4 comentários:
De Desmascarar psicose informativa. a 15 de Setembro de 2014 às 09:29
Vírus Ébola : o EMBUSTE

(-por M. Pinto Coelho, médico
04/09/2014 - Jornal Público)

Ao contrário da ideia com que se fica pela leitura da imprensa, não existe qualquer razão para recear que o vírus Ébola se possa transformar numa pandemia à escala mundial.

se consultarmos a página da OMS sobre este assunto, veremos que na realidade foram 788 os casos de óbito formalmente identificados como causados pelo vírus Ébola, um número bem inferior aos 1,2 milhões de mortes causadas pela malária (paludismo). O número remanescente limitou-se a traduzir os casos “suspeitos” ou “prováveis”.

As imagens televisivas com que fomos recentemente presenteados, mostrando-nos técnicos de saúde, quais marcianos envergando complexas máscaras junto de doentes suspeitos, são totalmente insensatas e dignas de um mau filme de ficção científica.

É importante saber-se que o vírus Ébola não se transmite com facilidade. Para haver transmissão do vírus, tal como acontece com o vírus da SIDA - o VIH - é necessário um contacto direto com um líquido biológico do doente, como o sangue, as fezes ou o vómito.

O vírus Ébola é sobretudo perigoso quando mal acompanhado. Como os doentes infetados morrem de desidratação ou de hemorragias, então o tratamento consiste logicamente na hidratação e/ou transfusão sanguínea, e não na administração de uma qualquer vacina ou hipotético medicamento.

Como a solução contra a epidemia consiste essencialmente em respeitar medidas simples usando o bom senso - higiene, boa nutrição, vitaminas C e D nas doses adequadas -, a verdadeira prioridade nos países tocados pelo flagelo, deveria ser criar infra-estruturas médicas de forma a fornecer aos doentes os cuidados médicos de base.

Seria bom que se soubesse que não há qualquer transmissão por via aérea, ou seja, quando uma pessoa fala ou tosse, não vai espalhar o vírus pelo espaço aéreo circundante.

Assim sendo, ao contrário da ideia com que se fica pela leitura da imprensa, não existe qualquer razão para recear que o vírus Ébola se possa transformar numa pandemia à escala mundial.

Semear o pânico pode ser um negócio muito lucrativo que importa desmontar. Veja-se o que se passou ainda recentemente (2005) com a “pandemia eminente” da “gripe das aves”. Através da sábia manipulação da opinião pública, a consequência foi uma totalmente desnecessária vacinação em massa da população com o consequente enriquecimento de alguma indústria farmacêutica por um lado, e esvaimento dos cofres públicos em muitos milhares de euros em vacinas usadas e… não usadas, por outro. O antiviral “milagre” Tamiflu limitou-se tão-só a reduzir a duração dos sintomas em menos de um dia, sem conseguir limitar minimamente as hospitalizações.

Os títulos sensacionalistas martelados por alguma imprensa nas últimas semanas não fazem qualquer sentido. Importa que não nos deixemos submergir pela informação viciada e pela mentira. A reação totalmente excessiva face a este problema corre o risco de provocar uma catástrofe humanitária de dimensões bem superiores à provocada pelo próprio vírus Ébola. A medida tomada recentemente pelo governo da Serra Leoa, que interditou o albergue e os cuidados dados a estes doentes – única forma de os salvar -, mimoseando com a pena de dois anos de prisão os seus infractores, bem como uma outra tomada pelo governo da Libéria, ordenando aos soldados que atirassem a matar sobre as pessoas que procurassem passar a fronteira como forma de impedir a propagação da epidemia, é inacreditável. O mito dum passageiro africano infetado pela doença, no avião, que poderia infetar o país europeu onde desembarcasse é da mesma forma totalmente irrealista e traduz uma total ignorância sobre a realidade do vírus Ébola. À semelhança do que se passou com a “gripe das aves” importa não enviar camiões de vacinas ou medicamentos para África ou para onde quer que seja. Tal servirá unicamente para enriquecer alguns laboratórios farmacêuticos.

A psicose informativa vigente, reprimindo as populações e isolando dezenas de milhares de infelizes criaturas, homens, mulheres e crianças,
postos em quarentena na Libéria com medo dum contágio que nunca acontecerá se não houver contacto direto com os líquidos orgânicos do portador da doença, tem de ser urgentemente desmontado e desmascarado.


De Propaganda e Negócio Farmacêutico a 15 de Setembro de 2014 às 09:33

...
Não podemos aceitar a reedição dum negócio das arábias à custa da boa fé ingénua e da desinformação do incauto cidadão.


«Na frente interna, a Propaganda tem de criar um nível óptimo de ansiedade.» -- Paul Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler.
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vírus Ébola. O embuste!

Quando há enormes interesse económicos em jogo, como é o caso, não tenho razões para não acreditar na opinião deste distinto médico, sobre o assunto, até porque sei muito bem o que é a malária ou paludismo provocada pela picada de um mosquito existente nas zonas pantanosas e quentes de África, como é o caso da baixa Zambézia, onde vivi.

Já nesse tempo distante, bastava tomar um comprimido de quinino ou rezoquina, todos os dias pela manhã, para ficar protegido. Nunca me dei conta de que alguém tenha morrido de paludismo.

Sabe que as enormes despesas de guerra da Alemanha, durante a II Grande Guerra Mundial, foram suportadas pela sua poderosa indústria química e farmacêutica.

A Nigéria, que é o país mais populosos de África e a classificação como tratando-se de uma epidemia, não aconteceu por acaso! Não haja alarmismos e não dêem grande importância à Comunicação Social, porque como sabemos, está controlada pela direita dos grandes interesses económicos e financeiros e dos seus patrões, titulares desses mesmos orgãos de comunicação. É tudo"farinha do mesmo saco"!!!


Vírus Ébola: o embuste.
SERÁ ??? JÁ ACREDITO EM TUDO.
PORQUE NÃO???

Acredito muito mais no Dr. Pinto Coelho, um profissional de Saúde que. desasombradamente vem dar a cara, do que na indústria farmacêutica, capaz de coisas do arco da velha que são do conhecimento geral.


De PATENTEs: interesse público vs privado. a 1 de Setembro de 2014 às 12:15
Treta da semana (passada): a patente.

A notícia de que o governo dos EUA tem “a patente do Ébola” tem feito furor nos sites conspiracionistas.
«Será esta a confirmação do que corre pela Internet sobre o vírus ser fabricado, plantado e cuidadosamente testado para o controlo da população mundial?» (1). Será?
A pergunta parece ser retórica, mas o artigo adianta que «a razão pela qual os EUA reclamam os corpos das vítimas de Ébola para que sejam transportados para território americano (alegadamente de forma voluntária) prende-se com a possibilidade de estas vítimas conterem propriedade intelectual americana.»
Aparentemente, os EUA não só querem matar uma boa parte da população mundial como também querem recolher todos os cadáveres. Verdadeiramente diabólico. Só falta venderem Soylent Green.

Há uma explicação alternativa, menos apelativa para os aficionados da conspiração.
A patente cobre vários aspectos do isolamento, purificação, sequenciação, replicação, detecção e transformação daquela estirpe do vírus, eventualmente com vista a produzir uma vacina (2).
Este trabalho exigiu muito investimento, pago pelos contribuintes nos EUA, não só pela tarefa em si mas também porque trabalhar com estes vírus requer mais cuidados do que um bico de Bunsen e uma bata branca.
Sendo a legislação das patentes o que é, a forma mais eficiente de impedir que uma empresa privada patenteie isto tudo é ser o CDC a patenteá-lo primeiro.
Caso contrário, teriam de demonstrar em tribunal terem sido os primeiros, um litígio demorado, dispendioso e sempre incerto.
Desta forma o governo dos EUA pode divulgar a informação e licenciar os procedimentos e o uso das estirpes depositadas no CDC sem correr o risco de um privado ficar com o monopólio.

A legislação das patentes está tão mal feita que uma boa parte das patentes submetidas visa apenas impedir que outros patenteiem o mesmo (3).

A conspiração real aqui, que não é nada secreta, é o esforço dos detentores de “propriedade intelectual” para comprar aos políticos leis cada vez mais abrangentes.
Não é tão bombástica quanto as “revelações” fictícias destes sites mas devia preocupar-nos mais.
A possibilidade de patentear cada vez mais coisas, incluindo algoritmos, organismos e sequências genéticas, está a drenar imensos recursos à economia e a dificultar a inovação (4), com consequências graves quando se trata de terapias ou vacinas (5).

A patente devia ser um acordo, para benefício mútuo, celebrado entre a sociedade e o inventor.
Um exemplo histórico disto foi o monopólio que Henrique VI concedeu em 1449 a João de Utynam. Em troca de ensinar a sua técnica de fabrico de vidro aos artesãos ingleses, o inventor ficou com o direito exclusivo de explorar comercialmente esse processo no Reino Unido durante vinte anos (6).
Conceder protecção em troca da revelação de um potencial segredo industrial é a justificação fundamental das patentes, que exigem uma descrição detalhada e pública da invenção protegida.
No entanto, ao conceder patentes sobre coisas como a sequência de um vírus, um algoritmo ou o gesto de deslizar o dedo para activar o telemóvel (7), o sistema que agora temos afastou-se muito do seu propósito original.

Um Estado ter de conceder a si próprio um monopólio legal sobre investigação paga com fundos públicos para evitar que se torne exclusiva de alguma empresa privada demonstra claramente que o sistema de patentes se tornou uma aberração.
É este problema que devíamos atacar. Quer nas PATENTES quer no COPYRIGHT, fomo-nos gradualmente afastando da ideia do monopólio concedido para beneficiar a sociedade.
Por exemplo, conceder uma patente em troca da revelação de um processo que de outra forma ficaria secreto ou o direito exclusivo de imprimir em papel uma obra que sem esse monopólio ninguém iria imprimir e distribuir.
Em vez disso, prevalece agora a premissa de que as ideias são propriedade de alguém – autor ou gestor – e que são os direitos de propriedade que justificam os monopólios mesmo à custa dos direitos de terceiros.

Esta patente sobre a sequência, transformação e diagnóstico do vírus não confirma o «que corre pela Internet sobre o vírus ser fabricado, plantado e cuidadosamente testado para o controlo da população mundial».

Mas o sistema que permite patentear ..


De Sistema de Patentes e de Copyright a 1 de Setembro de 2014 às 12:19

http://ktreta.blogspot.pt/2014/08/treta-da-semana-passada-patente.html#comment-form
...
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Mas o sistema que permite patentear estas coisas está a violar os direitos de muita gente e a causar mortes de outra forma evitáveis.

1- Portugal Mundial, Porque o governo americano é detentor da patente do Ébola?(via Facebook)
2- Google, Human ebola virus species and compositions and methods thereof
3- Wikipedia, Defensive Patent Aggregation
4- Por exemplo, «Last year [2011], for the first time, spending by Apple and Google on patent lawsuits and unusually big-dollar patent purchases exceeded spending on research and development of new products, according to public filings.», New York Times, The Patent, Used as a Sword 5- Por exemplo, MERS watch, Dutch Patent Grab Blocks MERS Vaccine Research
6- IP & Science, The History of Patents
7- USPTO, Unlocking a device by performing gestures on an unlock image

(-por Ludwig Krippahl, 2014/8/17)
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antoniolmcarvalho18/08/14, 23:23

Sempre me pareceu bastante interessante que nos EUA para patentear algo seja suficiente uma descrição genérica que diz que alguém se propõe a fazer algo, ainda que não descreva como o conseguir. Parece ser essa a história de inventores famosos como Morse, Edison e muitos outros.

Por outro lado, é curioso como esses registos de patentes genéricas dão origem a lutas titânicas entre esses registos e outros por exemplo na Europa. Todos os casos que mencionei são também disso bons exemplos.

Acho que é bastante interessante o que já tem ocorrido com outros casos de patentes farmacêuticas, como no caso do SIDA, como vários países a simplesmente passarem por cima desses direitos e a fazerem com que os direitos das populações ficassem acima das patentes.

A questão pode ser colocada em duas lutas: 1) se os políticos dos países têm coragem suficiente para tal decisão e 2) depois de essa decisão tomada, como convencer as farmacêuticas a fornecerem esses mesmos países.

Como adenda, descobri esta notícia já com uns anitos. Mas é ainda assim bastante actual: Companhias farmacêuticas retiram queixa no caso dos genéricos de combate à sida na África do Sul


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