De Desgovernos: assunto (des)arrumado... a 25 de Setembro de 2015 às 10:58
Valupi sobre N.Saraiva

... as eleições de 2011, onde se elegeu um Governo cuja agenda secreta era o empobrecimento furioso e o desmantelamento do Estado social, foram as mais importantes dos últimos não sei quantos anos.
Porquê? Porque, sem esse fanatismo permitido pelo logro eleitoralista, a austeridade não teria sido tão destrutiva e a recuperação teria começado mais cedo e com mais força.
A mesma lógica vale para as eleições de 2009, pois foi o seu resultado e desfecho que levou a que entrássemos na maior convulsão europeia desde a criação do euro – ficando à mercê de todos os golpes, externos e internos –
sem possibilidade de defesa dado que o Governo era minoritário e estava a ser boicotado pela oposição e pelo Presidente da República.
Ou seja, caso em 2009 tivéssemos conseguido alcançar um Governo com maioria, provavelmente – muito e muito provavelmente – não teria havido resgate.
Assim, o seu ênfase nas eleições de 2015 é falacioso e retórico, estando ao serviço do que vai dizer a seguir.

A seguir, voltamos à sua cassete: que não se fale mais do passado. Quer-se dizer, ele pode falar do passado. Para dizer que já chega porque ficou lá para trás, em 2011. Está tão afastado que, maravilha das maravilhas, nem sequer conseguimos identificar culpados. A culpa desapareceu como desaparecem os desgostos de amor, carcomida pelo tempo. Aproveitam-se só algumas lições que o articulista não chega a articular, talvez porque remetam para um fulano preso sem acusação está quase a fazer 1 ano e os seus diabólicos comboios, mais os aeroportos, e as escolas, e os computadores. Erros que este Saraiva não quer que se repitam e que, com sorte, um dia revelará ao público quais foram caso a malta se porte bem. Sem capacidade de disfarce fica o seu pedido para não falarmos do que fez a direita para ir ao pote dando em troca o seu silêncio sobre que ele acha que fez o PS para chegarmos à “bancarrota”. O laranjal alinha neste negócio, como se regista depois de terem visto a bala de prata “Sócrates” ter explodido na cara de Passos no 1º debate com Costa.

Esta conversa do “calem-se acerca das eleições passadas” é equivalente à situação de termos de escolher entre dois cirurgiões para fazer a operação “mais importante dos últimos 20 anos”, seja a nós próprios ou a quem amemos. Entre os candidatos que nos tentam convencer a contratar os seus serviços, aparece um fulano que é conhecido por ter falsificado o seu diploma. Ele diz que se licenciou em Medicina, e que se especializou em cirurgia, mas é sabido que nem o 12º ano conseguiu acabar. Se pedirmos conselhos ao Saraiva dos conselhos eleitorais, e a outros que tais, receberemos como resposta que isso do passado desse senhor não importa nada dado que a operação em causa vai acontecer no futuro e diz respeito ao futuro. Ora, continuará o Saraiva que sabe mesmo o que é que interessa para o povinho, o futuro não tem nada a ver com o passado. Se tivesse, isso seria uma grande confusão; e não estamos em condições de alimentar essas confusões, como é notório.

A única coisa que o PS sabia com certeza absoluta no dia 6 de Junho de 2011 era que as próximas eleições legislativas, ocorressem quando ocorressem, trariam de volta a acusação da “bancarrota” e o odioso pelas medidas do Memorando. Logo, a única estratégia condizente com esse cenário, ainda por cima a nascer de uma necessidade de fazer justiça perante a gravidade da traição ocorrida no chumbo do PEC, seria ir marcando o Governo implacavelmente em tudo o que fosse adesão ideológica e prática à austeridade como castigo e engenharia social. Incrivelmente, este Governo não só deu caudalosos exemplos onde se exibiu revanchista e alemão como tomou medidas que, factualmente, foram a concretização de um plano escondido para transferir riqueza do Estado, dos trabalhadores e dos cidadãos para a oligarquia. O aumento da pobreza e das desigualdades era o resultado intencionalmente procurado. Mas, paradoxalmente, chegamos a 2015 com a esquerda cúmplice da direita a fazer tiro ao PS e com a direita que afundou Portugal encoberta pela comunicação social e sem precisar de sequer ter programa. Resta um PS vítima de si próprio, pois, como Churchill poderia explicar a Costa, não há desafios e ameaças maiores do q a capacidade de uma liderança q ñ s rend


De PaFiosos arruinam e gozam connosco a 25 de Setembro de 2015 às 11:51
(http://derterrorist.blogs.sapo.pt/ 24e.../9/2015)

---- Desgoverno/BdP vende ao desbarato e privados "Compram", com o dinheiro/activos da própria empresa acabada de comprar..."- i.e. arruinar-nos e gozar connosco !!

«O Banco de Portugal aceitou vender a Finangeste, uma empresa que valia 62 milhões de euros, por 35 milhões a uma firma com 4 mil euros de capital.

Dez dias depois, a H.I.G. Capital, uma firma de investimento baseada nos Estados Unidos que gere um património de 17 mil milhões de euros, anunciou a compra de duas carteiras de activos imobiliários à Finangeste,
compostos por 77 imóveis e 114 empréstimos garantidos, com um valor facial de 110 milhões de euros.»

[Duarte Schmidt Lino, um dos accionistas da compradora-logo-vendedora Finangeste,
escrevia a meias um blog com Pedro 'vem emigrante’' Lomba, secretário de Estado adjunto do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro,
e é accionista e vogal do conselho de administração do Observador, o jornal da direita com swag].

Como dizem os pantomineiros de direita quando a conversa não lhes agrada,
"se o senhor tem alguma suspeita ou sabe de alguma coisa participe à Procuradoria-geral da República".

--- (venda/concessão/... e encargos ... com) "Transparência " ... a super-velocidade e interesses obscuros

A 11 dias das eleições o «Metro de Lisboa foi autorizado a distribuir os encargos que terá entre 2016 e 2026, algo que se insere na subconcessão da empresa aos espanhóis da Avanza.
A autorização chegou a 23 de Setembro, o mesmo dia em que a Portaria foi assinada, publicada e entra em vigor.
23 de Setembro é também o dia da assinatura do contrato da subconcessão.»

--- O inominável primeiro-ministro de Portugal

«Pedro Passos Coelho frisou ainda que "quanto mais tempo demorar a vender o Novo Banco mais juros o Estado recebe desse empréstimo", explicando que já ganhou "mais de 120 milhões de euros no último ano"»

--- «Empréstimo ao Fundo de Resolução rende zero ao contribuinte
Juros pagos pelo Fundo ao Tesouro são despesa pública, anulando o ganho de 120 milhões de euros que Passos Coelho refere»


De Estatísticas, PIB, políticos e Vida... a 25 de Setembro de 2015 às 15:47

------- Estatísticas há muitas

(-por CRG, 365Forte, 23/9/2015)

"It looked artificial, but it was full of real birds" - V. S. Naipaul "A bend in the river

Passos Coelho confrontado com o aumento do défice de 2014 para os 7,2% por causa do Novo Banco disse que era apenas uma "contabilização estatística".
Um Primeiro-Ministro, que pautou toda a sua governação por fins estatísticos, que se apresenta a votos ancorado numa suposta melhoria desses dados, vem agora desvalorizar esses elementos e afirmar que tal não tem impacto na vida das pessoas.

A mesma vida das pessoas que recuou para níveis da década de 90 do século passado para se alegadamente cumprir com certos objectivos estatísticos,
cuja importância económica está longe de ser consensual e, em muitos casos, é puramente política
- uma espécie de padrão das explosões no Catch-22 (ficava bonito nas fotografias áreas dos relatórios).

Na verdade todos os dados estatísticos são relativos, são meros indicadores, até o sacrossanto PIB.
Kuznets, prémio Nobel da Economia, que liderava a equipa de economistas que criou o cálculo do PIB, bem tentou avisar que
“o bem-estar de uma nação não pode ser aferido através do cálculo do seu PIB"
uma vez que "A country, for example, that overemphasizes G.D.P. growth and market performance is likely to focus policies on the big drivers of those — corporations and financial institutions —
even when, as during the recent past, there has been little correlation between the performance of big businesses or elites and that of most people."

O problema de Passos Coelho é que não pode continuar a relativizar o défice, o PIB e a balança comercial.
Se o fizer, será obrigado a focar-se na qualidade de vida, na saúde, na igualdade, no bem-estar - a realidade é madrasta.
-------------

-- Infelizmente, Passos só tem que fingir e fazer jogo de cintura ate as eleições.
Depois, se a PaF ganhar pode dar-se ao luxo de nos contar a verdade e não vai ser bonito...

--Nada bonito, e depois já não dá para o pessoal que não foi votar ou votou mal se arrepender. Mais 4 anos de Passos e Portas?? SOCORRO!

--? Até quando continuaremos cegos, surdos, mudos... ?
Será um problema de memória? ... De autismo? ...
Um ato de puro masoquismo partidocratico? ... De dislexia política?...
Ou o receio e resistencia a mudança, ... ?

Ao olhar para as sondagens receio que nos falta vontade de mudar, ...

E volta- me à memória a história do "sapo" que se foi acomodando (no caldeirão de água a aquecer)... Acomodando e quando se apercebeu que ia morrer (cozido) já era tarde para dar o salto...

Creio e peço a Deus que nos coragem para mudar


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