De O preço da Corrupção (e os estragos) a 5 de Dezembro de 2014 às 11:16

CORRUPÇÃO

«A corrupção cria entropias e ineficiências. Premeia quem não tem mérito e desincentiva quem o tem.
Tem custos económicos e sociais brutais. Onde ela reina faz fraca a forte gente. (...)


A corrupção cria privilégios para alguns em prejuízo de todos os outros.
Cria barreiras à progressão dos melhores e abafa o talento.
Faz com que os dinheiros públicos sejam gastos em projectos com pouco ou nenhuma racionalidade económica, que não criam ou até destroem valor.
Ou que a soma neles despendida seja superior ao que ditaria o mercado.
Associada à fraude, faz com que todos paguemos mais impostos do que devíamos.


O país assistiu a várias destas ineficiências nos últimos anos.
Seja nas decisões tomadas a nível do governo central, seja do local.
Por má gestão. Por incompetência. Certamente.
Mas terá sido também por suborno?
É esse o véu que a Justiça nos vai destapar?
O importante é que ela se faça. Seja em que sentido for. (...)


Não é à-toa que sete dos países que ocupam os dez primeiros lugares do Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International, divulgado esta quarta-feira, estão também no top dez do Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas.
A corrupção também explica porque uns países são ricos e outros são pobres.
Ela corrói a confiança nas instituições.
E os povos falham quando as instituições lhes falham.»

André Veríssimo, http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/12/o-preco-da-corrupcao.html


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