União Europeia neoliberal -vs- tímida aliança de centro-esquerda

Cameron canta vitória após acordo para evitar saída da EU. (Brexit) (-via Entre as B., 20/2/2016)

       Os mesmos dirigentes europeus que espezinharam a Grécia, e que obrigam Portugal a mais austeridade por causa de umas miseráveis décimas a mais ou a menos num défice que não representa mais do que uns trocos, dão tudo isto ao Reino Unido. Chamem-lhe «realpolitik», se quiserem, mas isto não vai acabar bem
       Pureza adverte para riscos da «parede de betão de Bruxelas» (-via Entre as B., 19/2/2016)
36 minutos a ouvir uma bela conversa entre uma excelente entrevistadora e um não menos excelente entrevistado.
           Louçã no Fórum do Plano B:   «Não há democracia sem moeda própria». 
   «Há uma condição primeira – e talvez a única – para haver políticas progressistas: um Estado só é capaz de ter uma política para criar emprego e fazer distribuição social se for capaz de controlar os capitais. Se não for, não tem política. Pode tomar medidas fiscais, mas se não controla capitais, essas políticas não resultarão. Serão ameaçadas pelos reguladores da liberdade de circulação de capitais, como a Comissão Europeia, as agências de rating, o BCE, etc.» 
         Tudo está armadilhado  (excertos do texto de J.Pacheco Pereira, Público)
   «... E por isso me surpreende a ligeireza, para não dizer irresponsabilidade, como que os partidos da actual maioria tomam o que estão a fazer, ou melhor, o que não estão a fazer. Ou seja, meteram-se num curso muito arriscado, perigoso, cheio de dificuldades, e comportam-se como se houvesse uma qualquer normalidade na actual situação que ajudaram a criar, e como se pudessem continuar a fazer política “habitualmente”. (…)
      No actual contexto europeu, o que se está a passar em Portugal, sendo na verdade apenas uma tímida mudança, é tratado quase como uma revolução e, como tal, mobiliza as gigantescas forças que estão preparadas para matar no ovo qualquer desvio menor que seja ao cânone alemão. O governo de Costa tem todas as probabilidades de ser derrubado pela Europa do PPE e dos socialistas colados aos alemães, seja directamente por um qualquer “chumbo” europeu, seja indirectamente pela obrigação de aplicar políticas que lhe retirem o apoio parlamentar do BE e do PCP. (…)
     Aliás, a dureza e hostilidade que existem contra o governo de Costa, contrastam com a vontade dos principais dirigentes europeus darem a Cameron medidas que significam recuos importantes (e que também estão nos Tratados) em matéria de liberdade de movimentos e direitos sociais dos emigrantes, para que este volte com um frágil papel para convencer os eleitores ingleses que afinal, com uma longa lista de opting out, ainda podem continuar na Europa. Ou seja, em matéria de direitos sociais, a mesma Europa que não cede a Portugal uma décima no défice sem vilipendiar um governo eleito, está disposta a abdicar perante a pressão inglesa. Na economia do “ajustamento”, não há um milímetro de cedência às “regras”, nos direitos sociais, tudo é negociável. Por tudo isto, a “Europa” actual, Schäuble, Dijsselbloem, Moscovici, Dombrovskis, mais as suas cortes de funcionários zelosos, a última coisa que desejam é que possa haver qualquer mitigado sucesso de um governo que está a cometer esse crime de lesa-economia que é “reverter” salários e pensões, taxar fundos e bancos e não ao contrário. (…)
     PS, PCP e BE incitaram a sua experiência fora do “arco da governação”, derrubando um governo assente no partido que ganhou as eleições, e apoiando um partido que as perdeu. (…) Tem a hostilidade aberta dos meios de comunicação social, salvo raras excepções, que se comprometeram com as principais ideias do “ajustamento”, quer com proselitismo, como aconteceu com muita imprensa económica, quer interiorizando o modo como se colocam os problemas com a “gramática” dos “ajustadores”. O “não há alternativa” entrou profundamente no espaço mediático e no espaço público e, por isso, qualquer inversão, “reversão” como agora se diz, é vista como uma blasfémia incompetente, uma cornucópia de custos por pagar, um risco de bancarrota ao virar da esquina. (…)
     Face a esta ecologia, o PS comporta-se como se pudesse continuar a governar como sempre fez, dá umas coisas a uns e espera sentado pela sua fidelidade; tira umas coisas a outros e depois assusta-se, recua e avança como pode. Ainda não interiorizou o preço que tem a pagar se esta experiência falhar e não tem sentido de urgência face aos riscos, principalmente europeus que estão aí à porta. A “Europa” actual quer a queda do governo Costa e por isso o humilha com novo pacote de austeridade, e força a ruptura com o BE e o PCP. Sim, porque o PS num dilema, vai escolher a “Europa” e deixar o país ao PSD e CDS.
     Por sua vez, BE e PCP parecem também não ter percebido que vai haver um antes e um depois dos acordos que fizeram, e que nada voltará a ser como dantes, conforme eles falharem ou tiverem sucesso. Se falharem voltarão a ter uma função meramente tribunícia, agravada pelo desespero dos seus eleitores quando, por uma governação à direita que será agressiva e vingativa, perceberem o país sem esperança em que estão. Partirão por dentro pela radicalização e perderão ainda mais relevo social para fora das suas fronteiras militantes.
     PS, BE e PCP ou reforçam de qualquer modo a coordenação política, que lhes permita ganhar algum ânimo colectivo e defrontar em conjunto e de forma capaz toda a tempestade que cai e vai cair sobre o governo, ou vão ter um lindo enterro. Lindo porque deve estar sol, mas só por isso.»


Publicado por Xa2 às 15:00 de 21.02.16 | link do post | comentar |

5 comentários:
De Reestruturar U.E. de lordes e de servos. a 24 de Fevereiro de 2016 às 10:53
( http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/ 22e 23/2/2016)
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Na Europa não somos todos iguais

«Foi divulgado há alguns dias o relatório da auditoria realizada pelo Tribunal de Contas europeu para a Comissão sobre os resgates da Irlanda, Portugal, Roménia, Hungria e Lituânia. A primeira conclusão a que chegaram os auditores foi a arbitrariedade e a falta de equidade na actuação da Troika na aplicação de critérios distintos nos diversos países. Impuseram-se condições diferentes em situações similares. Na verdade, este comportamento não é novo, tem sido uma constante nos organismos internacionais. Talvez o caso mais evidente, e também o mais antigo, seja o das missões levadas a cabo pelo FMI na América Latina e noutros países subdesenvolvidos.

A falta de protocolos e de regras concretas permite que as actuações da Troika se realizem no vazio, guiadas apenas pela discricionariedade dos seus membros, por análises subjetivas e por ideologias particulares. Há, no entanto, um factor ainda mais negativo que aumenta a arbitrariedade em todas as decisões das instituições europeias: é que nem todos os países são iguais, nem têm a mesma influência em Bruxelas. A discriminação foi evidente desde o início, quando tanto a França como a Alemanha excederam largamente o défice estabelecido pelo Pacto de Estabilidade sem que as autoridades comunitárias fossem capazes de aplicar o expediente por défice excessivo.»

Continuar a ler aqui: http://www.attac.es/2016/02/20/en-europa-no-todos-somos-iguales/
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Uma União Europeia de lordes e de servos

(de José Vítor Malheiros no: http://www.publico.pt/mundo/noticia/uma-uniao-europeia-de-lordes-e-de-servos-1724058?page=-1 ):

«O acordo alcançado na semana passada entre o Reino Unido e os restantes países-membros da União Europeia, que se saldou, segundo a declaração do primeiro-ministro britânico, David Cameron, na
atribuição de um “estatuto especial” para o seu país (o Conselho Europeu chama-lhe “a new settlement for the UK within the EU”),
constitui mais um prego no caixão da União Europeia, independentemente do resultado do referendo britânico de Junho.

O acordo veio provar mais uma vez que, no seio da UE, não existe igualdade nos direitos dos Estados-membros e que não existe princípio plasmado nos tratados que não possa ser esquecido ou modificado, se isso for feito para benefício de um país rico e poderoso e para conveniência e reforço interno de um governo de direita. (…)

O que é especialmente chocante é que as instâncias dirigentes da UE decidiram ceder à chantagem britânica
não porque houvesse de facto algum problema social ou financeiro relevante no país devido à imigração em massa (que a direita nacionalista britânica agita como principal papão e que Cameron decidiu abraçar como causa própria por razões eleitoralistas),
mas, simplesmente, porque isso se transformou numa questão de sobrevivência para o Governo conservador.

De facto, não há nenhuma urgência no Reino Unido que possa justificar a medida excepcional agora tomada ou que se possa comparar, de perto ou de longe,
à importância da crise das dívidas soberanas dos últimos sete anos e à destruição social e económica causada pelas políticas de austeridade.
No entanto, a propósito da Grécia, que continua a viver uma situação de emergência social, ou de Portugal, a União Europeia não sentiu necessidade de considerar para estes países nenhum “new settlement within the EU”
e forçou-os a adoptar políticas recessivas e de promoção da desigualdade sem quaisquer contemplações.
Como também não sentiu necessidade de adoptar quaisquer medidas vigorosas de defesa dos direitos humanos – que deveriam ser a pedra basilar da União Europeia – perante os desvios antidemocráticos de certos países (com a Hungria de Viktor Orban à cabeça).
Como também não sentiu necessidade de lançar (mesmo) um programa de emergência de acolhimento dos refugiados de África e do Médio Oriente e continua a arrastar os pés enquanto o Mediterrâneo se enche de cadáveres.
Como também não sente nenhuma pressão para construir uma política externa que sirva os interesses da paz e do desenvolvimento, em vez de uma que apenas serve os interesses hegemónicos dos EUA e dos fabricantes de armamento.» (e das petrolíferas, bancos e 'investidores' transnac)


De Privatizar Grécia e Escravizar Cidadãos! a 24 de Fevereiro de 2016 às 11:07
15.2.16, Entre as brumas...
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Grécia vende porto do Pireu para pagar 15 días de juros !!


Terminou na semana passada a privatização do Porto de Pireu, o maior porto comercial da Grécia e um dos mais antigos do Mediterrâneo.
O comprador foi o grupo chinês COSCO Limited, e a transação foi feita por um valor total de 368,5 milhões de euros, em duas fases. A empresa chinesa pagou 280,5 milhões para adquirir 51% das acções e, dentro de cinco anos, desde que tenham sido cumpridas certas condições descritas no contrato de compra, Cosco pagará mais 88 milhões de euros para ficar com 67% do total de ações.

Os benefícios para os gregos vão ser escassos:
os 280,5 milhões de euros não estarão disponíveis para o Estado, já que todas as receitas de privatizações são direccionadas para o pagamento da dívida.
Segundo o Orçamento de 2016, a Grécia tem de pagar 6.000 milhões de euros de juros sobre a dívida e, assim sendo,
o produto da venda do maior porto comercial do país chegará apenas para pagar duas semanas dos ditos juros.

Mais informações aqui.: http://www.attac.es/2016/02/10/grecia-vende-puerto-del-pireo-para-pagar-15-dias-de-intereses/


De Neoliberais rebentam economia mundial. a 22 de Fevereiro de 2016 às 17:54
"Isto (a economia mundial) vai rebentar" João Fernando Ramos - RTP -17/2/2016

"O Brasil é uma bomba relógio",
a "China está à beira da rutura",
o sistema bancário europeu "está à mercê da excessiva exposição aos derivados tóxicos do Deutsche Bank".

No Jornal 2, Marco Silva analisou os sinais de que uma nova crise económico-financeira mundial está a caminho. Desde o início do ano, a bolsa portuguesa já perdeu mais de 10 por cento com a desconfiança dos investidores.
No Jornal 2, Marco Silva comentou a reação dos mercados que os empresários consideram exagerada.
Uma análise que chega num momento em que a economia global dá sinais de que uma nova crise pode estar a caminho.
O analista de mercados comentou também a polémica em torno do governador do Banco de Portugal. Marco Silva considera que a atitude de adiar a resolução do problema dos lesados do BES é "irresponsável" e só pode ser explicada porque Carlos Costa "sabe que o vai afetar a ele".
"Por ter sido incompetente na supervisão do BES e porque quem vai pagar a quem foi enganado não vai ser o Novo Banco mas o Fundo de Resolução Bancário que é gerido pelo Banco de Portugal", explicou o analista de mercados.

------JV:
Após tantos anos a levar com a cartilha neo-liberal em horário nobre, vemos agora alguns comentadores a denunciarem a “falta de regulamentação e supervisão” que nos leva à “tempestade perfeita”.
Fico contente que critiquem este sistema insustentável,
mas também fico com a sensação de que soltaram a língua porque têm os seus investimentos a arder.


De Grexit, Brexit, Eurexit ?!! a 22 de Fevereiro de 2016 às 17:05
L’Europe risque de se partager en deux à Bruxelles


Les états dits de «Visegrad», donc la Pologne, la République Tchèque, la Slovaquie et la Hongrie tenteront en fin de semaine d’imposer leur vue sur l’Europe aux 28. Il faut les arrêter.

(KL) – L’eurodéputé slovaque Richard Sulik était clair, lundi matin à la télévision allemande. «L’Europe n’est pas une communauté de solidarité», a-t-il souligné, «mais un espace économique commun» – et tout le problème est là. Les états de «Visegrad», la Pologne, la République Tchèque, la Slovaquie et la Hongrie considèrent l’Union Européenne comme une sorte de «supermarché aux subventions», mais n’adhèrent nullement à ce que nous appelons communément «les valeurs européennes». En faisant fi de leur propre histoire du siècle dernier, ces quatre états refusent toute solidarité humanitaire aux réfugiés qui arrivent des zones de guerre et de guerre civile. Avec cette définition de l’Europe comme «espace économique» pur et dur, ces quatre états tenteront d’imposer leur position cette semaine lors du sommet européen à Bruxelles qui lui, risque de conduire l’Union encore un peu plus vers son auto-abolition.

Le fait que le premier ministre Manuel Valls ait estimé nécessaire le week-end dernier d’abandonner la chancelière allemande Angela Merkel, ne fera que renforcer la position des «états de Visegrad» qui eux, souhaitent ériger une «digue de défense» contre les réfugiés à hauteur de la frontière entre la Macédoine et la Grèce. «La Grèce est incapable de sécuriser sa frontière extérieure», a martelé Richard Sulik, dont le cynisme ne connaît pas de limites. Son parti porte le nom «Liberté et solidarité», mais, comme l’a précisé Sulik, cette devise ne s’appliquerait qu’aux ressortissants slovaques «et non pas au monde entier». Au moins, on ne peut pas reprocher à Sulik et son parti d’être islamophobes – «Sloboda et Solidarita» n’a rien de particulier contre les musulmans, le parti est tout simplement contre TOUS les réfugiés, n’importe leur croyance ou nationalité. La justification de Richard Sulik est tellement simple – si l’Europe n’est pas une «communauté de solidarité», pourquoi être solidaire alors ?

Les chefs des gouvernements des pays de Visegrad doivent réellement penser qu’ils se trouvent au milieu d’une nouvelle guerre. Les pays de l’est de l’Europe contre les réfugiés. Et contre l’Allemagne, dont le «diktat» est particulièrement mal vécu par ces quatre pays qui estiment que l’Union Européenne devrait s’abstenir de tout commentaire sur la politique, tout en continuant à payer. Mais qui leur dit qu’ils soient réellement en sécurité ? Ceux qui ont entendu les déclarations russes du week-end passé, ont dû se rendre compte que la Russie se sent lésée depuis l’implosion du «Bloc de Varsovie» – ce qui explique aussi l’annexion de la Crimée, la guerre non-déclarée en Ukraine et le comportement plus qu’étrange que Moscou applique en Syrie. Qui dit à ces états de Visegrad qu’une fois l’UE explosée, qu’ils soient en sécurité par rapport à la Russie ? Comment est-ce qu’ils peuvent être aussi sûrs que d’ici quelques années, ils ne devront pas fuir leur pays, par exemple après une nouvelle invasion russe ? Et est-ce que des gens comme Richard Sulik auront vraiment envie de se retrouver alors devant des barbelés, des douaniers armés jusqu’aux dents et une politique qui voudra qu’on n’accepte pas les réfugiés venant des pays de l’Est ? Est-ce que par le passé, l’occident s’est comporté comme les états de Visegrad en conseillant aux réfugiés de s’armer et de combattre dans leur pays ?

Il faut à tout prix éviter à ce que ces états n’imposent leur vue sur l’Europe aux autres états-membres. Si pour Richard Sulik, l’Europe n’est pas une «communauté de solidarité», l’UE est censée être exactement ça. Les institutions européennes ont été créées pour préserver la paix en Europe, pour une entre-aide et un développement commun, et non seulement pour financer la mise à niveau des états de l’est de l’Europe par les fonds structurels européens.

Les pays de Visegrad peuvent au moins se réjouir d’avoir trouvé un allié inattendu en la personne de Manuel Valls. Ils seront également soutenus par la Grande Bretagne qui elle, est en train de faire du chantage à l’Union et qui est sur le point de quitter le club...


De GB e leste EXIGEM fim da Solidariedade. a 22 de Fevereiro de 2016 às 17:41
Risco da Europa se partir em 2 ou 3 ou ... acabar a U.E.
GB (+ Pl, Hg, Ch, Sv) exigem fim da solidariedade, fim do projecto comum europeu (conforme previsto pelos seus fundadores), e não querem contribuir positivamente para melhorar uma estrutura que é imperfeita ... apenas querem "sacar" recursos, subsídios e mercados!!
----------
...
...
... Mais que restera-il alors du projet européen ?
Si ce ne sont pas des valeurs communes,
si ce n’est pas une vision d’une communauté d’états solidaires,
si ce ne sont pas les Droits de l’Homme déjà malmenés dans ces états de Visegrad
(la Hongrie, à titre d’exemple, étant dirigée par un Viktor Orban qui s’auto-qualifie fièrement comme «anti-démocrate»…)
– elle ressemblera à quoi alors, cette Europe ?

Jeudi et vendredi à Bruxelles, il s’agira de plus que la question des réfugiés et le chantage britannique – il s’agit de la question si l’Union Européenne puisse retrouver un chemin commun, une perspective partagée et donc, un avenir européen.
Et en vue de l’actualité, il devient difficile de croire à un tel avenir européen commun.
Nous dirigeons-nous vers un «Euroxit» ?

----------- Cimeira europeia: o que exige a GB

1- Fim da livre circulação dos europeus
2-Não ao Euro mas os mesmos direitos legislativos (definir as regras) que os países da "zona euro".
3-Menos burocracia, eliminando legislação Europeia "supérflua".
4- Fim do objectivo de maior estreitamento/integração dos povos europeus e não contribuir para tal.

Sommet européen : ce que demande la Grande Bretagne

Outre la question des réfugiés, le Conseil Européen réuni ce jeudi et vendredi à Bruxelles, doit aussi se pencher sur le chantage britannique – la série de règles spéciales pour la Grande Bretagne est inacceptable.
...
...
...Mais comment peut-on être membre d’une association si on ne veut pas adhérer aux principes fondamentaux de cette association ?

Outre la question des réfugiés, le Conseil Européen aura la difficile mission de dire «no, Sir» à David Cameron et de le laisser organiser son «Brexit».
Et si la Grande Bretagne veut partir de l’Union Européenne, qu’elle emporte avec elle aussi les états de Visegrad (Pologne, la République Tchèque, la Slovaquie et la Hongrie )
– en ces temps difficiles, l’Union Européenne n’a pas besoin de membres qui sabotent le projet commun, tout en bénéficiant un maximum des subventions bruxelloises.
Que tous les mécontents qui ne veulent pas contribuer positivement à l’amélioration d’une structure certes imparfaite, partent !


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