2 comentários:
De Unir e Lutar para Vencer. a 30 de Maio de 2016 às 15:06
----- Estivadores sobre o acordo


Todos por todos vencemos uma batalha, mas sabemos bem que todos por todos faltam muitas mais.

Porque os acordos só se festejam quando se concretizam e porque outros estivadores dos outros portos do país
e trabalhadores dos mais variados sectores continuam sujeitos à violência dos patrões,
mantemos o chamado para que no dia 16 de Junho nos somemos numa manifestação, às 18h, do Cais do Sodré à Assembleia da República.

Cumpriremos com a nossa palavra, como sempre o fizemos,
mas queremos celebrar o acordo assinado hoje num dia que seja também um marco na
luta contra a precariedade,
com o braço dado com a parte do país que se levantou ao nosso lado em defesa dos nossos direitos e em defesa do porto de Lisboa.

O tempo das vidas precárias, sem segurança, com salários de miséria e sem dignidade tem que acabar.
A vitória, para ser vitória, tem que ser nossa além das palavras.
A vitória, para ser vitória, tem que ser de todos.

À Luta!


Sindicato dos Estivadores no Facebook
(via http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/ 28/5/2016)


De Todos por Todos, dignidade e trabalho. a 30 de Maio de 2016 às 14:39
Precariedade é Escravatura
FLEXISEGURANÇA - Uma proposta a propósito do despedimento de estivadores profissionais e a contratação fraudulenta de precários

---- Há flores no cais
Um novo blogue ( https://hafloresnocais.wordpress.com/ )
criado por um grupo de mulheres de estivadores que tentam assim, na primeira pessoa, relatar o que verdadeiramente se passa nas suas vidas durante a luta que esta a ser realizada para se conseguir melhores condições de trabalho no sector portuário. Queremos com isto mostrar que os estivadores também têm famílias, esposas e filhos… que são eles o suporte financeiro das famílias e que neste momento estão sem poder trabalhar, com salários em atraso e outros sem qualquer salário. Falamos aqui na 1ª pessoa.
... «“Tenho orgulho em ver esta classe de estivadores unida e a lutar pelos postos de trabalho, pelo seu semelhante e pelo país”, por Lina Vinagre»...

---- Estivadores – a informação necessária

A greve dos estivadores é sem dúvida, neste momento, o tema mais importante que importa tentar perceber e seguir, quando estamos a ser intoxicados pelos meios de comunicação social e 99% dos comentadores. Os estivadores têm um blogue e, NESTE TEXTO ( https://oestivador.wordpress.com/ ),
explicam a origem do que está neste momento em questão.

José Gusmão divulgou-o hoje no Facebbok, com uma Nota que transcrevo aqui:

«A intervenção da Ministra Ana Paula Vitorino sobre as negociações entre a administração do Porto de Lisboa e os estivadores foi vergonhosa. A ministra mentiu sobre o conteúdo da proposta patronal, dando a entender que esta garantia uma das reivindicações dos trabalhadores e, pelo caminho, fez declarações a propósito da greve que eu espero que façam corar de vergonha qualquer socialista.

Para quem se quiser dar ao trabalho de furar a barreira de intoxicação que foi montada em torno desta luta que os estivadores estão a travar em nome de todos os trabalhadores, «linco» abaixo um texto do blog do sindicato dos estivadores, com os fundamentos da greve.

A ler também:
"Uma explicação sobre a origem do conflito com os estivadores" ( https://obeissancemorte.wordpress.com/2016/05/25/uma-explicacao-sobre-a-origem-do-conflito-com-os-estivadores/ ) e
“A Palavra aos Estivadores”. ( http://www.esquerda.net/opiniao/palavra-aos-estivadores/42741 )

----- A Ministra Ana Paulo Vitorino mentiu. É verdade que os trabalhadores recusaram a proposta dos patrões, mas a proposta dos patrões não previa o encerramento da Porlis, a empresa de trabalho temporário que os estivadores contestam. De resto, a Liscont, que anunciou o despedimento colectivo, é propriedade da Mota-Engil, um histórico aliado do Partido Socialista e uma das razões que os levou a votar a lei do trabalho portuário desenhada pelo governo do PSD-CDS. Já em 2008, então no lugar de Secretária de Estado, Ana Paula Vitorino foi a arquitecta da atribuição, sem concurso público e até 2042, da concessão do terminal de contentores de Alcântara. A quem? Precisamente à Liscont, a tal empresa do grupo Mota-Engil, que à data tinha como presidente executivo o ex-ministro socialista Jorge Coelho. É demasiado lodo para que a senhora Ministra se esconda em jogos de espelhos.
Nesta notícia, onde o título é desmentido no texto, fica claro que os patrões não abriram mão de continuar a despedir trabalhadores com direitos com uma mão, para com a outra contratar trabalhadores precários. De resto, se já era absurdo o anuncio de um despedimento colectivo durante uma greve, mais espantoso ainda é estar aberto, no site do porto de Lisboa, um formulário de candidaturas para mais contratações. Quantas ilegalidades vão conseguir cometer os patrões em simultâneo? Até quando vão continuar a mentir? Quem esteve na origem do problema tem também a solução. Veremos bem, neste caso, quem mais manda no governo. Se os eleitores que deram uma maioria de votos para que as políticas mudassem, se os interesses instalados sem sufrágio no interior do bloco central.


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