De António Ricardo a 29 de Novembro de 2014 às 10:21
A caminhada consistente em direcção ao precipício determinada pelos partidos e elites foi sempre autorizada pelo voto.
A ausência de estratégia para o país, de vectores de desenvolvimento e crescimento que revertam para a sociedade, de preocupação verdadeira pelos mas frágeis da sociedade foi transversal a todos os partidos. Se uns partidos podiam ter feito algo e não fizeram, outros podiam ter-se oposto de forma mais eficaz e não o fizeram.
Como «povo» gostamos de lançar ao céu um queixume sentido mas não optamos pelas formas concretas de resolver a causa do mesmo.
No entanto, resta-nos um dilema: que solução se poderá encontrar num ambiente de participação política dominada pelos partidos? Como poderemos modificar a cultura subjacente ao desvario que perspassa a nossa classe política? Como poderemos nesta fase dirigir a sua atenção para a correcção dos problemas e industrializar o país, fazer renascer realmente a agricultura e o aproveitamento são dos nossos recursos? Como poderemos mais tarde fazer regressar as pessoas à participação activa na gestão do nosso país?
Limitar a nossa participação ao voto e à lamúria consequente é pouco.


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