2 comentários:
De Remunerações de Func.Púb. de 1ª e 2ªe... a 3 de Junho de 2015 às 15:43
Um pouco mais de decência política, sff


(-por Vital Moreira 3/6/2015, http://causa-nossa.blogspot.pt/ )

Aumentar agora a remuneração dos juízes quando todas as outras remunerações no setor público vão continuar congeladas é uma exceção inadmissível (tanto mais que elas não são propriamente baixas) .
Seria ainda mais injustificável se se mantivesse o regime excecional de pensões dos juízes,
que não obedece às regras normais do sistema de pensões (no caso dos juízes o aumento das remunerações arrasta a subida automática das respetivas pensões).

O que é de estranhar desde logo é que a proposta tenha sido feita pela Ministra da Justiça. Imagine-se que todos os demais ministros apareciam na véspera de eleições com propostas de elevação dos remunerações dos funcionários do seu setor específico (o ministro da Defesa em relação aos militares, o Ministro da Administração Interna em relação aos polícias, o ministro da Educação em relação aos professores, etc.).
Há propostas que ficam a dever pouco à decência política.

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Entretanto outros corpos de Funcionários públicos "especiais" também foram contemplados com aumentos/melhorias/ descongelamento... :
os do Fisco/Finanças; os militares; (os diplomatas, ...)

Enquanto, os funcionários púb. de 2ª, nomeadamente os de "carreiras gerais" continuam a sofrer (mais do que os outros)...

Isto não é ser contra o aumento de remunerações (nessas carreiras), mas sim contra a discriminação negativa (da generalidade dos trabalhadores " de 2ª", porque desunidos não conseguem obter igual tratamento nem melhorar a sua remuneração e condições de trabalho);
até porque a vida está mal para todos os trabalhadores (e pensionistas e pior ainda para desempregados...)


De Func.Púb. congelados e maltratados a 17 de Abril de 2015 às 12:14
Congelamentos das progressões

Nesta história dos cortes salariais na função pública, há uma coisa que me incomoda muito mais do que a redução salarial: o congelamento das carreiras e das progressões. Há muitos funcionários públicos que foram promovidos e que não tiveram o respectivo aumento na remuneração. São avaliados com excelente e os pontos não são convertidos em aumentos salariais.


Tal leva, por exemplo, a que funcionários com a mesma categoria profissional de outros colegas (mais antigos), com exactamente as mesmas funções, tenham salários inferiores. É, parece-me, uma violação clara do preceito constitucional segundo o qual ao mesmo trabalho deve corresponder o mesmo salário.


Que sentido faz trabalhar com afinco para ter boas avaliações, ou para ser promovido, se depois não se é recompensado minimamente por isso? É este congelamento, e não propriamente o corte das remunerações, que está a minar todos os incentivos na função pública. Isto é um incentivo óbvio a que os mais capazes saiam.

(-por Luís Aguiar-Conraria ,http://destrezadasduvidas.blogspot.pt/2015/04/congelamentos-das-progressoes.html#comment-form )


--- Rui
Na teoria talvez seja assim.
Mas na realidade os mais capazes também não têm para onde sair.
Não existem propriamente empregos no privado em Portugal à espera dos descontentes na maioria carreiras dos FP.
Quem acaba por sair são os mais capazes, são os menos avessos ao risco o que não é necessariamente a mesma coisa.

A mim na história dos cortes salariais o que me incomoda mais é que alguns dos principais RESPONSÁVEIS, os reguladores em especial e os dirigentes de topo, continuam sem ser muito afetados pelos cortes e com salários totalmente desproporcionados para a realidade portuguesa, bastante superiores aos do PR.

--C. Duarte
O corte de salários na função pública é problemático por diversos motivos, começando pelo facto de
sendo uma boa medida no curto prazo
é uma má medida no médio
(i.e. a justificação no curto prazo não serve para prazos maiores).
Mais,
não se compreende que os cortes tendo sido feitos com base numa comparação de funções entre público e privado (o que é justo),
estes tenham incidido principalmente nas bandas salariais onde existia equivalência ou mesmo desvantagem.
Eu sei que é impopular dizer que um "assistente operacional" ("indiferenciado", para as pessoas como eu que são do privado) deveria ganhar o SMN ou pouco mais, como acontece no privado -
mas a realidade é essa e os estudos nesse sentido são vários:
o principal problema salarial ou mesmo de pessoal na função pública está nas carreiras de base e não nas técnicas ou nas superiores.

Quanto à progressão na carreira, há duas questões:
uma, é a progressão horizontal, por tempo de serviço.
Sinceramente não me choca nada que a mesma seja congelada - se alguém (e vamos pegar no caso académico) é um prof. auxiliar, devia ser indiferente sê-lo há 2 anos (após efectivação do contrato - dou de barato os convidados ganharem menos) ou há 20.
Mas se esse alguém passa a Associado (ou agrega), não faz sentido manter o salário anterior.
É uma desconsideração e corresponde "civilmente" aos graduados das forças armadas (que têm a sua razão de ser e que não é aplicável na vida civil).

--LAC
Já não existe progressão com base em tempo de serviço.
Agora é com base em pontos. Todos os anos é-se avaliado.
A cada avaliação corresponde um determinado número de pontos.
Quando se passa um dado patamar, passa-se para o escalão seguinte.
(mas agora) Isso está congelado.
... !!!


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