jornal Nacional - 6.ª feira' e concitar a própria e a direcção da TVI ao cumprimento dos valores éticos da profissão", refere o órgão em comunicado.
Numa reunião realizada hoje, os membros do CD analisaram a emissão de 22 de Maio do "Jornal Nacional", em que a jornalista Manuela Moura Guedes e o bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, tiveram uma discussão em directo.
Considera-se inaceitável que, para além de outros aspectos, na apresentação das notícias, o jornalista confunda factos e opiniões e se exima da responsabilidade de comentar as notícias com honestidade", refere o comunicado, acrescentando ainda que "os pivôs devem estar claramente conscientes de qual o seu papel, se o de 'entertainer' ou o de jornalista, não devendo confundir o conflito e o espectacular com a importância das notícias".
Para os membros do CD, os jornalistas que conduzem telejornais, "devem abster-se de introduzir apartes, comentários, expressões e recorrer à linguagem não oral, susceptíveis de conotarem e contaminarem o conteúdo informativo, comprometendo a própria isenção dos profissionais que, conjuntamente, trabalham naquele espaço de informação".
Na nota, o CD sublinha ainda que os jornalistas "não podem substituir a acutilância pela agressividade", e devem "permitir que os seus entrevistados expressem os seus pontos de vista com serenidade e não sejam apenas convidados a participar num espectáculo de enxovalho, em que eles são as vítimas". [Diário de Notícias]

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Publicado por JL às 23:11 de 29.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Os Bocaças da TVI

ERC reprova actuação da TVI em peças do Jornal Nacional de sexta

O Conselho Regulador da ERC deliberou "reprovar a actuação da TVI nas situações objecto de análise na presente deliberação, por desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística". Em causa estão sete peças de três edições do Jornal Nacional de sexta da TVI, que foram analisadas pelos serviços técnicos da ERC depois de terem sido apresentadas 13 queixas na ERC sobre essas edições do serviço noticioso. Todas as queixas têm como elemento comum o facto de acusarem a TVI de violar deveres ético-legais do jornalismo, designadamente de falta de rigor e de isenção, em peças jornalísticas que apresentam o Primeiro-Ministro ou outras pessoas ligadas ao Governo e ao PS como protagonistas.
Na deliberação, o Conselho Regulador considerou "verificada, à luz da análise efectuada, a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela presunção de inocência dos visados nas notícias (tal como resulta do artigo 14.º, n.º 2, alínea c) do Estatuto do Jornalista)". Afirma ainda o Conselho que a TVI se afastou de alguns princípios expostos no seu Estatuto Editorial, a cujo cumprimento se encontra vinculada, e onde se compromete "a observar, nomeadamente, nos seus programas de Informação, regras estritas de honestidade, de isenção, de imparcialidade, de pluralismo, de objectividade e de rigor".
Assim, o Conselho Regulador da ERC decidiu "instar a TVI a cumprir de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção jornalísticas, aqui se incluindo, nomeadamente, o dever de demarcar "claramente os factos da opinião" (artigo 14.º, n.º 1, alínea a) do Estatuto do Jornalista)".
O Conselho Regulador não deixa de "reafirmar, sem prejuízo do antes exposto, o papel desempenhado pelos órgãos de informação nas sociedades democráticas e abertas como instâncias de escrutínio dos vários poderes, designadamente políticos, sociais e económicos". [ERC]
 
José Eduardo Moniz garante que vai manter práticas da TVI
O director-geral da TVI garantiu que a estação vai manter as suas práticas de produção de notícias, reagindo a uma deliberação do organismo regulador dos media que acusa o canal de misturar factos com opinião.
"As práticas em vigor no que diz respeito à produção de notícias, bem como a trabalhos de investigação, manter-se-ão, no respeito por aquilo que são os padrões de independência, profissionalismo e rigor que tornaram os jornais da TVI nos serviços informativos mais procurados pelos portugueses", avançou José Eduardo Moniz em comunicado hoje divulgado.
A posição do director-geral visou reagir a uma deliberação divulgada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que reprovou "a actuação da TVI" em várias edições do "Jornal Nacional" e instou a estação a cumprir "de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção jornalística".
Os membros do conselho regulador consideraram que a TVI deve "demarcar 'claramente os factos da opinião'", como determina o Estatuto do Jornalista.
Uma deliberação que José Eduardo Moniz disse não o ter surpreendido por este organismo se tratar "de um órgão que resulta da vontade dos partidos políticos". … [Jornal de Notícias]

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Publicado por JL às 22:59 de 28.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Corporativismos

Dentro do conceito de liberdade, um dos segmentos que mais estimo é o que respeita à liberdade de imprensa. Neste em especial, porque forma opinião, o seu exercício tem de ser enquadrado na responsabilidade, na ética e na isenção e seguir a deontologia estabelecida.

Não é pelo facto, ou não deveria ser, das notícias estarem sujas de tinta das rotativas que os jornalistas podem esquecer os princípios e os códigos de referência que os norteiam.
Vem isto a talhe de foice para recordar um acontecimento, já requentado, que se deixou maturar na esperança de o ver relatado, mas que a classe envolveu em blackout total.
O bate-papo esgrimido na passada semana entre Manuela Moura Guedes e Marinho Pinto não foi relatado nem analisado na comunicação social e não fosse a W2 com as suas funcionalidades, You Tube, redes sociais e blogs, teria morrido ali mesmo. A estação encerrou-o nas catacumbas da TVI, não o deu ao prelo nem ao formato electrónico e o silêncio absurdo tratou-o como se nunca tivesse acontecido.
Tivesse Marinho Pinto dito o que disse a outro interlocutor advogado, político, informático ou médico, as primeiras páginas não perdoavam e as colunas de opinião publicada não refeririam outra coisa. Como a questão se passou com uma jornalista nada sobrou.
Afinal há corporações onde a auto-censura se revela e se esquece o mesmo dever de informar sempre evocado em casos semelhantes, desde que com outros actores.
George Orwell continua actual. [LNT, A Barbearia do Senhor Luís]


Publicado por JL às 15:59 de 27.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O silêncio dos culpados

O episódio televisivo que envolveu na passada 6ª feira, durante o telejornal nocturno da TVI, a jornalista Manuela Moura Guedes e o bastonário António Marinho Pinto, não foi um acontecimento banal ou passageiro. Pode dizer-se, sem hipérbole, que em 35 anos de democracia, raras vezes se viu verbalizada uma acareação tão directa de critérios acerca do modo de informar e de fazer jornalismo. Concorde-se ou não com o estilo ou com algumas das atitudes públicas de Marinho Pinto, a verdade é que este, servindo-se na perfeição da mesmíssima estratégia retórica, e da mesmíssima agressividade, habitualmente utilizadas pela sua entrevistadora, questionou ali com frontalidade a transformação sistemática do trabalho informativo num libelo acusatório lançado sobre quem se entrevista ou sobre muitas das pessoas às quais se refere.

Bastante mais significativo que o episódio em causa é, porém, que um tal momento de televisão – no qual, aliás, escorreu esse «sangue» tão ao gosto de um jornalismo que tem vindo a fazer escola e do qual Moura Guedes é um dos rostos mais conhecidos – esteja a correr na blogosfera à velocidade da luz enquanto é completamente ignorado pelos jornais nacionais e pelas televisões. O néscio e «bigbrotheriano» corporativismo jornalístico que está por trás desta exclusão, silenciando ou minimizando os argumentos de quem ousa discutir critérios e estilos no modo de informar, é um perigo para a democracia.
Deve ser uma causa nossa denunciá-lo e combatê-lo. [Rui Bebiano, A Terceira Noite.via Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos]

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Publicado por Otsirave às 15:51 de 25.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

A senhora com a boca grande

… Numa mesma semana duas personalidades chamaram jornalismo miserável ao jornalismo da família Moniz cuja cara principal é Manuela Moura Guedes, aquela senhora com a boca grande e lábios muito inchados, que é pivot do jornal de sexta-feira da TVI. Primeiro foi Henrique Monteiro, director do Expresso, depois foi Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados. Em relação ao director do Expresso a família Moniz ficou calada pois não teve coragem de se meter com um grupo que também tem televisões, já quanto a Marinho Pinto é de esperar que a distinta família tudo faça para o destruir, quem se mete com os Monizes da 4 leva. … [O Jumento]


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Publicado por JL às 17:27 de 24.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Marinho Pinto: "Você faz um péssimo jornalismo"

Em entrevista dada à TVI, o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, ao ser apelidado de “bufo” por Manuela Moura Guedes, respondeu violentamente à jornalista afirmando: “você não tem autoridade nenhuma para emitir juízos de valor acerca do que se passa na justiça”, e continuando no mesmo tom, acusou a jornalista de fazer um “péssimo jornalismo” que “viola sistematicamente o código deontológico”.
A entrevista não acabou sem Marinho Pinto afirmar que “se você me quiser fazer uma entrevista decente eu estarei disponível, mas esta estação devia ter aqui uma jornalista decente e não alguém que deturpa constantemente as regras do jornalismo”. [Diário de Notícias]

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Publicado por JL às 00:31 de 23.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

O Grupo Prisa não Pode Pagar a Dívida de 1,95 mil milhões de euros

O grupo capitalista espanhol Prisa que detém a “Média Capital”, por sua vez, proprietária da TVI está a atravessar uma grave crise financeira.

As dívidas do grupo Prisa de 1,95 mil milhões de euros estão a vencer os seus prazos e este terá de os renegociar com os bancos credores, Naxitis e BNP Paribas de França, o que passa pelo pagamento de parte da dívida, só possível pela venda total ou parcial de muitas das participações em dezenas de empresas do grupo.
A “Média Capital” é um investimento que os dirigentes do grupo dizem ser estratégico, mas os analistas admitem que 20 a 30% do respectivo capital está mesmo à venda. Os jornais do grupo tendem a vender menos e a acumular prejuízos, pelo que as estações de televisão ainda valem alguma coisa enquanto não se desvalorizarem de todo. Em Espanha, o governo Zapatero já cedeu à chantagem do grupo e outros empresários privados de televisão e acabou com a publicidade na televisão estatal TVE. Os bancos franceses estão a exigir garantias de valor superior ao das dívidas para as renegociar, considerando a possibilidade de os activos do grupo virem a perder valor nos próximos tempos.
O grupo Prisa cometeu o erro de adquirir por OPA a empresa televisão por cabo Sogecabe, tendo pago um valor superior ao actual, pelo que vai vender a empresa “Digital Plus” e o grupo “Santillana”, além de dispersar parte do capital de “Média Capital” em bolsa ou vender uma tranche importante a algum investidor interessado.
No último trimestre de 2008, o grupo Prisa apresentou resultados muito maus, o que levou já a mudanças na direcção da respectiva “holding”.
José Eduardo Moniz, o administrador da TVI, recebeu ordens de Espanha para reduzir em 14% a massa salarial da sua estação, o que, de resto, é uma ordem dos bancos credores para todo o grupo Prisa. Assim, o homem que fez da sua profissão um combate pessoal contra José Sócrates e da TVI a arma fundamental para isso vai estar a braços com a redução salarial e irá, provavelmente, encontrar-se com novos administradores da “Media Capital” no caso de haver comprador para parte das suas acções.
A “Média Capital” já foi de Paes do Amaral que a teve de vender para pagar as dívidas contraídas com a aquisição da parte detida por um gigante americano dos seguros de saúde. Esse grupo é proprietário de grandes empresas de seguros privados de saúde nos EUA e noutros países, além de investir muito em meios de comunicação, nomeadamente em televisões. A aquisição da TVI começou por ser um meio para o grupo de se lançar activamente nos seguros de saúde em Portugal. Mas, verificou que o Serviço Nacional de Saúde funciona regularmente, pelo que os seguros de saúde não podem ser muito caros. Claro, não souberam fazer bem as contas que resultam da mistura do seguro privado com o SNS. Os médicos privados receitam os medicamentos para o SNS pagar e o seguro privado só paga a consulta. Os americanos não compreenderam o sistema e acreditaram que um sistema privado só funcionaria se o desconto para a Segurança Social deixasse de existir e isso só aconteceria se o SNS não deixasse de pagar o quer que fosse oriundo do exercício da medicina privada.
De qualquer maneira, a TVI quando foi parcialmente adquirida pelo grupo americano de seguros de saúde iniciou uma campanha violenta contra o SNS de modo a criar um mercado para os seguros privados. Quer dizer, não se tratou de jornalismo de relato de casos de doenças, mas sim de uma estratégia organizada para obter objectivos completamente exteriores a uma estação de televisão ou à actividade jornalística. Nessa altura, o casal Moniz esteve totalmente vendido a interesses americanos que pagavam bem. Agora, na campanha contra Sócrates, estão obviamente vendidos a quem lhes está a pagar bem por isso. Quem será? Eis a questão fundamental.


Publicado por DD às 13:24 de 09.05.09 | link do post | comentar |

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