7 comentários:
De Coligação vs Partido + votado, v.útil... a 25 de Setembro de 2015 às 11:25
(Vital Moreira, 23e24/9/2015, CausaNossa)

---- as aparências podem enganar:
se a Coligação PSD-CDS ganhar as eleições, isso quer dizer automaticamente que o PSD é o partido vencedor e tem direito a formar governo, mesmo que não seja o partido com mais deputados na AR?
NÃO.
--- sobre a irrelevância das coligações eleitorais para efeitos de formação de governos.
... 4. Na nossa democracia parlamentar quem forma os governos são os partidos representados no parlamento (artº22 da Lei eleitoral) e não as eventuais coligações eleitorais pretéritas.
Quando o Presidente da República tiver de iniciar a constituição de novo governo, os seus únicos interlocutores são os líderes dos partidos representados na AR e não alegados lideres de uma dissolvida coligação eleitoral (que aliás nunca teve uma liderança única, por não ter identidade própria).
Seria aliás politicamente inaceitável numa democracia representativa que um partido político valesse não pelo número de mandatos que tem no parlamento mas sim pelo número dos seus deputados... e dos de outro partido.
Um partido não pode "majorar" ou "aditivar" a sua representação parlamentar com os deputados de outro partido. Cada partido vale por si!

5. Em conclusão, o PSD só pode vir a formar governo e reconstituir uma eventual coligação de governo com o CDS (ou com outro partido!) se for o partido com mais mandatos populares
e não por ter tido mais votos (ou ter mais deputados) junto com outro.
É assim a democracia parlamentar!

--- ''O mal maior''

Para os eleitores de esquerda que têm reservas em relação ao PS (por "não ser suficientemente de esquerda"),
a questão a que têm de responder nas eleições consiste mais uma vez no seguinte:

-- é preferível votar no PS para vencer a direita e permitir um governo de esquerda, mesmo que moderada?

-- ou é preferível votar nas esquerdas à esquerda do PS para reforçar as forças de protesto, mas facilitando uma vitória da direita e a manutenção do atual Governo?

Para as pessoas que se consideram à esquerda do PS e que não estão vinculados a outros partidos,
um governo PS deveria ser preferível a um governo de direita, ou pelo menos um "mal menor" (basta ter em conta a construção do Estado social entre nós).
Mas a história das eleições mostra que há quem prefira o mal maior.

--Adenda
há ainda a questão do voto inútil nos círculos eleitorais (e são a maioria) onde os partidos à esquerda do PS não têm possibilidade de eleger nenhum deputado.
--Aí, a única possibilidade efetiva de contribuir para a vitória da esquerda e para uma derrota da direita é mesmo votar no PS.


De Manipulação nos Media, Desgoverno e Just a 25 de Setembro de 2015 às 12:21
--- ILUSIONISMO

Por causa do Novo Banco, o défice saltou para 7,2%. Depois de quatro anos a azucrinar os portugueses com alterações de décimas, Passos & Portas vêm agora dizer que «o défice de 7,2% é um mero registo contabilístico...»
Tudo é um registo contabilístico.
Foi portanto em nome desse registo que fecharam milhares de empresas, que foram DESTRUÍDOS mais de duzentos mil postos de trabalho,
que salários e pensões sofreram CORTES cegos, que as taxas moderadoras do SNS atingiram níveis incomportáveis para dois terços das famílias (não estou a contar com as que já estavam isentas),
que a emigração voltou ao patamar dos anos 1960, que a dívida aumentou, etc.
Tudo isto é uma fantochada!

---BATER NO FUNDO

Nunca uma CAMPANHA eleitoral foi MANIPULADA com tanto descaramento, os media a puxarem todos para o mesmo lado, a falácia das «tracking polls» ('sondagens' com amostra parcial renovada), o destrambelhamento de Portas, o mais que virá.
E ainda há quem tencione votar “alternativo”.

Depois não se queixem da ditadura fiscal (como só metade do país paga impostos, a outra metade marimba-se),
do desemprego, dos cortes em salários e pensões, do retrocesso de 40 anos nas condições do trabalho,
da precariedade dos recibos verdes, da subalternização de médicos e professores,
da emigração maciça de enfermeiros, das intermináveis listas de espera no Serviço Nacional de Saúde,
enfim, de tudo aquilo a que a retórica oficial, oficiosa e televisiva chama um país de sucesso.

---A CAMPANHA DA SONAE (e... e os media e jornalistas, comentadores facciosos e maioritários da Direita neoliberal e PaFiosa)

Percebo que muita gente julgue que uma sondagem é o mesmo que uma tracking poll.
Não é. Uma sondagem ilustra um resultado. Uma "TRACKING POLL" é um rastreio diário, “deslizante”, destinado a aferir tendências.
Vejamos a explicação do Público:
«[...] Assim, se no estudo agora divulgado foram considerados 753 entrevistados, na tracking poll de amanhã serão mil. A partir de então, serão retiradas 250 entrevistas e colocadas outras 250 num processo de actualização que pretende evitar a diluição da avaliação diária das intenções de voto, num processo sucessivo, mantendo, sempre, os mil entrevistados.»

O mais extraordinário é que o jornal compare duas coisas que NÃO são COMPARÁVEIS:
uma sondagem de Julho com a tracking poll de ontem. As datas são irrelevantes.
Não se pode é comparar o que não é comparável. A intenção é clara.

---- Juízes : Sócrates foi "vítima de truques" do investigador (Juíz, Min.Púb, PJ, .. media)

Excerto do acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa que, por unanimidade, mandou levantar o segredo de Justiça ao processo de Sócrates. Sublinhado meu:

«É pena que entre nós não exista a cultura de que uma acusação será mais forte e robusta juridicamente e sobretudo mais confiante consoante se dê uma completa e verdadeira possibilidade ao arguido de se defender.
Que não seja vítima dos truques e de uma estratégia do investigador.
O mesmo se diga do conhecimento cabal dos factos e das provas que lhe são imputados em sede de investigação,
não fazendo com que o segredo de justiça sirva de arma de arremesso ao serviço da ignorância e do desconhecido.
As virtudes e as razões do segredo de justiça
não podem ficar prisioneiros de uma estratégia que o transforme numa regra quando o legislador quis que fosse uma excepção.»

------
(por Eduardo Pitta, http://daliteratura.blogspot.pt/ 25 e .../9/2015 )


De Desgovernos: assunto (des)arrumado... a 25 de Setembro de 2015 às 10:58
Valupi sobre N.Saraiva

... as eleições de 2011, onde se elegeu um Governo cuja agenda secreta era o empobrecimento furioso e o desmantelamento do Estado social, foram as mais importantes dos últimos não sei quantos anos.
Porquê? Porque, sem esse fanatismo permitido pelo logro eleitoralista, a austeridade não teria sido tão destrutiva e a recuperação teria começado mais cedo e com mais força.
A mesma lógica vale para as eleições de 2009, pois foi o seu resultado e desfecho que levou a que entrássemos na maior convulsão europeia desde a criação do euro – ficando à mercê de todos os golpes, externos e internos –
sem possibilidade de defesa dado que o Governo era minoritário e estava a ser boicotado pela oposição e pelo Presidente da República.
Ou seja, caso em 2009 tivéssemos conseguido alcançar um Governo com maioria, provavelmente – muito e muito provavelmente – não teria havido resgate.
Assim, o seu ênfase nas eleições de 2015 é falacioso e retórico, estando ao serviço do que vai dizer a seguir.

A seguir, voltamos à sua cassete: que não se fale mais do passado. Quer-se dizer, ele pode falar do passado. Para dizer que já chega porque ficou lá para trás, em 2011. Está tão afastado que, maravilha das maravilhas, nem sequer conseguimos identificar culpados. A culpa desapareceu como desaparecem os desgostos de amor, carcomida pelo tempo. Aproveitam-se só algumas lições que o articulista não chega a articular, talvez porque remetam para um fulano preso sem acusação está quase a fazer 1 ano e os seus diabólicos comboios, mais os aeroportos, e as escolas, e os computadores. Erros que este Saraiva não quer que se repitam e que, com sorte, um dia revelará ao público quais foram caso a malta se porte bem. Sem capacidade de disfarce fica o seu pedido para não falarmos do que fez a direita para ir ao pote dando em troca o seu silêncio sobre que ele acha que fez o PS para chegarmos à “bancarrota”. O laranjal alinha neste negócio, como se regista depois de terem visto a bala de prata “Sócrates” ter explodido na cara de Passos no 1º debate com Costa.

Esta conversa do “calem-se acerca das eleições passadas” é equivalente à situação de termos de escolher entre dois cirurgiões para fazer a operação “mais importante dos últimos 20 anos”, seja a nós próprios ou a quem amemos. Entre os candidatos que nos tentam convencer a contratar os seus serviços, aparece um fulano que é conhecido por ter falsificado o seu diploma. Ele diz que se licenciou em Medicina, e que se especializou em cirurgia, mas é sabido que nem o 12º ano conseguiu acabar. Se pedirmos conselhos ao Saraiva dos conselhos eleitorais, e a outros que tais, receberemos como resposta que isso do passado desse senhor não importa nada dado que a operação em causa vai acontecer no futuro e diz respeito ao futuro. Ora, continuará o Saraiva que sabe mesmo o que é que interessa para o povinho, o futuro não tem nada a ver com o passado. Se tivesse, isso seria uma grande confusão; e não estamos em condições de alimentar essas confusões, como é notório.

A única coisa que o PS sabia com certeza absoluta no dia 6 de Junho de 2011 era que as próximas eleições legislativas, ocorressem quando ocorressem, trariam de volta a acusação da “bancarrota” e o odioso pelas medidas do Memorando. Logo, a única estratégia condizente com esse cenário, ainda por cima a nascer de uma necessidade de fazer justiça perante a gravidade da traição ocorrida no chumbo do PEC, seria ir marcando o Governo implacavelmente em tudo o que fosse adesão ideológica e prática à austeridade como castigo e engenharia social. Incrivelmente, este Governo não só deu caudalosos exemplos onde se exibiu revanchista e alemão como tomou medidas que, factualmente, foram a concretização de um plano escondido para transferir riqueza do Estado, dos trabalhadores e dos cidadãos para a oligarquia. O aumento da pobreza e das desigualdades era o resultado intencionalmente procurado. Mas, paradoxalmente, chegamos a 2015 com a esquerda cúmplice da direita a fazer tiro ao PS e com a direita que afundou Portugal encoberta pela comunicação social e sem precisar de sequer ter programa. Resta um PS vítima de si próprio, pois, como Churchill poderia explicar a Costa, não há desafios e ameaças maiores do q a capacidade de uma liderança q ñ s rend


De PaFiosos arruinam e gozam connosco a 25 de Setembro de 2015 às 11:51
(http://derterrorist.blogs.sapo.pt/ 24e.../9/2015)

---- Desgoverno/BdP vende ao desbarato e privados "Compram", com o dinheiro/activos da própria empresa acabada de comprar..."- i.e. arruinar-nos e gozar connosco !!

«O Banco de Portugal aceitou vender a Finangeste, uma empresa que valia 62 milhões de euros, por 35 milhões a uma firma com 4 mil euros de capital.

Dez dias depois, a H.I.G. Capital, uma firma de investimento baseada nos Estados Unidos que gere um património de 17 mil milhões de euros, anunciou a compra de duas carteiras de activos imobiliários à Finangeste,
compostos por 77 imóveis e 114 empréstimos garantidos, com um valor facial de 110 milhões de euros.»

[Duarte Schmidt Lino, um dos accionistas da compradora-logo-vendedora Finangeste,
escrevia a meias um blog com Pedro 'vem emigrante’' Lomba, secretário de Estado adjunto do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro,
e é accionista e vogal do conselho de administração do Observador, o jornal da direita com swag].

Como dizem os pantomineiros de direita quando a conversa não lhes agrada,
"se o senhor tem alguma suspeita ou sabe de alguma coisa participe à Procuradoria-geral da República".

--- (venda/concessão/... e encargos ... com) "Transparência " ... a super-velocidade e interesses obscuros

A 11 dias das eleições o «Metro de Lisboa foi autorizado a distribuir os encargos que terá entre 2016 e 2026, algo que se insere na subconcessão da empresa aos espanhóis da Avanza.
A autorização chegou a 23 de Setembro, o mesmo dia em que a Portaria foi assinada, publicada e entra em vigor.
23 de Setembro é também o dia da assinatura do contrato da subconcessão.»

--- O inominável primeiro-ministro de Portugal

«Pedro Passos Coelho frisou ainda que "quanto mais tempo demorar a vender o Novo Banco mais juros o Estado recebe desse empréstimo", explicando que já ganhou "mais de 120 milhões de euros no último ano"»

--- «Empréstimo ao Fundo de Resolução rende zero ao contribuinte
Juros pagos pelo Fundo ao Tesouro são despesa pública, anulando o ganho de 120 milhões de euros que Passos Coelho refere»


De Estatísticas, PIB, políticos e Vida... a 25 de Setembro de 2015 às 15:47

------- Estatísticas há muitas

(-por CRG, 365Forte, 23/9/2015)

"It looked artificial, but it was full of real birds" - V. S. Naipaul "A bend in the river

Passos Coelho confrontado com o aumento do défice de 2014 para os 7,2% por causa do Novo Banco disse que era apenas uma "contabilização estatística".
Um Primeiro-Ministro, que pautou toda a sua governação por fins estatísticos, que se apresenta a votos ancorado numa suposta melhoria desses dados, vem agora desvalorizar esses elementos e afirmar que tal não tem impacto na vida das pessoas.

A mesma vida das pessoas que recuou para níveis da década de 90 do século passado para se alegadamente cumprir com certos objectivos estatísticos,
cuja importância económica está longe de ser consensual e, em muitos casos, é puramente política
- uma espécie de padrão das explosões no Catch-22 (ficava bonito nas fotografias áreas dos relatórios).

Na verdade todos os dados estatísticos são relativos, são meros indicadores, até o sacrossanto PIB.
Kuznets, prémio Nobel da Economia, que liderava a equipa de economistas que criou o cálculo do PIB, bem tentou avisar que
“o bem-estar de uma nação não pode ser aferido através do cálculo do seu PIB"
uma vez que "A country, for example, that overemphasizes G.D.P. growth and market performance is likely to focus policies on the big drivers of those — corporations and financial institutions —
even when, as during the recent past, there has been little correlation between the performance of big businesses or elites and that of most people."

O problema de Passos Coelho é que não pode continuar a relativizar o défice, o PIB e a balança comercial.
Se o fizer, será obrigado a focar-se na qualidade de vida, na saúde, na igualdade, no bem-estar - a realidade é madrasta.
-------------

-- Infelizmente, Passos só tem que fingir e fazer jogo de cintura ate as eleições.
Depois, se a PaF ganhar pode dar-se ao luxo de nos contar a verdade e não vai ser bonito...

--Nada bonito, e depois já não dá para o pessoal que não foi votar ou votou mal se arrepender. Mais 4 anos de Passos e Portas?? SOCORRO!

--? Até quando continuaremos cegos, surdos, mudos... ?
Será um problema de memória? ... De autismo? ...
Um ato de puro masoquismo partidocratico? ... De dislexia política?...
Ou o receio e resistencia a mudança, ... ?

Ao olhar para as sondagens receio que nos falta vontade de mudar, ...

E volta- me à memória a história do "sapo" que se foi acomodando (no caldeirão de água a aquecer)... Acomodando e quando se apercebeu que ia morrer (cozido) já era tarde para dar o salto...

Creio e peço a Deus que nos coragem para mudar


De Desgoverno PSD/CDS (PàFioso). a 25 de Setembro de 2015 às 16:15
Resumo
( Diogo Serras, 23.09.2015, Jugular)

1 - Cortes salariais, cortes de pensões, cortes nos apoios sociais. Que só não foram bem mais longe porque ainda temos uma Constituição e um Tribunal Constitucional.

2 - Brutais aumentos de impostos (nas palavras de Vítor Gaspar), nas suas mais diversas formas.

3 - Desinvestimento sem precedentes em educação e saúde (, investigação e investimento público), cujo efeito se sentirá durante longos anos.

4 - Aumento significativo dos níveis de pobreza.

5 - Tudo isto, disseram-nos, devido ao primado dos resultados nas contas públicas e dos equilíbrios macroeconómicos.

6 - Pois bem, vamos a resultados. Um défice público de 2014 quase idêntico ao de 2011.
Um défice público dos primeiros seis meses de 2015 de 4,7%, quando o objectivo para a totalidade do ano era de 2,7%.
Uma dívida pública que nunca parou de crescer.
Um défice externo em clara derrapagem.
E o mínimo de sempre de taxa de poupança das famílias.

7 - Avaliar, nas urnas, estes quatro anos é nada menos que imperioso.
4 de outubro está mesmo aí ao virar da esquina. Lembrem-se !


De Desgoverno Ñ paga e emite + Dívida a 28 de Setembro de 2015 às 18:51
Novo Banco

O GOVERNO QUE VIER A SEGUIR, SIM, VAI ENCONTRAR UMA HERANÇA TERRÍVEL!

O QUE PASSOS COELHO NÃO DIZ, ESCONDE E MENTE, COMO É PRÓPRIO DELE!


Estado emite mais dívida, não paga ao FMI e reduz depósitos para compensar Novo Banco

28 Setembro 2015, 09:55 por Rui Peres Jorge

O IGCP emitirá este ano mais 1,3 mil milhões de euros de dívida pública.
Esta é uma das iniciativas do plano do IGCP actualizado no final da semana passada devido ao adiamento da venda do Novo Banco e comunicado aos investidores.

O adiamento da venda do Novo Banco deixou o Estado sem 3,9 mil milhões de euros, que deverão ser compensados com mais dívida, cancelamento do pagamento antecipado ao FMI e redução de depósitos, revela o organismo que gera a dívida pública numa nota enviada a investidores e disponibilizada no seu site.

O IGCP emitirá este ano mais 1,3 mil milhões de euros de dívida pública escreve o Diário Económico, citando a nota do instituto.
O documento que inclui um novo mapa de financiamento – que actualiza um documento de 11 de Setembro – permite detalhar os planos de Cristina Casalinho
para compensar os 3,9 mil milhões de euros de receita com que contava e que estavam previsto no Programa de Estabilidade.

No novo mapa desaparece o pagamento antecipado ao FMI de 2,2 mil milhões de euros,
prevê-se a emissão de mais 1,3 mil milhões de euros de dívida (800 milhões em retalho e 500 milhões em obrigações),
e o nível de depósitos – tratados frequentemente por "cofre" ou "almofada" – reduz-se em 400 milhões de euros, de 9 mil milhões para 8,6 mil milhões.

Estas alterações garantem ao IGCP exactamente os 3,9 mil milhões de euros que deixaram de entrar em 2015 pelo cancelamento da venda do Novo Banco,
e que visavam compensar despesa financeira com empresas públicas, e empréstimos ao Mecanismo Europeu de Estabilidade.
O IGCP prevê agora receber esse dinheiro em 2016.

Contas feitas, o IGCP planeia emitir este ano 20,1 mil milhões em obrigações (17,6 mil milhões já executados a que juntam mais 2,5 mil milhões a emitir até final do ano) e 3,8 mil milhões em dívida emitida no retalho,
onde se incluem instrumentos como os certificados de aforro e nova obrigação de taxa variável que poderá ser emitida até final do ano.

O instituto considera que a alteração de circunstâncias "não altera significativamente a estratégia de financiamento do IGCP para o que resta de 2015, nem a projectada posição de caixa no final do ano" que adjectiva como ficando "bem acima dos 8 mil milhões de euros".
Nos cinco parágrafos enviados aos investidores o IGCP dá ainda conta do plano de "revisitar a estratégia de pagamento antecipado ao FMI" e aumentar as emissões de médio longo e de retalho.


Comentar post