De Democracia, eleições e manipulação opini a 17 de Novembro de 2015 às 09:32
Mas o afunilamento democrático não se resume ao poder das elites do bloco central. Reparem por exemplo na cobertura mediática das campanhas eleitorais. Os candidatos do PS e PSD (actualmente PàF, desde que engoliu o táxi de Paulo Portas) são frequentemente referidos como “o próximo primeiro-ministro de Portugal”, excluindo, à priori, a possibilidade de qualquer outro partido vencer as eleições. A imprensa, regra geral controlada por destacados militantes destes partidos ou por gente próxima do poder, decide quem pode ou não aspirar a governar.
E esta ideia, martelada até à exaustão, cria na cabeça de muitos eleitores a ilusão de que apenas PS e PSD são elegíveis e capazes de governar. Que os restantes são partidos de protesto que não querem governar, apenas ser oposição, a que se junta a narrativa de que “são todos iguais”, uma narrativa falsa que apenas serve para retirar ainda mais votos aos pequenos partidos, apesar de não haver um único entre estes que tenha qualquer responsabilidade no estado a que isto chegou, com a excepção de um período muito particular no pós-25 de Abril em que o PCP, através do PREC, causou alguns danos na economia, danos esses que ainda assim não têm sequer comparação com o que os governos de Cavaco Silva fizeram à agricultura.
Ainda no campo mediático, reparem que a cobertura das campanhas incide essencialmente no PS e PSD. Existe depois uma nesga de tempo para BE, PCP e CDS (quando não surge como muleta pré-eleitoral do PSD) e os restantes partidos nem sequer existem. Se juntarmos a isto o facto de, quanto mais pequeno menos verbas para fazer campanha e por conseguinte a menos pessoas se consegue chegar, ...
------ Votar p. Libertar a Democracia ,28/9/2015----
Afunilamento Democrático:
a verdade sobre o sequestro da democracia pelo bloco central
28/09/2015, João Mendes, Aventar
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... a menos pessoas se consegue chegar, nomeadamente quando saímos das grandes cidades do litoral para o interior, onde as redes clientelistas erguidas à décadas controlam parte substancial da população, as possibilidades de um partido exterior ao Parlamento conseguir lá chegar são diminutas, excepto em casos muito pontuais e raros.
Redes de clientelas, deputados, secretários de Estado e ministros em cargos-chave nos grandes escritórios de advogados que desenham legislação para os governos que integram, o monopólio das nomeações públicas, empresários-militantes que injectam milhões através dos Jacintos Leite Capelo Rego desta vida a troco de favores e outras corrupções, batalhões de jotas dispostos a tudo na esperança de virem a ser a próxima pop star no Parlamento e terrorismo virtual, tudo isto controlado ao melhor estilo siciliano. Orwell poderá ter exagerado em algumas coisas mas a frase que abre estas linhas é tão actual como o era em 1948. Quem controla o passado controla o futuro, quem controla o presente controla o passado. E consegue inclusive reescrevê-lo.
Democracia? Liberdade de escolha? Igualdade de oportunidades de acesso ao poder? Não seja ingénuo. Eles não o são.
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--- Os indecisos vão decidir a eleição
(27/09/2015, j. m. cordeiro)
É o que apontam as sondagens. 25% segundo a Católica. 22.8% segundo a Intercampus.
Quanto ao PS e à PAF, não saem do seu eleitorado clubístico.
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--- Continua: Novo Banco vai-lhe ao bolso.
“Governo paga mais juros ao FMI por causa do Novo Banco” [DN]. Obrigado Passos Coelho pela solução sem custos para os “contribuintes” (como se o resto do país não fosse gente).
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... isso não me impede de ver a mentira “não terá custo para os ‘contribuintes’.”
E não me apaga a memória de Cavaco e o governo, a um mês da falência, meterem as mãos no fogo pelo BES.
E que meter 3.9 mil milhões de euros do Estado para o fundo de resolução é, para todos os efeitos, uma nacionalização.
O BPN passou directamente para o Estado e foi vendido com prejuízo.
O BES passou indirectamente para o estado e, tudo aponta, vai ser vendido com prejuízo.
A solução teria que ter passado por impedir que esta porcaria tivesse acontecido.
Tendo acontecido, mesmo assim, não vi uma única cabeça ainda a rolar.
E, ainda, tendo acontecido, como é que o Estado ainda não foi capaz de ir buscar o dinheiro roubado? Este não desapareceu…
Não, o que se fez foi ir ao dinhei
De Democracia, Burlões e Bangsters. a 17 de Novembro de 2015 às 09:35
... E, ainda, tendo acontecido, como é que o Estado ainda não foi capaz de ir buscar o dinheiro roubado? Este não desapareceu…
Não, o que se fez foi ir ao dinheiro público e remendar a situação.
“Ah e tal, isso é muito lindo”, até pareço ouvir dizer, mas vejamos o caso Maddoff e comparemos com cá.
---- Kruzes Kanhoto, 26/9/2015-----
Esta é uma questão pertinente. Nomeadamente em círculos como o meu que elege apenas três deputados. Significa, portanto, que tenho apenas três opções se não quiser ver o meu voto desperdiçado. E mesmo assim até poderão ser apenas duas, pois a CDU poderá pela primeira vez não eleger nenhum deputado por aqui...
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