De Do 8 ao 80 : na Justiça, Polícia, Educaç a 26 de Fevereiro de 2015 às 11:00
Bravo!
( Paulo Pinto, 23.02.15, Jugular)

"O polícia entrou na sala de aula sem avisar. E disse:
«ninguém sai do lugar! mochilas no chão! E mãos em cima da mesa!».
Depois esperámos uns 10 minutos, sem nos mexermos e sem dizer nada, havia colegas minhas assustadas, ficámos ali que tempos com as mãos em cima da mesa sem saber o que fazer.
Depois entraram uns cães e cheiraram tudo.
O polícia saiu mais os cães e nós ficámos com caras de parvo, sem saber o que fazer.
Lá fora, viemos depois a saber, estavam várias carrinhas da polícia a revistar toda a gente, o X foi revistado e foi assim em todas as salas.
E noutras escolas do agrupamento também.
Foi um bocado assustador, pai, e nem sei bem para que serviu um aparato daqueles".
... ... ...

.... :
a questão aqui, quanto a mim, tem a ver com o procedimento.
A polícia não pode entrar numa sala de aulas com o aparato descrito e fazer uma rusga,
ainda por cima a menores, sem o consentimento ou, pelo menos, o conhecimento dos responsáveis.

A menos que haja suspeita de estar a ser perpetrado um crime, que haja indícios flagrantes ou pedidos de ajuda.
Parece-lhe que isso aconteceu? Ou foi apenas uma intervenção preventiva, dissuasora e de demonstração de força?

-----:
E havia mandato judicial?
Não havendo, teria de ser a direcção da escola a autorizar e, tendo sido este o caso, terá que justificar tal decisão aos pais, caso estes exijam explicações.
E estas buscas não incluem por exemplo as mochilas, pois são propriedade dos alunos e só estes (ou os seus pais, se tiverem menos de 16 anos) poderão autorizar.
Mas como parece que, ultimamente, andamos numa de recordar os velhos tempos do estado policial, já anda me espanta...

---Pinto:

A polícia neste caso fê-lo, pelos vistos, a convite da própria escola.
Mas então fique a saber que até pode entrar, revistar e fazer buscas às mochilas, e,
pasme-se, à sua residência,
pasme-se ainda mais, durante a noite e sem mandado judicial.

Convém as pessoas perceberem a enorme alteração que foi introduzida em 2007 (pela mão do então primeiro-ministro...) em relação às buscas, principalmente às buscas domiciliárias.
Foi do 8 para o 80.
Mas as pessoas ainda pensam que vivem no 4.

(nota: achei e acho que o alargamento da competência dos órgãos de polícia criminal, no que concerne às buscas domiciliárias, foi exagerado)


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres