De Má, não, in- JUSTIÇA e Legal...tuga. a 26 de Fevereiro de 2015 às 10:25
PGR / Ordem dos Advogados

"BASTONÁRIA DOS ADVOGADOS CONFRONTA A PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA

A bastonária da Ordem dos Advogados, Elina Fraga, usa da ironia para reagir à entrevista à Renascença/"Público" da procuradora-geral da República [vídeo 1]. Na entrevista, Joana Marques Vidal disse esperar que a bastonária colabore "activamente num inquérito que foi instaurado na sequência das suas declarações" à Renascença, em Janeiro, nas quais disse que o Ministério Público (MP) violou o segredo de Justiça no caso que envolve José Sócrates [vídeo 2].
Elina Fraga, Bastonária da Ordem dos Advogados, a esfregar na cara da dissimulada PGR a abundante porcaria consentida que existe no MP e que esta esconde: "Vou ter muito gosto em prestar declarações no âmbito desse inquérito e demonstrar à PGR que se viola diariamente o segredo de Justiça, que se comete esse crime à vista de toda a gente e que muitas vezes é a própria investigação criminal a violá-lo". "Já que a senhora PGR foi tão célere a abrir um inquérito com base nas declarações que eu prestei, devo dizer que a senhora PGR diz que há advogados e órgãos de polícia criminal a violar o segredo de Justiça. E naturalmente que a Ordem dos Advogados vai fazer aquilo que a senhora PGR fez: extrair certidão das declarações da senhora PGR e pedir ao Ministério Público que convoque a senhora PGR para dizer no processo quem são os advogados que violam o segredo de Justiça." E se a PGR acusa que há advogados que violam o segredo de justiça, "a PGR tem que identificar os advogados que alegadamente violam o segredo de Justiça, sob pena de pôr em causa o bom nome e a reputação de toda a advocacia portuguesa e isso, enquanto bastonária, não vou consentir". Elina Fraga defende que as declarações que prestou à Renascença, a propósito do caso Sócrates, não foram feitas "de forma inconsciente e precipitada", porquanto "é evidente que, quando num processo ainda não há arguidos e advogados constituídos, apenas a investigação criminal, os órgãos de polícia criminal, os magistrados do MP podem violar o segredo de Justiça". Ora como é sabido a defesa de José Sócrates não teve até agora acesso ao processo, e a Procuradora - Geral da República tem a sua batata a assar ao afirmar com leviandade que são os advogados que promovem a violação do segredo de justiça, quando inequivocamente são os agentes judiciários que têm o processo à sua guarda que fornecem ao Correio da Manha e outros pasquins, algumas peças do processo publicadas nas suas páginas que não passam de delirantes presunções e sem que alguma vez tenham desmentido de não pertencerem ao processo. A responsabilidade principal da fuga (eu digo cedência) de informação, é do procurador Rosário Teixeira e do juiz Carlos Alexandre, que têm todo o interesse na campanha que exercem na praça pública no sentido de criar na opinião pública a ideia de culpabilidade de Sócrates, quando se sabe que estão em dificuldades de disso fazerem prova, pois até a este momento não foram capazes de fazer uma acusação sustentada em provas. José Sócrates continua na prisão sem culpa formada, o que configura um caso meramente político, face à proximidade das eleições e para dele fazerem uso como, aliás, está já a ser feita, com vista a impedir que a esquerda obtenha uma vitória nas eleições e corram com a escumalha que tanto mal tem feito ao país e aos portugueses.
Vídeo 1: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=179454]. Vídeo 2: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?did=176783 fonte: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=179528 _____
OBS: Pessoalmente estou sempre e inequivocamente dos lado dos eleitos, como é o caso de Elina Fraga que foi eleita em Assembleia pela larguíssima maioria dos advogados para os representar como Bastonária da sua Ordem. Já Joana Marques Vidal, foi simplesmente nomeada pela ministra da Justiça do PSD, Paula Peixeira da Cruz, e confirmada no cargo por Velhaco Silva do PSD, ocupante do palácio de Belém. A actual PGR faz parte duma família encostada aos interesses ideológicos laranjas e é filha do juiz jubilado José Marques Vidal, director da Polícia Judiciária nos governos de Cavaco Silva, e que não esconde a sua antipatia pelo regime democrático: “Há uma classe que eu abomino. É a classe dos políticos” (1). .


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