3 comentários:
De barões P'S': continuar no poder. a 3 de Setembro de 2014 às 16:55
As honoráveis múmias


Uma epifania tecnológica conduziu-me ao baú dos "modem" e coisas afins onde recuperei uma pen com um lá dentro. Um pouco como o dr. Costa fez no PS ao "pequeno-almoçar" com algum jazigo de família que ressuscitou propositadamente para o apoiar.
Uns querem um PS mais "forte", outros, como o eterno Almeida Santos, agradecem hipocritamente o "combate" de Seguro e dão o homem praticamente como qualquer coisa "arrumada".
Sampaio saiu do recato de bom senso onde estava muito adequadamente enfiado, ao arrepio do frenesim radical do dr. Soares, para se juntar aos jarrões.
As coisas valem o que valem. No caso, cada uma daquelas luminárias vale o solitário voto dela nas "primárias" do PS.
Mas, como dizia o outro, há método nisto.
Estas pessoas fazem parte de um conjunto que vagueia pelos partidos do "arco" e pelos interesses do mesmo "arco" que há mais de três décadas se imagina "dono disto tudo", passe a ironia.

O que eles estão a dizer a Costa é muito simples:
"tens de nos pôr a todos, vivos, mortos e mortos-vivos, lá outra vez custe o que custar".
Que importa que tenham estado nos almocinhos da Trindade há menos de um ano - ao lado do secretário-geral a quem agora nem sequer se dão ao trabalho de espetar a faca nas costas:
é mesmo pela frente, via instagram - para recolocar Costa na Câmara de Lisboa.

Que importa que Costa não traga nada de novo ao PS e ao país a não ser um acervo pobrezinho de lugares-comuns e um ódio pessoal, antigo e pequenino, a Seguro.
Estas honoráveis múmias, na realidade, têm horror ao vazio que, na tonta cabeça deles, é representado pelos três anos de, pelo menos, alguma decência de Seguro.
Querem o passado deles de volta. Pode ser que tenham uma surpresa.


tags: partido socialista, política, regime

João Gonçalves , http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.pt/ , 2/9/2014


De Apoios e Tretas de candidatos PS... a 28 de Agosto de 2014 às 15:23
Do velho ciclo

Também li a moção de António José Seguro. A minha opinião, por muito que me esforce, não é imparcial - é um texto cheio de lugares-comuns, páginas de palavras que não querem dizer rigorosamente nada. Apela aos piores instintos populistas com as palavras em bold - compromisso, luta contra a corrupção, código de ética, responsabilidade, solidariedade, modernidade, cumprir Portugal, etc.

Vale a pena ler. Ninguém se deve demitir de perceber quais as soluções que quem se apresenta a votos sugere. E quais as ideias, ou a falta delas, dos que se propõem ser líderes.

-----------------
comentário de ACÁCIO LIMA a 16 de Agosto de 2014:

O post "Do velho ciclo" , do meu ponto de vista, é "delico - doce" e poupa a debilidade intelectual do texto de Seguro.

Este, trata o eleitorado como se tratam as "criancinhas".

As medidas que advoga estão desajustadas das graves situações que vivemos.

Contrasta com o programa de António Costa, muito mais urdido e elencando o que é decisivo.

Costa centra-se em dois pontos base:

- no combate ao desvio direitista vigente no atual Partido Socialista.

- na refundação do Partido Socialista, fazendo face às mutações havidas nos últimos quinze anos.

Bom Dia.
Bom Fim de Semana.

Cordiais, Afáveis e Amistosas
Saudações Democráticas e Socialistas

ACÁCIO LIMA


De Golpadas eleições internas PS e ... a 28 de Agosto de 2014 às 14:54
Depois da golpada, a teoria da golpada.

Em comunicado a candidatura de Marcos Perestrello, através do Diretor de Campanha, procura teorizar sobre o que se está a passar no processo eleitoral da FAUL sem conseguir superar a situação anormal que se vive e sem esclarecer o seguinte:
1. Ao longo dos últimos anos, quantas vezes na FAUL a vontade política se sobrepôs aos Estatutos e Regulamentos? No número de membros do Secretariado da Federação, na presença de pelo menos um membro de um órgão executivo no órgão jurisdicional da Federação, na superação do número máximo de delegados definido pela Comissão Política da Federação ou na propositura de uma lista para a COC só com apoiantes de uma das candidaturas, sob proposta de quem não tem competência estatutária para tal. Ao vale tudo dos últimos dois anos, sucede-se agora o vale tudo no atual processo eleitoral da FAUL;
2. Fazem-se reuniões da Comissão Política da Federação sem a distribuição da documentação a ser discutida e votada; reúne-se a COC sem Ordem de Trabalhos e sem atas das reuniões e segredam-se aos mais próximos soluções para resolver os problemas processuais que surgem.
3. Numa situação sem precedentes nem paralelo em nenhuma outra federação da dimensão da FAUL, altera-se o rácio de delegados de 25 militantes - 1 delegado para 7/8 militantes -1 delegado. Algo que projectado no plano nacional faria com que um Congresso Nacional tivesse cerca de 11.000 delegados.
4. Não se permite que o representante desta candidatura tenha direito a voto mas para a imprensa diz-se que esteve de acordo com as deliberações;
5. Insiste-se numa desresponsabilização das responsabilidades próprias da atual maioria na FAUL para o plano nacional como se fosse este o responsável pelo buraco financeiro de 1 milhão e duzentos mil euros que constam das contas da FAUL, como se fosse este o responsável por uma gestão da relação com as secções em função das proximidades políticas ou como se tivesse sido por imposição superior que a FAUL concretizou fusões de secções sem ter em conta a vontade dos militantes e das estruturas.
6. Insiste-se em confundir o escrutínio normal numa organização democrática com ataques pessoais ou campanhas negativa.
6.1. numa organização democrática ninguém está acima do escrutínio e da transparência, nem os cargos são ocupados por direito divino, são-no de forma transitória, em espírito de missão e nos limites da lei e da Ética Republicana.

6.2. o dinheiro das secções não é para alimentar uma estrutura federativa que vive acima das suas possibilidades, sem intervenção política relevante para as pessoas e para os territórios no plano supramunicipal e metropolitano;

O Camarada António Galamba tem um percurso político de 25 anos de militância em que sempre assumiu as suas responsabilidades, com coragem, com coerência e com trabalho político concreto para os cidadãos do território da FAUL como Governador Civil de Lisboa, que os militantes conhecem.

O que prejudica o PS é alterar as regras em função das conveniências como acontece com o rácio dos delegados para tentar impedir a apresentação de listas alternativas.

O que prejudica o PS é a falta de cultura democrática e o nervosismo de alguns perante o aparecimento de alternativas ao actual marasmo político.

O que prejudica o PS é haver militantes com medo de participar e de dar a cara porque o ambiente político existente é o de penalizar quem não está com alguns dos poderes instituídos na FAUL.

O que prejudica o PS é uma FAUL ausente dos temas políticos importantes para os cidadãos dos 11 municípios, que não faz Política para as Pessoas. É esse o desafio a 5 de Setembro, continuar tudo na mesma ou MUDAR.

MUDAR para arrumar a casa, normalizar a relação da FAUL com os militantes e com as Secções, com verdade, transparência, rigor e proximidade.

MUDAR para colocar a FAUL a falar dos temas que importam para as pessoas e para os territórios. Uma FAUL que seja moderadora, mobilizadora e relevante politicamente.

Está nas mãos e no voto livre e secreto dos militantes escolher:
Continuar tudo na mesma ou MUDAR.

Saudações Socialistas,
O Director de Campanha

Miguel Teixeira

antoniogalamba.FAUL2014@gmail.com


Comentar post