De exploraç. insustentável e desigualdade. a 17 de Junho de 2014 às 10:23
O Fim da Civilização Atual, segundo a NASA...


Um estudo da NASA (LER AQUI: http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/nasa-preve-que-planeta-esta-beira-do-colapso-11917406 ) prevê o fim da atual civilização, afirmando que, o mundo tal como o conhecemos, não vai durar mais que algumas décadas.
A conclusão deste estudo patrocinado pela NASA refere que a civilização industrial se está a aproximar do fim, devido à exploração não sustentável de recursos energéticos e à desigualdade económica e social.

Financiado pela NASA (LER AQUI) e divulgado pelo jornal britânico The Guardian, o estudo assegura que a
atual civilização industrial está condenada a desaparecer nas próximas décadas por razões que, para os críticos observadores da dinâmica civilizacional não serão surpreendentes - surpreendente é, isso sim, o facto de ser a própria NASA a assumir o impacto social generalizado das assimetrias socio-económicas e de desenvolvimento... isto porque as razões apontadas para esta conclusão consistem no
reconhecimento da existência de uma exploração não sustentável dos recursos energéticos e numa
insustentável desigualdade na distribuição da riqueza.

O grupo de investigadores liderados pelo matemático Safa Motesharri estudaram os fatores que levaram ao declínio das antigas civilizações e concluíram que o “processo de progresso e declínio das civilizações é, na verdade, um ciclo recorrente ao longo da história”, cita o The Guardian.
Os investigadores estudaram a dinâmica homem-natureza das várias civilizações que desapareceram ao longo dos séculos e identificaram os fatores (população, clima, água, agricultura e energia)
que melhor explicam o declínio civilizacional e que configuram contribuir de forma decisiva para determinar o risco do fim da atual civilização, uma vez que podem levar ao colapso civilizacional quando, ao convergirem, geram “uma exploração prolongada dos recursos energéticos” - com evidente influência no clima e no equilíbrio ecológico.

Além disso, a “a estratificação económica da sociedade em elites e massa” é outro dos problemas que contribuem para o fim de um ciclo.
Segundo os investigadores, estes fenómenos sociais desempenharam, ao longo dos anos, um “papel central no processo do colapso civilizacional”, constituindo-se também como fatores que vão levar a atual sociedade industrial ao fim.
A título de comentário desta notícia que já tem uns meses, resta dizer que, afinal!,
a capacidade humana de percepção, compreensão, adaptação e reajustamento é muito mais reduzida do que desejaríamos e que
a nossa competência global de sobrevivência não revela nenhum dote eficaz para a garantir!...
Aliás, se assim não fosse, como poderíamos justificar e aceitar que uma sociedade tecnologicamente desenvolvida,
assente em estruturas económicas e financeiras interdependentes internacionalmente, integre, sem efetivos esforços de correção,
a fome, a guerra, a violação das mulheres, os maus tratos a crianças e idosos, a violência social, a pobreza, o desemprego, a degradação do respeito pelos Direitos Humanos,
a destruição dos serviços públicos de saúde, educação e proteção social ou que, por exemplo, num pequeno país europeu como
Portugal, todos os dias, 80 famílias deixem de poder pagar as prestações da casa, aumentando, exponencial e potencialmente, o número de pessoas sem abrigo ou cada vez mais expostas à vulnerabilidade da exploração multifacetada da economia paralela?!

(por Ana Paula Fitas , 16/6/2014)


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