8 comentários:
De [FV] a 5 de Junho de 2014 às 11:07
Caríssimo, desde já agradeço o seu comentário.
Mas permita-me colocar-lhe uma questão e em segundo um pensamento de vida:
- Quando não é «constitucional» reduzir remunerações e/ou despedir funcionários públicos, para reduzir despesa pública, onde é que o amigo encontra a equidade em relação aos restantes trabalhadores não públicos onde tudo isso é permitido?
(Faço notar que não estou a afirmar quer que despedir funcionários públicos é uma coisa boa nem tão pouco a apoiar a situação ou nem que concordo o facto. Ou ainda que haverá outras formas de reduzir as despesas do estado)
E agora o ensinamento de vida:
- O meu pai dizia que todos temos direito a comer um bom bife, mas se o dinheiro que temos no bolso só chega para uma isca, como poderemos comer o bife?
E para terminar:
Onde está a equidade em que terão de ser os impostos sacados a todos os contribuintes para pagar esta dívida que é pública? Quem é que me paga as minhas dívidas privadas? O estado não é! Tenho de ser eu. Então que raio de igualdades são estas?


De Público e/ou privado . a 5 de Junho de 2014 às 13:28
O amigo está a perspectivar mal o problema. 3 notas:

- O que é público [ Res Pública] deve ser assumido por todos (benesses e custos, direitos e deveres, impostos, cidadania, igualdade no acesso, ...eleições, orgãos de soberania,...Finanças/tesouro, património, domínio público.)... O que é privado está numa outra situação ...

- A dívida agora é(?) pública/"soberana", mas era maioritariamente privada .... que os bancos conseguiram transferir para encargo estatal... - pelo que pode haver reversibilidade ..., e/ou pode ser gerida de diversas formas ...[ler sites do IAC, ATTAC, ou ... ou dos partidos]) ...
e note que uma «dívida pública» não é uma dívida dos serviços ou funcionários públicos !! mas do pais ou da autarquia, dos cidadãos, dos contribuintes, do tesouro ou património público ...

- As relações de trabalho (recrutamento, remunerações, despedimento, etc...) e as entidades (públicas ou privadas) estão reguladas pelo direito (e códigos) e pelos Tribunais. -- vivemos num Estado de Direito, apesar de tudo....

Zé T.


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